Estudantes protestam contra o aumento de passagem

Manifestação ocorreu na quinta-feira (27). Novas ações estão sendo articuladas

6daa07543fcfa9afefd0b0bfef7be505.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Na última quinta-feira (27), estudantes se reuniram em frente ao terminal de ônibus de Palhoça, na Ponte do Imaruim, para protestar contra o aumento das passagens municipais, reajustados em 6,65%, no dia 17 de fevereiro, após publicação do Decreto Municipal nº 2545/2020.

Os estudantes se reuniram um dia antes, na quarta-feira (26), para confeccionar os cartazes que foram exibidos durante a manifestação do dia 27, com frases como: “Por um transporte público e de qualidade”, “4,60 para o ônibus partir ao meio”, “Camilo tira o interesse político da nossa mobilidade”, “Pelo direito ao acesso à cidade”, “Lutar pela tarifa é lutar por dignidade e cidadania” e “Nenhum direito a menos”. “Num primeiro momento, impediram nossa entrada, porém, a manifestação da população é ainda direito garantido nesta democracia em que vivemos, então, entramos e fizemos o diálogo”, relata o estudante Rafael Luiz de Oliveira, que participou do protesto.

Os estudantes preparam vídeos para divulgar nas redes sociais nos próximos dias, convocando a população a unir forças no protesto e participar de uma audiência pública que está sendo articulada, para tratar sobre a questão do transporte coletivo em Palhoça.

Eles também redigiram um manifesto, uma moção de repúdio, intitulada “Mãos ao alto – A passagem de Palhoça é um assalto”. A moção convoca a população a lutar contra o aumento das tarifas, que eles consideram um “absurdo”. “O Movimento Estudantil de Palhoça está, como sempre esteve, em luta por Nenhum Direito a Menos, contra a falta de ética do poder público de Palhoça e repudia o aumento do preço da passagem na tarifa, sem ao menos dialogar com a população, que é a principal violentada por esse serviço de transporte local”, traz o documento. “A verdade é que os empresários lucram muito dinheiro às custas de ônibus lotados, velhos e sem segurança e da exploração das/os trabalhadoras/es que sofrem com o descumprimento dos acordos trabalhistas, atrasos de salários, falta do auxílio alimentação e demissões repentinas”, traz outro trecho da moção.



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