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Beltrano - Edição 630

Histórias que Palhoça conta: “O causo do Pedro Ernesto”
 
Este causo aconteceu
Lá pras bandas da Pinheira
Pode pensar que é mentira
Que é coisa de caipira
Mas é verdade verdadeira!
 
Seu nome é Pedro Ernesto
Filho da Maria e do Zé Chulé
O casal teve nove filhas
É o único homem da família
E viveu sempre entre mulher.
 
Frouxo que nem um fole
Pedro já de barba e tudo
Nunca tinha namorado
E ficava encabulado
Perto de mulher ficava mudo.
 
Com tanta mulher em casa
Não parecia ser verdade
Já quase ficando careca
Nunca tinha usado cueca
Nem para ir na cidade.
 
Com muito custo, dia desses
Se enrabichou por Benedita
Sua mãe veio na Palhoça
Pra que ninguém fizesse troça
Comprou uns dois metros de chita.
 
Botou nas mãos da Bernadete
Uma velha costureira crioula
Pensando em amansar o bicho
Fez com muito capricho
Do pano umas dez ceroulas.
 
“Pra que isso?”, perguntou o Pedro
“Inté parece coisa de louco”
“É pra ti que és namorado
Se tiveres que andar armado
A cueca esconde um pouco”.
 
Num domingo bem cedinho
Ele saiu de casa pra namorar
Mas no meio do caminho
Teve que procurar um matinho
No Caminho do Cumbatá.
 
Teve que passar telegrama
No meio do matagal
E pra cueca não sujar
Pedro resolveu pendurar
Numa galhada de pau.
 
Depois que terminou o serviço
Se vestiu e pra estrada correu
E por não estar acostumado
Saiu de lá tão apressado
De colocar a cueca esqueceu.
 
Antes de chegar na Guarda
Quase que numa vala afunda
Não tendo as pernas cumpridas
Foi pular a desgranida
E rasgou a calça na bunda.
 
Chegou na casa da Benedita
Meio sem jeito, de envergonhar
Até lhe pareceu desaforo
Lhe deram um tamborete de couro
E mandaram ele se sentar.
 
Só que o danado tava furado
E ele nem chegou a perceber
Quando foi no banco sentar
Para melhor se ajeitar
Não sentiu os “documentos” descer.
 
Elas tinham matado um galo
Para naquele dia almoçar
Um galo de estimação
O que aguçou a imaginação
Do que comeriam no jantar.
 
Tava o Pedro bem sentado
Quando ouviu a velha dizer:
“Valei-me meu São Gonçalo
Olha lá... O papo do galo
Que vergonha... Que vou fazer?!”
 
Chamou a fia num canto
E falou no pé do ouvido:
“Vai entreter o rapaz
Que vou devagarzinho por trás
Enquanto ele tá entretido”.
 
Benedita foi entretê-lo
E ao seu lado sentou
Enquanto ela acariciava
A velha por trás puxava
Ele foi na lua e voltou.
 
Aí, ouviu a velha dizer:
“Parece um pescoço de galinha
Vou ter que mostrar pro povo
Pois papo de galo não bota ovo”
E foi correndo pra cozinha.
 
Voltou de lá com uma peixeira
Pedro pulou por cima de um pote
Levantou-se daquela cadeira
Derrubou na velha a geladeira
E saiu de lá no pinote.
 
Desse dia tão fatídico
Ele não esqueceu jamais
Quando senta numa cadeira
Mesma a calça estando inteira
Até hoje passa a mão atrás!
 
Tanto que nunca casou 
Seu susto foi verdadeiro
Ficou tão traumatizado
De ninguém quer ser namorado
Prefere morrer solteiro!


Publicado em 15/03/2018 - por Beltrano

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