Boca Maldita - Edição 747

Nossos mandatários e a Covid-19

Estou eu aqui pensando um pouco sobre as reações diante da infecção pelo novo coronavírus por parte dos nossos governantes.

 

 

Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro poderia ter tido a postura de Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, que, ao ser acometido pela Covid-19, admitiu ter inicialmente menosprezado seus efeitos.

Nosso presidente perdeu uma oportunidade de assumir e se reposicionar diante de um vírus que não para de matar. Bolsonaro não teve esse tamanho. Preferiu dizer que estava com vontade de correr pelas ruas de Brasília e que o motivo para isso era a sua amada cloroquina.

Há duas formas de aprendizado neste mundo: pelo amor ou pela dor. Faço votos que o nosso presidente ainda possa aprender pela primeira via.

 

Moisés

Buscando voltar a rezar sobre as pedras da lei de Bolsonaro, o governador Carlos Moisés não titubeou diante da pergunta do mandatário da República durante recente visita a Santa Catarina. Bolsonaro perguntou, através de um telão, já que Moisés estava isolado: “Tomou a cloroquina?”. Sob os risos dos presentes, Moisés garantiu que sim.

 


Camilo

O jovem prefeito de Palhoça, Camilo Martins, assim que soube de seu resultado positivo, foi às redes sociais para falar de sua responsabilidade e quadro clínico.

O pai de Camilo, o deputado estadual Nazareno Martins, já havia recebido o diagnóstico positivo. Embora dispondo de pouca estrutura de saúde na cidade, 
Camilo vem reforçando sua personalidade de enfrentamento a forças estaduais e federais.

Diante do empresariado, Camilo tem sido mais permissivo, adotando medidas mais leves do que o chefe do Executivo da vizinha Florianópolis.

A história irá julgar quem fez as opções corretas. 

 

Celesc: heroína ou vilã?

A atuação da Celesc na resolução dos problemas de falta de energia, causados pelo tal "ciclone bomba", que atingiu Santa Catarina na semana passada, foi tema de debate na Câmara de Vereadores de Palhoça esta semana. Vereador que entrou em contato, solicitando conserto em determinada comunidade e foi atendido dava parabéns; vereador que não foi atendido criticava. Teve até chororô, com a valorização da moeda política alheia! Fato é que há muito tempo a Celesc tem atuação muito abaixo do desejado em Palhoça e a Câmara, como um poder com força e representatividade, deveria, sim, cobrar oficialmente a oferta de um serviço de qualidade aos munícipes palhocenses. 


Nada de verba

Mais lenha na fogueira dos opositores ao comando do governo do estado que entendem que nossas autoridades não andam lá muito benevolentes com Palhoça: não recebemos nenhum centavo da nova leva de emendas impositivas dos nossos deputados. Foram R$ 32,3 milhões repassados em verbas voltadas à Saúde, protocoladas em 2019. Nenhum centavo para nossa Terra Querida! Na primeira leva do pagamento das emendas, de R$ 43,8 milhões, fomos "prestigiados" entre os R$ 3 milhões destinados à Grande Florianópolis; desta vez, “nadica” de nada! Combustível para o fogo dos “haters”. 


Vigilância monitorada

Associação dos Vigilantes de Palhoça quer apresentar às autoridades municipais um projeto de vigilância monitorada para ser implantado no município. A proposta é semelhante à desenvolvida em Biguaçu, e que, segundo os vigilantes, funciona muito bem. O projeto prevê investimento em infraestrutura e rondas frequentes, com a missão de "desestimular a ação criminosa de vândalos e invasores", "garantir a preservação do patrimônio público municipal" e "trazer sensação de segurança à população". 


O que Dizem e Eu Não Afirmo...

QUE tem gente por aí nas redes sociais garantindo que a Jotur está prestes a decretar falência. A direção da empresa diz que é fake news.

QUE diferentemente de outras cidades, Palhoça possui mais infectados do que recuperados. Isso significa que começamos bem e estamos acabando mal.



Publicado em 09/07/2020 - por Joao Jose da Silva

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