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Aula magna na FMP teve palestra e ato cultural

Auditório lotado para marcar o início de semestre na faculdade municipal

14210a5058462e3870f1080f4e25023b.jpg Foto: NORBERTO MACHADO

O Diretório Acadêmico da Faculdade Municipal de Palhoça (FMP) organizou uma aula magna na última segunda-feira (6), para marcar o início do semestre letivo - que começou, de fato, na quinta-feira (2). “Uma aula magna é a aula inaugural do semestre, quando a gente traz palestrantes e tudo mais para abrir o semestre”, explica o professor Fábio Pereira, diretor executivo da FMP.

O evento contou com um depoimento de Daiane Ioris Rozar, recém-formada em Pedagogia pela FMP, que teve seu artigo “A criança como sujeito de direito na organização dos espaços e tempos da Educação Infantil” publicado na III Bienal Latinoamericana y Caribeña de Infancias y Juventudes, em Caldas, na Colômbia. Daiane participou do congresso, realizado entre os dias 30 de julho e 3 de agosto. Chegou de volta em Palhoça no domingo (5). “É um grande prazer estar aqui hoje para falar deste evento que foi tão significativo na minha vida, tão importante, que eu acredito que vá servir de motivação para muitas pessoas que estão aqui hoje e assim como eu não acreditavam nessa possibilidade de sair da faculdade e levar nosso trabalho para além de Palhoça, de Santa Catarina”, expressou.
Daiane disse que a viagem trouxe uma riqueza cultural muito grande, pelo conhecimento compartilhado por estudiosos de vários países, como Bolívia, Colômbia, Peru, Argentina e México. “O que mais me chamou a atenção foi o quanto a educação é capaz de humanizar. Em um espaço de línguas e culturas diferentes, as pessoas se reconheciam pela sua humanidade, por um ideal de democracia, de igualdade, de liberdade, na luta pelos direitos nossos e também pelo direito do outro, em especial pelo direito das crianças e dos jovens, que é tão banalizado na sociedade de hoje”, refletiu.

Outro destaque da aula magna foi a apresentação do produtor cultural da Fundação Franklin Cascaes JB Costa. Formado em Artes Cênicas pela Udesc, ele percorreu o corredor do auditório (completamente lotado; tinha até alunos sentados no chão) com um candeeiro na mão e declamou alguns versos do poeta simbolista Cruz e Sousa, nascido em Florianópolis no século 19. “Este poeta é mais lido fora do Brasil do que no Brasil, e é uma honra pra mim nascer em Florianópolis, terra de João da Cruz e Sousa, primeiro poeta simbolista do nosso país, e na terra de Antonieta de Barros, primeira deputada negra na história do Brasil”, declarou o produtor cultural, que pautou sua apresentação pela defesa da democracia racial.

Em seguida, a professora da UFSC Adriana D’Agostini, doutora em Educação, com pós-doutorado na Espanha, proferiu uma palestra sobre a educação pública no Ensino Superior no Brasil. A pesquisadora definiu as várias etapas da educação, da humanização das crianças à escolarização, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. Defendeu a socialização do Ensino Superior, a academia envolvida com a sociedade, com fins de compreendê-la e transformá-la. Adriana mostrou a “realidade caótica” do universo da produção de conhecimento no Brasil, em que pouco mais de 15% da população jovem está nas universidades. “Nosso alcance com Ensino Superior ainda é muito pequeno”, lamentou. E as perspectivas de futuro são as piores possíveis, com cortes de orçamento sistemáticos. “Que país é este que não privilegia educação e saúde, que é o que a população precisa?”, questiona. Aliás, questionamos todos! 

 



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