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Entrevista: vocalista da Chimarruts fala sobre PH

Rafa Machado revelou curiosidades sobre sua relação com o município palhocense e contou detalhes sobre a atual fase da carreira

f6097e27ac2124368c041a65726cef74.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schutz*

 

A Chimarruts é uma das bandas de reggae mais influentes do sul do Brasil. O grupo, que está em atividade há quase 21 anos, coleciona momentos em Santa Catarina. Recentemente, o vocalista da banda, Rafa Machado, esteve em Palhoça e comentou sobre sua relação com o município, falou sobre os atuais projetos e pontuou diversas curiosidades.

O cantor afirmou que a primeira coisa que lhe vem à cabeça quando se fala em Palhoça é a Guarda do Embaú. “É inevitável, né? Porque acho que é o lugar que mais combina com o reggae”, destaca.

Ainda sobre a Guarda do Embaú, Rafa argumenta que “é um lugar que é conhecido mundialmente, que torna Palhoça conhecida em todo o mundo”, além de ser “um lugar clássico de Palhoça, com muitas histórias: só coisas boas, muitas amizades, muitos shows feitos”. “Com a Chimarruts, na minha carreira, tivemos momentos em várias regiões de Palhoça. Coisas marcantes, às vezes até em pontos não tão conhecidos”, afirma Rafa.

E sobre o estado catarinense, ele também determina: “Em Santa Catarina, a Chimarruts se sente em casa”. E completa: “Eu acho que somos privilegiados por tocar bastante em Santa Catarina e, consequentemente, em Palhoça. Lembro de muitos shows marcantes”. 

Já sobre o atual momento, com o cenário da pandemia, com poucos shows e mudanças no processo de produção, o músico fala que “quem é compositor e produtor nunca para a produção”. “Então, na verdade, eu nunca parei. O que aconteceu é que neste momento nós ganhamos mais tempo para produzir”, reflete.

Quando questionado sobre a saudade dos grandes shows, o artista respondeu: “Os últimos shows que a gente fez foram todos aqui em Santa Catarina. A gente tocou lá no aniversário de Balneário e tinha 50 mil pessoas. Então, os teus últimos shows serem coisas grandiosas e daqui a pouco tu não vê mais ninguém… Para a gente, que tá acostumado a vida toda com isso, realmente faz falta”. 

Mas, ainda segundo o músico, nem tudo foi ruim neste período sem shows: “Por um outro lado, foi bom. Porque a gente trabalhou mais com a internet, que é um espaço que possibilita o mundo todo te ver. Então, ao mesmo tempo em que a gente parou de estar aqui com a galera, passou a estar com pessoas lá de fora, também”. “Acho que as coisas equilibram”, pontua. 

Além da Chimarruts, Rafa também está trabalhando em apresentações solo, mais intimistas.

Sobre o que se espera dessa nova fase, ele diz que está preparando um show interpretando músicas que não costuma cantar nas apresentações do Chimarruts. Os shows solo contarão com um repertório recheado com canções importantes para ele, como artista. “É uma mistura entre o trabalho autoral e as coisas que eu curto de outros artistas. Vai desde Bob Marley até Armandinho, entre outras coisas que normalmente, no trabalho autoral do Chimarruts, não têm espaço”, explica.

Os planos de Rafa Machado são os de seguir tanto com o Chimarruts, quanto com o projeto pessoal, trazendo a musicalidade e o balanço do reggae à Palhoça sempre que possível - quando for seguro para todos.


* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim

 

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