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PH entra na "lista negra" do Aedes aegypti

Inclusão de Palhoça foi a novidade na nova lista de municípios infestados pelo mosquito

0d7277cd02d2f9fc1081182b86b3cd29.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) divulgou o boletim n° 17 de 2018 sobre a situação da vigilância entomológica do Aedes aegypti e a situação epidemiológica de dengue, febre de chikungunya e zika vírus em Santa Catarina, e a novidade do boletim foi a inclusão de Palhoça na relação de municípios infestados. Os dados analisados pelo relatório vão desde o dia 31 de dezembro de 2017 até o dia 1º de de setembro de 2018.

A rotina da Vigilância Epidemiológica de Palhoça se intensificou nos últimos anos, com o surto de dengue, chikungunya e zika vírus, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Dezoito agentes de endemias trabalham diariamente com o auxílio de oito motocicletas e dois automóveis para barrar a proliferação do mosquito e encontraram 80 focos (larvas) de janeiro até agora.

Os profissionais fiscalizam 490 armadilhas por semana em comércios e residências, instaladas em 123 pontos estratégicos que podem apresentar larvas do mosquito espalhados por todo o município em fábricas de móveis, ferros-velhos, empresas de reciclagem, cemitérios, etc. para coletar materiais. Os bairros com maior número de focos são: Centro, Ponte do Imaruim, Bela Vista, Passa Vinte e Brejaru.

Quando o laboratório municipal confirma que o material coletado refere-se ao mosquito da dengue, a vigilância em saúde abre um raio de 300 metros a partir do foco para verificar locais suspeitos. O combate é feito através da eliminação da larva do inseto com concretização, orientação, descarte adequado de recipientes, entre outros, para que esta não se desenvolva em mosquito, não contraia o vírus e não transmita a doença pela picada. 

Até o momento, não há casos de dengue, chikungunya ou zika vírus contraídos no município. Houve apenas casos importados (contraídos fora da cidade) que foram tratados, portanto, não houve circulação da doença no município.
A Prefeitura alerta que o Aedes aegypti tem algumas diferenças em relação ao pernilongo comum, mas é facilmente confundido. Portanto, a prevenção ainda é a melhor arma contra a doença e a Secretaria de Saúde pede o auxílio da população, não deixando água limpa acumulada e denunciando situações suspeitas para o setor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde por meio do número 3047-5566.

 

Orientações

Como evitar a proliferação do Aedes aegypti
 
Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
Mantenha lixeiras tampadas;
Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
Mantenha ralos fechados e desentupidos;
Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
Retire a água acumulada em lajes;
Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

Fonte: Dive/SC



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