Seleção cheia de dúvidas
A nossa seleção brasileira entrou em campo na quinta-feira (26), em Boston, EUA, para enfrentar a seleção francesa e foi derrotada por 2 a 1. O time de Ancelotti, com seis reservas na linha defensiva, adotou um sistema 4-2-4 que não funcionou no ataque, deixando espaços no meio e complicando a defesa. A derrota por 2 a 1 para uma seleção já formada e que foi vice-campeã da última Copa pode ter seus pontos positivos. Ancelotti ainda observa jogadores, com dúvidas na defesa e no ataque, principalmente nas laterais, que nos fazem sentir saudades de outros tempos. Enfim, a Copa do Mundo está batendo à porta, e carregar as cinco estrelas no escudo não quer dizer que seremos hexacampeões. O destaque brasileiro ficou por conta de Luiz Henrique, que entrou no segundo tempo, ofuscando até mesmo o brilho de Vini Junior, que pouco fez em campo.
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*Patrimônio nacional*
Um assunto que viralizou nas redes sociais nesta semana foi a ridícula ideia sobre a camisa da seleção brasileira, enfeitada com a palavra "brasa" e com a figura de Michael Jordan. Essa patética ideia causou revolta na grande maioria dos torcedores brasileiros. A camisa amarelinha é um patrimônio nacional e sempre respeitada pelos seus adversários lá fora. É um manto sagrado que não pode ser usado para narrativas ideológicas, sendo um símbolo de unidade nacional. A seleção brasileira não é laboratório e muito menos serve para propaganda política. A nossa seleção é do verdadeiro povo brasileiro. Essa cambada que inventou esse absurdo que vá catar coquinhos. Para não dizer outra coisa.
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*Jogador meia-boca*
Não convidem para a mesma mesa o senador Romário e o comentarista Casagrande. Durante um programa esportivo, Walter Casagrande questionou a ausência de Romário, criticando a atuação do parlamentar no Senado. Como o baixinho não tem papas na língua, Romário, em nota, explicou a sua ausência no Senado e disparou contra Casagrande, dizendo que ele nunca ganhou nada de importante, sempre foi um jogador meia-boca e está sempre mostrando que não entende nada de futebol. E que, calado, é mais que um poeta: é um filósofo.
Publicado em 27/03/2026 - por Margarida Clésio Moreira dos Santos