f13a1899a340c39b0fa96d0527d2f76e.jpeg Rosiney Horácio participa do 10º Congresso do COSEMS/SC em Chapecó representando a saúde de Palhoça

6baba738f4639f9871dac0b2aac03930.jpeg Alesc recebe evento "Mulheres que Inspiram" para celebrar o legado feminino em Santa Catarina

44752ccf76872654e0b71e313ea11867.jpeg Impasse em comissão pode impedir construção de túneis no Morro dos Cavalos

9f301c105f09624f5840d8838878f9ed.PNG Armas feitas em impressoras 3D são apreendidas em Palhoça

15d1f278cdab3505057b853c7bf82036.jpeg Homem que mora há 36 anos em caverna no Vale da Utopia pode ser impedido de viver no local

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

ae6248461310c7fffba4961679a139a0.jpeg Entenda quais são os quatros pilares do saneamento básico

e6aee8f77968bdd35b522b8ad22e1d1e.jpeg Acesso ao saneamento básico contribui para a permanência de estudantes na escola

3e6f460e0d9fdb840780eada0d10581c.jpeg Entender o tratamento de esgoto derruba mitos sobre o saneamento

d611e11772495a0436a1c62c7ee65b3c.jpeg Tecnologias da Aegea SC: saneamento com monitoramento 24 horas e equipamentos de precisão

“É uma situação que nos assusta”

Prefeito Camilo Martins fala sobre a atuação da Prefeitura de Palhoça diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)

937a9af2f5b3665fcfe73f283593d459.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

O prefeito de Palhoça, Camilo Martins, participou do programa #Palavradoalhocense, que foi ao ar na noite desta terça-feira (7), ao vivo, pela fanpage do jornal no Facebook. O assunto, obviamente, girou em torno das ações que a Prefeitura vem desenvolvendo para o enfrentamento do novo coronavírus. Especialmente neste momento, em que o município registrou a primeira morte provocada pelo Covid-19. “É uma situação que nos assusta e nos preocupa muito, ainda mais agora, com a primeira morte registrada em Palhoça”, comentou o prefeito.

O óbito foi de uma senhora de 58 anos, moradora da Barra do Aririú, que faleceu na madrugada de terça-feira (7). Segundo a Secretaria de Saúde, até a noite desta quarta-feira (8), o município tinha outros quatro casos confirmados, todos de pacientes mulheres, nos bairros: Guarda do Cubatão (32 anos), Ponte do Imaruim (51 anos), São Sebastião (28 anos) e Pagani (41 anos). O município está acompanhando outros 17 casos suspeitos e 105 suspeitas já foram descartadas. Por enquanto, não há registro de paciente (com diagnóstico confirmado para Covid-19) recuperado. No estado de Santa Catarina, são 501 casos confirmados, com 17 óbitos.

O problema é que esses números dificilmente correspondam à realidade. Isso porque há uma subnotificação de casos, ou seja: a velocidade com que a doença se prolifera é maior do que a capacidade do município (e do estado e do país, como um todo) de realizar os testes. O Palhocense trouxe, no site, a história da moradora da Ponte do Imaruim que contraiu o vírus, e outros familiares também apresentaram os sintomas da doença, mas não aparecem nos registros oficiais (clique aqui e conheça os detalhes dessa história). “Eu preciso deixar claro, aqui, a todos, que o número de contaminados por Covid-19 na cidade de Palhoça é muito maior do que quatro pessoas. Infelizmente, não estamos fazendo o teste rápido, porque não conseguimos comprar, o mundo inteiro está atrás, então devemos ter muito mais casos. Então, o isolamento é, sim, necessário. Precisamos ter a compreensão de toda a população”, confirmou o prefeito.

Camilo revelou que existe a promessa do governo do estado de repassar 200 testes rápidos ao município, o que até agora, não aconteceu. A Prefeitura também tenta comprar mil testes rápidos, e a expectativa é a de que o primeiro lote chegue na semana que vem. Os testes só serão utilizados para servidores da saúde e pessoas sintomáticas, ou seja, que apresentem os sintomas característicos da doença provocada pelo novo coronavírus. O prefeito defende que o correto seria fazer os testes em todos os moradores da região da Grande Florianópolis. “Só assim conseguiríamos saber o número de pessoas contaminadas, mas infelizmente não estamos conseguindo comprar, e muitas vezes não haverá recurso financeiro, porque o teste está muito caro”, lamentou.

O prefeito também tem reiterado o pedido para que o governador catarinense, Carlos Moisés, determine a instalação de um hospital de campanha no município – um reforço ao pedido foi feito na terça-feira (7). Camilo relata que ofereceu diversos locais do município apropriados para receber o espaço, mas até agora, não recebeu nenhuma resposta do governador.

O chefe do Executivo municipal lamentou, também, a falta de comunicação entre o governo do estado e as prefeituras em outro assunto delicado neste estágio do enfrentamento da pandemia: o fechamento do comércio. “Estamos muito preocupados e ficamos a manhã de terça-feira toda trabalhando na questão das atividades econômicas. Os índices de desemprego estão aumentando e a tendência é aumentar muito mais”, analisou. “Todas as decisões que o governo do estado vem tomando, ele está tomando de forma isolada”, revelou o prefeito de Palhoça. Camilo diz que os prefeitos das 15 maiores cidades do estado pediram que houvesse um diálogo maior com a cúpula do Executivo estadual. Uma reunião foi feita e havia a promessa de novas reuniões virtuais semanais, o que não estaria ocorrendo. “Ele (o governador) vem fazendo os decretos de isolamento, porém, não comunica aos prefeitos, não conversa com os prefeitos, não sabe as realidades das cidades, e até agora não deu nenhuma ajuda financeira, e isso é o que nos deixa muito preocupados. A preocupação é manter a ordem na cidade e os postos de saúde funcionando”, diz Camilo.

O prefeito lembrou que, quando as primeiras medidas de isolamento foram tomadas, a ideia era afastar as pessoas da rua e conter o ritmo acelerado do contágio enquanto o Poder Público estruturava o sistema de saúde para atender os doentes mais graves, com a ampliação de leitos de UTI. “Quantos leitos foram ampliados? Quantos respiradores foram comprados? Quantos testes serão distribuídos?”, questionou, observando que os prefeitos não têm sido comunicados e pregando transparência na relação com a cúpula estadual.

Neste momento do enfrentamento da pandemia, o prefeito acredita que já houve tempo para o estado se preparar e que a estratégia deveria ser, a partir de agora, utilizar as melhores práticas para evitar o contágio e manter isoladas apenas as pessoas idosas e do grupo de risco. “Se a quarentena não parar, e nós vamos chegar a 30 dias de quarentena em Santa Catarina, é muito preocupante, porque muitos microempresários e comerciantes podem ir à falência”, alerta o prefeito, informando que nada pode fazer para adotar medidas menos restritivas do que as impostas pelo governo do estado, sob pena de crimes civis e penais, segundo intimação recebida pela Prefeitura, encaminhada pelo Ministério Público. “O empresário fica, todo dia, esperando dar 18h para ver se o governador liberou a atividade dele. Tinha que ser uma coisa mais correta, porque o pior já está aqui”, adverte.

Camilo sustenta que “a fase de preparação já passou” e agora a sociedade precisa “se organizar” para que as pessoas possam “voltar a ter uma vida dentro da normalidade que nós vamos viver daqui para a frente”. “O mundo do passado deixou de existir, vamos ter um novo mundo com o coronavírus, diferente, com mais higienização, menos contato, até ter remédio e vacina”, projeta o prefeito.

Enquanto a economia não volta aos eixos, a Prefeitura tem procurado auxiliar quem está passando por necessidades. Camilo afirma que já foram entregues 6 mil cestas básicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social, mas alega que o município vai ter dificuldade financeira para continuar atendendo a todos os pedidos. O prefeito acredita que, se recursos tivessem chegado rapidamente dos governos federal e estadual, a situação estaria mais tranquila.

Em outro trecho da entrevista ao vivo, o prefeito avaliou o comportamento da população palhocense diante das medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades. “No início, a população de Palhoça aderiu muito, mas agora, passados mais de 20 dias, as pessoas começam, o que é natural, a ter um relaxamento, começam a achar que é uma situação muito simples, mas não é tão simples, agora que as pessoas estão começando a procurar os hospitais, começou a aparecer o número de contaminados”, alertou.

 

Quer participar do grupo do Palhocense no WhatsApp?
Clique no link de acesso!
 

 



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg