Beltrano - Edição 731

O melhor mesmo é não sair de casa


Extra! Extra! Uma coisa eu digo: se a Amazônia é o pulmão do mundo, Brasília é o intestino grosso! Não precisa ser nenhum Newton para entender a gravidade da situação, pois ficou devidamente comprovado que o político brasileiro é o mais religioso do mundo: a cada obra, leva um terço! Mas não são só os políticos de Brasília, não! Não adianta nenhum dos políticos de Palhoça fazer cara de inocente. A gente sabe que vocês tomam banho sem roupa! Rá, rá, rá, rá...
Recente pesquisa feita pelo Data/Beltrano constata que o coração da Prefa e da Câmara é igual a ninho de tico-tico: sempre tem lugar para mais um chupim!
Então, fiz estes versinhos:

O político daqui cobiça
Nunca na vida trabalhar 
É tanta sua preguiça 
Só o saco quer coçar
Fica enchendo linguiça
Pois tudo que mais cobiça
É na Prefa trabalhar!

Um empreguinho perfeito 
A Câmara dá moradia 
Pra trabalhar não levam jeito
O que querem é mordomia 
Mas como sempre acontece,
Do povo, o político esquece 
E começa a estripulia.

A coisa tá ficando feia
Veja só esse perfil
É aquele que mais pode
Com o Camilo ser gentil
Assim garantem o emprego
Fingindo-se de pelego
Pra ganhar 3, 4 ou 5 mil.

Dia desses, conversando com o Alexandre, secretário de Segurança Pública, ele me disse que os agentes de trânsito de Palhoça estão sendo orientados “para orientar e não para multar”. Não é que é verdade mesmo!! A prova aconteceu com o Antônho do Bidunga. Ele me disse que, dia desses, por milagre, conseguiu uma vaga para estacionar o Corcelzinho na praça, quando olhou para um agente de trânsito que estava no local e pediu:
- O senhor poderia me fazer a gentileza de me avisar a hora que vai bater no carro de trás, por favor?!
O agente, prestativo, respondeu:
- Pode deixar, cidadão...
Diz o Antônho que começou a manobrar o carro, mas, quando viu, tinha batido no carro estacionado atrás do dele. Foi quando o agente chegou na janela do Corcel e informou, olhando no relógio:
- São 11 horas e 59 minutos!
Rá, rá, rá, rá...
Mas o certo mesmo é que está muito difícil dirigir no Centro da cidade. Na semana passada, o Justino do Furadinho bateu na traseira de um carro na rua José Maria da Luz. Quando a polícia chegou, ele se justificou:
- É que a mulher fez sinal que ia virar à esquerda... E não é que virou mesmo!?!?
Unindo o útil ao desagradável, o certo é que se o cara está errado, tem que ser multado mesmo. Veja só este caso: um cidadão no seu carro passa na sinaleira da avenida Atílio Pagani no sinal vermelho. O policial, que está na esquina, vê e apita e o motorista para. O policial pergunta: 
- O senhor não viu o sinal vermelho? 
O homem responde: 
- O sinal eu vi, seu guarda, o que eu não vi foi o senhor.
O policial, então, passou para o outro lado do carro e, dirigindo-se para o banco do carona, onde se encontrava a esposa do cidadão, perguntou: 
- O seu marido é sempre engraçadinho assim? 
E a mulher respondeu: 
- Não. Só quando está bêbado. 
O policial, já irritado, dirigiu-se novamente ao motorista e disse-lhe: 
- Se o senhor se comportar novamente desse jeito, vou lhe tirar a carteira. 
E o homem responde:
- Que bom! Já faz cinco anos que eu tento tirá-la e não consigo. 
O policial, “fora de si”, grita com toda fúria para o motorista: 
- Considere-se preso! 
O filho do casal, que dormia no banco de trás, levanta-se e diz para o pai: 
- Pai, eu não disse que esse negócio de roubar carro não ia dar certo!?
Isso é só pra vocês verem como vão as coisas! E assim vamos correndo do coronavírus...
Fui! Só não dá pra correr muito dos vírus por causa das filas! Então, o negócio é ficar em casa coçando o saco e lavando as mãos, com saudade da dengue! 



Publicado em 19/03/2020 - por Beltrano

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