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Palhoça entra na era das bitcoins

Transações com criptomoedas são cada vez mais utilizadas no mundo

171b4ca74ea7cdae1f6d95e2753e7e6c.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Texto: Isonyane Iris

Transações usando bitcoins e outras criptomoedas estão sendo cada vez mais adotadas pelo mercado imobiliário ao redor do mundo. Palhoça é pioneira no estado e uma das primeiras cidades do Brasil a aceitar a moeda digital bitcoins para a compra de empreendimentos residenciais e comerciais. 

As criptomoedas foram criadas para serem uma transação financeira entre pessoas de forma mais fácil, transparente e sem precisar de intermediários, ou seja, bancos. O bitcoin é uma moeda digital baseada numa tecnologia chamada blockchain, que tem ganhado forma nos últimos anos. Blockchain á uma forma de confirmar transações usando uma rede de computadores. Pode ser uma transação financeira - no caso da moeda digital -, mas pode ser um contrato de compra ou um acordo de locação. 

Como a transação é confirmada com uma rede de computadores, fraudar é uma missão quase impossível. É isso que garante a segurança na utilização do bitcoin, como explica Everton Krause, especialista no mercado de criptomoedas em Palhoça e na região da Grande Florianópolis. “Uma das maiores vantagens das moedas digitais é a segurança e a facilidade de realizar transações. Se quiser transferir um valor para outro país, você faz isso em segundos, diferente das moedas tradicionais, que precisam de um banco como intermediário. No Brasil, ainda não temos nenhuma lei que regulamenta as criptomoedas, mas acreditamos que logo vamos ter”, acredita.

Everton trabalha desde 2012 com criptomoedas e afirma que hoje já existem mais de 1.050 moedas digitais. “Somos o único escritório em Palhoça que representa a empresa Unick, de Novo Hamburgo, que faz compra e venda de criptomoedas, repassando uma parte da lucratividade aos seus associados. O mercado financeiro caminha a passos largos, chegou para nós a notícia de que inclusive as casas lotéricas vão começar a operar bitcoins”, informou o especialista, destacando que a expectativa é a de que daqui a dois anos, boa parte dos palhocenses e brasileiros estejam manuseando moedas digitais.

Em Palhoça, já existe um grupo de pessoas que representa algumas empresas que trabalham com criptomoedas; inclusive várias lojas físicas e até transações imobiliárias já estariam aceitando os bitcoins. Pioneira no estado e uma das primeiras do Brasil, a palhocense Cidade Pedra Branca é a única de Palhoça que já está aceitando a moeda digital para a compra de empreendimentos residenciais e comerciais. “Desde o início deste ano, nossos clientes podem pagar o valor integral ou mesmo uma parcela com o bitcoin. Ainda não tivemos nenhuma transação concluída, sabemos que é um mercado muito novo de criptomoedas, pelo menos para o produto imobiliário, por isso acaba não acontecendo muitas transações. A Pedra Branca está sendo inovadora aqui no Sul do Brasil em aceitar essa criptomoeda como forma de pagamento e com isso abrimos mais uma facilidade para nossos clientes, que hoje podem pagar com reais, dólar e também bitcoins”, reforça o gerente comercial da Cidade Pedra Branca, Marcelo Bonnassis.



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