Agentes investigam atropelamento de ciclista

A vítima se deslocava ao trabalho; pessoas que estavam na Land Rover voltavam de festa

5091185842df3c7d5f80f2bdc36de897.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL

Por: Sofia Mayer*

 

A Polícia Civil, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), apura o caso de uma ciclista atropelada e morta na BR-282, em Palhoça, no início da manhã de segunda-feira (22). De acordo com as investigações, a vítima tinha 30 anos e se deslocava, pelo acostamento, em direção ao trabalho, no Alto Aririú, quando foi atingida por uma Land Rover. O condutor da SUV fugiu do local sem prestar socorro; seu advogado já entrou em contato com a Polícia e ele será interrogado na sexta-feira (26).

O caso aconteceu no km 17 da rodovia, em direção à serra. De acordo com a PRF, no carro estava um casal, que voltava de uma noite de festa (as investigações devem apurar a possibilidade do casal ter consumido álcool e drogas) na Beira-Mar de São José: “As testemunhas disseram que essa Land Rover vinha em alta velocidade, e tinha uma fila pequena no local. Para não bater no caminhão, ele (motorista) jogou o carro e foi ultrapassar o pelo acostamento, atropelando a ciclista”, conta Luiz Graziano, chefe do departamento de Comunicação da PRF/SC. Com a batida, a vítima foi arremessada por cerca de 40 metros. O acidente aconteceu próximo às 6h, quando ainda estava escuro. 

Um motociclista presenciou o atropelamento e seguiu o carro, que parou na garagem de uma casa, a cerca de um quilômetro do acontecimento, na comunidade da Jaqueira, em Palhoça. Logo, voltou para o local do acidente e avisou os policiais, que se deslocaram até a residência. 

Na casa, os agentes encontraram a Land Rover e a mulher que acompanhava o motorista durante a colisão. “Policiais nossos foram até o local e conversaram com a mulher. Ela falou que estava com o cara, mas não sabia o nome dele”, informa Graziano. As investigações dão conta de que o homem teria abandonado o carro na casa, que pertence à acompanhante.


Bebida e tráfico de drogas

Uma garrafa de whisky, que estava sendo consumida pelo casal, foi apreendida no local. Na residência da jovem, de 24 anos, também foi avistada uma plantação de maconha e equipamentos utilizados para preparo e venda da droga. De acordo com Michele Rebelo, delegada da Polícia Civil de Palhoça, a mulher chegou a assumir que eles haviam ingerido grande quantidade de álcool antes do atropelamento.

A jovem foi autuada pelos crimes de homicídio doloso - tendo em vista que, ao beber e dirigir, o casal assumiu o risco de gerar o acidente e matar - e tráfico de drogas. A Land Rover e o pé de maconha foram apreendidos e levados à delegacia.


Fuga

O advogado do condutor havia informado à Polícia Civil que ele se apresentaria na delegacia ainda nesta terça-feira (23). A Polícia Civil, no entanto, comunicou que o interrogatório será feito apenas na sexta (26). O condutor da Land Rover deve responder por homicídio doloso.


A vítima

Ana Paula, de 30 anos, era natural do Maranhão e morava em Palhoça com os três filhos. Segundo informações da PRF, a vítima trabalhava como embaladora no abatedouro de frangos Morgana, no Alto Aririú.

Com lamento, uma colega conta que Ana sempre chegava de bicicleta à empresa, e lembra do temperamento amigável da profissional: “Era muito tranquila, quieta, falava pouco”. Ela completa que todos estão abalados com sua morte: “Sinto muito pelos filhos. Não vai ser fácil”.

 

* Sob a supervisão de Luciano Smanioto 

 


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Créditos: DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL DIVULGAÇÃO/POLÍCIA CIVIL
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