f7efa92d98e23e79780e18c011fb806b.jpeg Reconhecimento e tradição: fundador da Guarani Sport recebe Medalha de Mérito em Palhoça

d2befb5a6ee8a7984f82c73fc376a3ba.jpeg Safra da tainha começa nesta sexta-feira (1) em Palhoça

f18aa1b76a50a233aff6cd946a2a612e.jpeg Campanha de conscientização sobre representatividade política traz dados sobre eleitorado de PH

a90ccf2213cb6dc2a1dc860ca5947f31.jpeg Encontro com lideranças do Frei Damião leva informações sobre projeto de abastecimento de água

014e13578d4df6702c3a1f6bda0f38c3.jpeg A 12ª Feira Home&Decor chega a São José com preços de fábrica e tendências de personalização

05ceaeecece8d27ae011d9eab7b8dcd2.jpeg NICH BURGERS, de Palhoça, se destaca no maior tour gastronômico da América Latina

f917ac5f79df9cfd25c6530f887eb6e1.jpeg Presença maciça do público consolida o sucesso do 2º Rodeio Palhoça

db8fdcabc0c4232bfa716facec451e4a.jpg Instituto Vó Francisca promove manhã gratuita de lazer e cultura no Alto Aririú, no sábado (2)

48d0ac89acf1839b344cac7cd10d33b1.jpeg Atleta de 13 anos conquista título europeu de jiu-jitsu e coleciona troféus

39fcf951f2cd020738d8e535ab8f34b5.jpeg Referência mundial no aikido ministra seminário em Palhoça

ea848fa9d2a8cc8cb09e6303002d7a0e.jpeg Guarani leva gol no último minuto e perde na estreia na Série B do Catarinense

d45dd9f9879349445ccdb98ca157411b.jpg Palhoça recebe competições de jiu-jitsu e taekwondo

ec3cb698bfde1e9273e01c51ec3c21a8.jpeg Marco Legal do Saneamento determina a universalização de água tratada e de esgoto coletado

8fb6a663cde4b02a7c9d15bedbabf297.jpeg Saneamento é importante para a redução das desigualdades sociais

df5d5ff3b11b88d0ffef72fe1292e8c6.jpeg O saneamento é a chave para proteger a água que não vemos

864bb080524f53cb6f63c54ec9d4b6f9.jpeg Como a iniciativa privada pode transformar o saneamento básico no país

bf95350ffa78af67a89b6776da8f2ae6.jpeg Comprou ou alugou? Atenção à titularidade do cadastro da ligação de água

Beltrano - Edição 706

 

Homenagem póstuma ao seu Didi: o peão palhocense


Foi no final dos anos 1970
Que em Palhoça aderiu à tradição
O tradicionalismo gaúcho
Confunde-se com a história do velho peão
Seu gosto pela vida campeira
Surgiu da inspiração verdadeira
Trazida de outro rincão.

Seu nome: Eduardo Alfredo Schutz
Ou simplesmente Didi - o velho patrão
Nos fios de seu bigode branco
A história dessa tradição
E da cultura do gaúcho
Que vive uma vida sem luxo
Fazendo da lida, uma profissão.

Pegou muito gado a unha
E boi brabo pela guampa
Fincou as esporas na terra
Cavalgou por nossos pampas
Ensinando aos seus guris
Porque o Criador assim quis
Que fosse de fina estampa.

Ao encilhar seu cavalo
Nele botava o arreio
Uma cela de couro apertada
Em sua boca um bom freio
Fosse pra tocar a vacaria
Na lida do dia a dia 
Ou de rodeio em rodeio.

Cada troféu, uma história
Um sopro de vento no pago
De pilcha, faca, chapéu de couro
Na boca, o doce do mate amargo
Da velha cuia de chimarrão
Daquele pedaço de chão
Onde seu CTG foi montado.

Cavalgou pela vida afora
Sem nunca perder o embalo
O lenço quadrado no pescoço
E nas mãos um monte de calo
Numa mão, a rédea sublime
Na outra, o laço no pulso firme
Em sintonia, homem e cavalo.

Dormiu debaixo de ramada
Nos pelegos e na esteira
Carregou a vida na garupa
De uma mula ligeira;
Se aqueceu com o fogo de chão
Uma cuia de chimarrão
E uma moda campeira.

No velho peão palhocense
Via-se a representação do peão
Que em suas cavalgadas
Conheceu todo o sertão
Sentia nele também a saudade
Da nossa velha cidade
Que vivia em seu coração. 

Nem o rastro achava da Porteira
Lá da sua velha Encruzilhada
Onde se via grande movimentação
E onde hoje não se vê mais nada
Nem o velho pé de pinheiro
Nem os amigos boiadeiros
Que ficaram ao longo da estrada.

Olhava ao longe sobre os ombros
Bengalando saudoso e calado
Às vezes parava de sorrir
Com saudade do Pintado
Seu cavalo e bom companheiro
Que ainda sentia na pele seu cheiro
Do galope e do andar troteado.

Dizia que era um cavalo inteligente
Deixava outros peões espantados
Fazia o que comandava
Sem precisar ser instigado
Evitava qualquer tranqueira 
E sempre parava na sinaleira
Se o sinal estivesse fechado.

Falava do cavalo com respeito
Com ele pela vida cavalgou
“Melhor cavalo que tive 
Foi uma cobra que o matou”
Pra ele tirava o chapéu
Então via seu cavalo no céu
Na lembrança que nunca apagou.

Não esquecia de seu outro cavalo
Orgulho maior de seu potreiro
Tinha uma relação bem estreita
O tratava como companheiro
Com ele troteou pela vida afora
Sem precisar usar esporas
No cavalo que chamava de Maconheiro.

Viu crescer a tradição gaúcha no CTG
Porteira da Encruzilhada Palhocense
Agora foi cavalgar no céu
Que os anjos lhe compensem
Por ter sido um grande ser humano
Partiu com bem vividos 83 anos
Sendo orgulho da tradição gaúcha catarinense.

Didi foi cavalgar nos pagos do infinito
Pelo Patrão Maior será abençoado
Deixou o plano terreno pra virar lenda
Depois de todos nós ter conquistado
Que Deus e os anjos o recebam no céu
E que de pilcha, botas, lenço e chapéu
Continue cavalgando no seu cavalo alado!



Publicado em 12/09/2019 - por Beltrano

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg