6c0c000ebbe49d0a24a4de723843101f.jpeg Páscoa deve impactar quase 34 mil pequenos negócios em SC, aponta Observatório de Negócios do Sebrae

2e1a275f8eae863cb23d14fa65894b56.jpeg Prefeitura de Palhoça informa sobre funcionamento dos serviços no feriadão de Páscoa

2e4b482be9c55e2b64d06a3f01f31aa4.jpeg Lei Felca acende alerta sobre saúde mental de crianças e impõe novo limite ao ambiente digital

57424e08d89ed0218ef959ddb319c373.jpeg As memórias afetivas da New Time serão ativadas neste sábado (4)

7902f36e1e18f04b86a8d475363dfaf1.jpeg Léa B. Coltro lança livro que transforma vivências em literatura e celebra recomeços

c338cde15bb619216493a38ce019f7cd.jpg Palhoça celebra 132 anos com programação gratuita em abril

3ade1eafbe9a44b5c9d109dd96eb020f.jpeg Associação dos Artesãos de Palhoça participa de eventos em Brasília

3cd9575ab8132248d4020bff68c5ed02.jpeg Amaro Junior, presidente da FMEC: “O esporte palhocense tem pressa”

36c739bef1f0c87ea08f2c48181c0346.jpeg Tainá Hinckel é campeã sul-americana e embarca em nova competição pela WSL

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

b8256c422f1a02e646048c254d1148a4.jpeg Você sabe quais os benefícios do cloro no processo de tratamento da água?

936cd089f6493f565ae14f03b7fceec1.jpeg Saiba por que é importante investir em tratamento de água

903fdb28310c4c483810ee4f0c1fe096.jpeg A importância da caixa d’água: conheça medidas indicadas para o número de moradores

d9a77b06fda7ee4be0c542ddf02059fe.jpeg Boosters: equipamentos que regulam a pressão colaboram para melhorar abastecimento em PH

Palhocense em luta contra o câncer supera adversidades e se forma técnica de enfermagem

Jussara Gonçalves se formou no final de julho; agora, vai concluir o estágio e ingressar na profissão

1d494d29987f12e53b4e13433ba6777c.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schütz

 

Aos 30 anos, a palhocense Jussara Gonçalves vive uma trajetória de superação. Moradora da comunidade Frei Damião, ela batalha há 10 anos contra o câncer e, durante essa década de tratamento, vieram muitas mudanças: maternidade, muito trabalho e muitos estudos. Tanto esforço vem dando resultados: no final de julho, ela se formou como técnica de enfermagem. Agora, Jussara está prestes a concluir um estágio e vem se preparando para ingressar nesse novo capítulo da sua história.

O dia 26 de julho marcou um novo momento para vida de Jussara. Foi o dia da colação de grau da formatura como técnica de enfermagem. Após quase uma década de luta contra um câncer raro e agressivo, ela agora pode estar do outro lado: ajudando pacientes. Faltam apenas sete semanas de estágio obrigatório para que ela possa solicitar o registro profissional e atuar na área — que escolheu justamente inspirada pela forma como foi cuidada durante seu próprio tratamento. 

Essa trajetória de superação começou em agosto de 2016, quando a jovem procurou atendimento médico, com muitas dores. Ela tinha um abscesso no ombro direito. Após 13 dias internada, saiu do hospital com uma biópsia feita. Uma semana depois, recebeu o diagnóstico: sarcoma de Ewing, um tipo raro de câncer que, apesar de atingir principalmente os ossos, também pode se manifestar em tecidos moles — como foi o caso da palhocense.

A notícia parecia ainda pior: o estágio da doença já estava avançado. Segundo Jussara, o estágio já estava classificado como grau quatro. Assim, ela foi encaminhada ao Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, onde iniciou a quimioterapia cerca de um mês depois. “Foram muitas sessões. Tantas que eu perdi a conta. Fiquei sete anos careca”, relembra Jussara.

Mais do que os efeitos físicos, o impacto emocional da quimioterapia foi profundo. “A gente precisa ter uma mente muito forte, muito mesmo. Eu só consegui seguir em frente porque nunca perdi a esperança”, argumenta a palhocense.

 

Maternidade e superação

Em 2020, em meio à pandemia, Jussara seguia em tratamento. Já fazia quatro anos após o diagnóstico, mas a batalha continuava. Foi nesse contexto que ela descobriu estar grávida. “Foi difícil, mas levei até o fim. Tive parto normal. Minha filha, Aurora, nasceu perfeita”, revela. 

Três meses após o nascimento da filha, exames apontaram o retorno do câncer — agora de forma ainda mais agressiva, atingindo os dois pulmões, a coluna, o quadril, a perna esquerda e novamente o ombro direito. Jussara retomou o tratamento com quimioterapia, mas, após algumas sessões, os médicos constataram que o organismo já não respondia bem ao tratamento. “A médica avaliou que a quimio estava só me enfraquecendo ainda mais. Desde então, estou sem quimioterapia, apenas em acompanhamento médico e controle da dor”, destaca. 

Atualmente, a jovem toma morfina a cada quatro horas para suportar as dores, além de realizar exames regulares. A próxima consulta está agendada para a segunda quinzena de agosto, quando os médicos irão avaliar seus exames mais recentes e discutir ajustes na medicação.

 

Uma vocação

Em meio às dores e incertezas, Jussara começou a refletir sobre sua vocação. Lembrou do carinho e do acolhimento das enfermeiras que a acompanharam no Cepon. Foi nesse momento que surgiu o desejo de se tornar técnica de enfermagem. Com o valor que começou a receber, ela buscou uma alternativa para investir nos estudos. Matriculou-se na Escola Técnica Pró-Saúde, no Centro de Florianópolis.

Conciliar a rotina de mãe solo, paciente oncológica e estudante técnica não foi tarefa simples. Segundo amigos, Jussara precisou enfrentar adversidades durante o curso, pagando pelo transporte, muitas vezes sem dinheiro, e temendo olhares de discriminação. Para isso, ele contou com muitas amizades, que ajudaram em muitos momentos — inclusive para viabilizar a formatura. 

“Eu tenho câncer, mas ele jamais vai me ter. Vivo sem medo de julgamentos. Só eu sei o que passei para estar aqui hoje”, afirma Jussara. “Agora, restam apenas sete semanas de estágio supervisionado para que possa dar entrada no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e exercer oficialmente a nova profissão”, finaliza.



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg