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Editorial - Edição 999

 

A prata viva do sabor e da cultura

 

Os primeiros raios de sol iluminam um cenário épico. Na Praia de Cima, os pescadores lançam-se nas águas cristalinas, desafiando as ondas com seus pequenos barcos de madeira e remos firmes. É com a força do próprio suor que avançam, até circundar uma imensa manta escura de peixes, que, vista do alto, parece uma criatura única movida por uma inteligência coletiva. Com destreza, passam a rede por trás desse cardume e, como num balé ensaiado ao longo dos séculos, retornam à praia, onde se aglomeram amigos, vizinhos e curiosos, prontos para ajudar. As redes se aproximam da areia; os peixes saltam, tentando escapar da engenhosidade humana; e a praia ganha novas cores: a prata viva da tainha que representa o sabor e a cultura do nosso litoral.

Essa técnica secular desafia qualquer explicação rápida. Não cabe em poucas linhas. É preciso fazer parte, sentir o cheiro do mar, ouvir o som das redes no arrasto e os “esporros” de quem comanda; perceber o ritmo da natureza em cada movimento. Pertencer a esse ciclo é essencial para compreender o valor desse trabalho coletivo, atravessado pelo respeito ao mar. Há tempos o Palhocense chama a atenção para a necessidade de preservar essa cultura, que é tão frágil quanto o equilíbrio natural que a sustenta. Nesta semana, novamente destacamos grandes lanços na Praia de Cima — registros que colocam nossa região em evidência no estado que, aliás, é o único do Brasil a estabelecer cotas rigorosas para a pesca artesanal, medida que, embora polêmica, aponta para a urgência da preservação da espécie.

Mas, a ameaça à espécie estaria realmente nas mãos dos pescadores artesanais? Seriam eles os grandes responsáveis pelas maiores capturas? A resposta é: não. O risco maior vem da pesca predatória e industrial, que opera em outras escalas, longe das praias e dos olhos. É deste lado que se concentram os verdadeiros desequilíbrios, muitas vezes fortalecidos por lobbies poderosos junto a instituições e políticos. Enquanto isso, os pescadores que mantêm viva essa tradição seguem no elo mais vulnerável desse cabe de guerra, lutando não apenas pelo sustento, mas pela continuidade de um modo de vida que também é nossa identidade.



Publicado em 26/06/2025 - por Palhocense

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