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Rainha do sertanejo

Cantora Andreza, a “Princesinha do Forró”, agora busca o estrelato em outro reino

3f2aefa398e88404960454317de5a20e.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

A “Princesinha do Forró” agora busca o estrelato em um novo reino. Com voz majestosa, a cantora Andreza invadiu o universo sertanejo e se consolida como uma das novas apostas do gênero que dominou o mercado fonográfico brasileiro. Andreza visitou a redação do Palavra Palhocense esta semana para apresentar o 14º álbum da carreira, “Covardia”.

É a segunda vez que a cantora paulistana, filha de mineiros, visita Santa Catarina. “Sempre fiquei muito em São Paulo, hoje que estou tendo a oportunidade de viajar pelo Brasil”, diz Andreza, que deu os primeiros passos no mundo da música muito cedo. Aos 16 anos, gravou o primeiro disco, com um repertório totalmente eclético, com canções que iam do forró ao sertanejo, do axé ao pop. Foi em 1996. Na época, o forró havia invadido a cena musical paulistana, então as gravadoras começaram a investir em jovens intérpretes cantando forró. Seu trabalho chegou até uma gravadora, e Andreza foi convidada a gravar um novo álbum, apenas com músicas no ritmo do forró.

O trabalho foi um sucesso e começaram a surgir convites para fazer apresentações. Fez shows de abertura de vários expoentes nacionais do gênero, como Mastruz com Leite, Calcinha Preta, Aviões do Forró e Calypso. “Todas essas bandas do Nordeste que iam para São Paulo, eu abria o show. Virei uma forrozeira”, diverte-se a cantora, que também abriu show de bandas do movimento chamado “pé de serra”, como Falamansa, Arrastapé e Bicho de Pé. A identificação com o gênero durou longos 10 anos e rendeu um apelido: “Princesinha do Forró”.

Hoje, o trabalho está voltado para o sertanejo. Na verdade, é quase como uma volta às origens. Andreza conta que começou a carreira cantando sertanejo nos festivais de que participava. “Eu sou movida a desafio. Não gosto de rótulo, temos que ser livres para cantar qualquer tipo de música”, reflete.
“Covardia” já é o terceiro álbum da cantora no gênero sertanejo. O CD tem 11 músicas. A primeira canção do disco é “Covardia”, a atual música de trabalho, que conta a história de uma moça que viu o ex-namorado com outra mulher. “Você me deu o céu e me arrancou as asas”, canta Andreza nesta canção que tem tudo para virar hit. Outra grande aposta do disco é “Esse Gordinho é Meu”, a última das músicas escolhidas para o repertório.

Na verdade, quando escolheu o produtor musical e foi para o estúdio, a intenção era a de escolher apenas duas canções e lançá-las individualmente, como a maioria dos músicos vem fazendo atualmente, em um mercado cada vez mais “online”. Andreza escutou mais de 60 composições dos músicos que colaboram com o estúdio e escolheu 10. “A gente não conseguiu peneirar mais. E ainda entrou mais uma depois”, relata. “A música ‘Esse Gordinho é Meu’ entrou por último. Eu estava acabando de colocar a voz na última música do CD, o meu empresário viu a turma lá compondo, ouviu a música do gordinho e falou: ‘Eu quero esta música para a Andreza’. Na hora em que eles fizeram, a gente já pegou a música”, relembra.

Em “Esse Gordinho é Meu”, uma amiga “ostenta” seu “gordinho” para outra amiga. “Esta música a gente está percebendo que tem força, pode ser a próxima música de trabalho, tem grandes chances”, projeta Andreza. O disco ainda tem outras apostas promissoras, como “Coração do Alaska” e “Única Chance”. “Este CD tem muita coisa legal, dá para trabalhar muito bem. O trabalho ficou bem bacana mesmo”, avalia Andreza. Apesar de também ser compositora, todas as músicas de “Covardia” são de músicos parceiros. “Eu prefiro interpretar”, garante.

O CD acabou de sair do forno, chegou na semana passada, mas a primeira música de trabalho, “Covardia”, já foi lançada há cerca de um mês nas redes sociais. Acesse as redes sociais da cantora para conferir: @andrezaoficial.



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