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Beltrano - Edição 651

A trova do Antônho com um deputado

Estava eu e o Antônho
Conversando alegremente
Na Praça 7 de Setembro
Quando chegou de repente
Um candidato a deputado 
Bem trajado e inteligente
Antes que contasse balela
Me disse o Antônho sem cautela:
“Vai encher o saco da gente”.

O candidato cumprimentou
Quem jogava o dominó primeiro
Depois perguntou pro Antônho
“Por onde andas, companheiro?
Pra provar que sou legal
Como eu não tem igual
Pois tenho muito dinheiro”.

Eu me meti e perguntei:
Que dinheiro, camarada?
Só se você cantar com o Antônho
Uma trova da pesada.
Se queres nosso respeito
É melhor pedir direito
Senão, daqui não levas nada.

Porém, eu vou dar o tema
Com estilos naturais:
Para o Antônho as trovas
Com frases fundamentais
Sem errar uma só rima
“Não voto, não elejo mais”.

Você, candidato, responde 
Pra se ouvir e bem ver
Defendendo essa política
Sempre, e enquanto viver
Dizendo no fim do verso:
“Sou candidato até morrer”.

Antônho:
Meu prezado candidato
Sou peixeiro da Barra com prazer
Deus me livre em votar
Para ver o povo sofrer
Me eleger também não uso
Pois nada de bom me traz
De política tenho abuso
Desde que era um rapaz
A política o povo liquida
E enquanto Deus me der vida
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Antônho tu és inocente
A política é uma beleza
Deixa a pessoa contente
Se eleger tira a tristeza
É um copo de aguardente
Que ao homem dá prazer
Com o pensamento profundo
Atente ao que vou dizer
Enquanto eu viver no mundo
Sou candidato até morrer. 

Antônho:
Política não me convém
Pegue suas coisas e suma
Pois a pessoa que vota
Na vida nunca se apruma
O eleitor que pensa bem
Miséria pra si não traz
Eu decidi neste instante
Que de agora em diante
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Faço política todo dia
Vou enrolando numa boa
Meto o povo numa fria
Minha lábia não enjoa
Passo quatro anos na mamata
E consigo me reeleger
Pra continuar nessa vida
Sou candidato até morrer.

Antônho:
Mas você se desmantela
Pensando tanta tolice
Me dá entalo na goela
Em ver tanta canalhice
Fica uma nódoa amarela
Que ninguém tira jamais
Pela fé que tenho em Deus
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Porém foi Deus que criou
A política e a eleição
Da terra nasce a semente
Que alimenta a população
Quem não vota hoje em dia
Na vida não tem prazer
Encostado lá na Assembleia
Sou candidato até morrer.

Antônho:
Você assim vai entrando
No caminho da perdição
Do mandamento sagrado
Não obedece a lição
Tua vida é um pecado
Dás é gosto a Satanás
Eu que conheço a verdade
Até pela minha idade
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Diz a Bíblia sagrada
Que Jesus montou num jumento
Transformou água em vinho
E mudou o pensamento
Também ele fez politicagem
Oferecendo fé pra viver
Com meus milagres na bagagem
Eu vou seguindo viagem
Sou candidato até morrer.

Antônho:
Falaste perfeitamente
Pelo caminho da luz
A que fazes é diferente
Da política de Jesus
Ele plantou uma semente
Nos corações dos ancestrais
Mas o povo o esqueceu
E porque Jesus morreu
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Você não conhece bem
As curvas do meu caminho
Muito tenho que enfrentar
Pois toda rosa tem espinhos
De tanto explorar e ser explorado
Corro o risco de empobrecer
Então continuo comprando voto
Fingindo que de Deus sou devoto
Vou ser candidato até morrer.

Antônho:
Quem compra faz coisa feia
E vive se consumindo
No cimento da cadeia
Devias ficar dormindo
Traz desonra pra família
Põe vergonha nos seus pais
Por causa da roubalheira
E por levar o povo na coleira
Não voto, não elejo mais.

Candidato:
Triste é o homem decente
Que pelo poder não se embriaga
Sei que sou aproveitador
E da sociedade uma praga
Mas vivo engolindo sapo
Para poder me eleger
Participo até de repente
Me misturo com todo tipo de gente
Pra ser candidato até morrer.

Beltrano:
A trova estava esquentando
Nela resolvi botar o bedelho
Se assim eu não fizesse
Continuariam o dia inteiro
Pra trova eu dei um empate
Pra ninguém dei regalia
O candidato continuou na praça
E nós fomos beber uma cachaça
No bar da dona Maria.



Publicado em 09/08/2018 - por Beltrano

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