De Palhoça para estação de pesquisa na Antártida

Novas instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz terão equipamento odontológico da empresa palhocense Olsen

36f84405c8972779fe6dcef47ea48dbb.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

As novas instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira de pesquisa na ilha de Rei George, na Antártida, seriam inauguradas na noite desta quarta-feira (15), se o tempo permitisse. Mesmo longe, a inauguração é muito importante para Palhoça.

O vice-presidente Hamilton Mourão e o ministros Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) participariam da cerimônia, junto com outras autoridades. O governo federal investiu cerca de 100 milhões de dólares na construção da unidade, que foi ampliada e recebeu os equipamentos mais modernos do mundo.

Ocupando uma área de 4.500 metros quadrados, a estação poderá hospedar 64 pessoas. A nova instalação é mais moderna e maior do que anterior. Antigamente, existiam cinco laboratórios, e depois da reinauguração, o número vai passar para 17. Cientistas da Fiocruz vão ter um laboratório exclusivo de microbiologia para pesquisar fungos que só existem na Antártida. A Agência Internacional de Energia Atômica também já confirmou que vai desenvolver projetos no local. A estação também está adaptada para receber pesquisadores das áreas de oceanografia, glaciologia e meteorologia.

E dá para dizer que tem um pedacinho de Palhoça por lá. Na área de saúde da estação, foi instalado pela Marinha do Brasil um equipamento odontológico avançado que a empresa catarinense Olsen, instalada no Jardim Eldorado, desenvolveu e despachou para lá. O inverno gelado da Antártida prende quem está por lá pelo menos por seis meses, e a partir de agora, caso alguém tenha um problema dentário de emergência, já pode ser tratado no local, o que não era possível na situação anterior. A possibilidade do atendimento ficará à disposição inclusive das demais missões científicas internacionais instaladas no continente gelado.

Conforme seu idealizador, o empresário Cesar Olsen, que é fundador e diretor presidente da empresa, o Odontoportátil é um equipamento simples e completo. Sua instalação é fácil: necessita de um ponto de energia elétrica, dispensando as necessidades de um consultório odontológico padrão, como instalações de água, ar e esgoto. Projetado para uso em locais isolados e de difícil acesso, como regiões de mata, ribeirinhas, indígenas, dentre outras, é certificado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pelas Forças Armadas do Brasil.

A Olsen é a única companhia catarinense de capital brasileiro a catalogar produtos odontomédicos na Otan, que qualifica a organização a comercializar seus equipamentos para organismos militares das 28 nações que integram a organização. “Nosso equipamento concebido e fabricado em Palhoça já é um sucesso internacional, com grande aceitação inclusive por parte das Forças Armadas dos Estados Unidos, reforçando assim nosso slogan: ‘De Palhoça para o mundo’”, reforça o empresário.



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