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Outono favorece o surgimento de alergias respiratórias, como rinite e asma

Com a chegada da estação, aumentam os casos de alergias e doenças respiratórias; especialista orienta sobre prevenção e cuidado

bfd8304d59992ec6435b2db825a52fab.jpg Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET

A chegada do outono costuma coincidir com o aumento nos casos de alergias, especialmente as que afetam o sistema respiratório. Com o clima mais seco e temperaturas mais amenas, esse período do ano cria condições ideais para o aparecimento de sintomas como espirros, coriza e coceira no nariz.

Segundo especialistas, crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis. Estimativas indicam que cerca de 30% da população brasileira apresenta algum tipo de reação alérgica, sendo a rinite alérgica, a bronquite e a asma os quadros mais frequentes nessa estação. O Dr. Guilherme Webster, otorrinolaringologista do Hospital Unimed, em São José, explica que as mudanças no clima contribuem para o aumento dos ácaros, considerados grandes vilões para quem sofre de alergias.

"Além dos ácaros, fungos e pelos de animais também estão entre os principais agentes desencadeadores. Os sintomas, muitas vezes confundidos com os de um resfriado, incluem nariz entupido, coceira, secreção nasal e espirros", explica. Segundo ele, a redução da temperatura, aliada a ambientes mais fechados e à queda na qualidade do ar, agrava os quadros alérgicos.

Como forma de prevenção, o médico recomenda evitar o contato com esses agentes, manter os ambientes sempre limpos e arejados, além de retirar objetos que possam acumular poeira, como tapetes e bichos de pelúcia, especialmente nos quartos infantis. Também é aconselhável evitar locais fechados e com muitas pessoas. Em casos de crise, a orientação é procurar um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequado.


Confira outras orientações para evitar alergias respiratórias
O quarto de dormir deve ser preferencialmente bem ventilado e ensolarado. De acordo com o Dr. Guilherme Webster, médico otorrinolaringologista do Hospital Unimed, um ambiente arejado e com boa incidência solar contribui significativamente para a redução da umidade e da proliferação de ácaros, o que é essencial para quem sofre de alergias respiratórias. 

“É recomendável evitar travesseiros e colchões de paina ou pena, optando por modelos de espuma, fibra ou látex, sempre que possível protegidos por capas impermeáveis aos ácaros”, complementa. Segundo ele, essas medidas criam uma barreira eficaz contra os agentes alergênicos que mais comumente afetam o sono e a qualidade respiratória dos pacientes.

O especialista orienta, ainda, lavar regularmente roupas de cama e cobertores com detergente e em altas temperaturas (> 55 ºC), além de secá-los ao sol ou com ar quente. Além disso, vale a pena aspirar a superfície dos colchões com equipamentos potentes, pois essa prática ajuda a remover resíduos que servem de alimento aos ácaros.

De acordo com o médico, convém evitar tapetes, carpetes, cortinas e almofadões, pois os materiais têxteis podem acumular poeira com facilidade e são difíceis de higienizar completamente. “Dessa maneira, o ideal é dar preferência a pisos laváveis, como cerâmica, vinil ou madeira, e cortinas tipo persiana ou feitas de materiais que possam ser limpos com pano úmido”, diz. Se houver tapetes ou carpetes pesados e de difícil remoção, o Dr. Guilherme recomenda que sejam ventilados e aspirados ao menos duas vezes por semana.

Camas e berços não são indicados junto à parede, especialmente em áreas com umidade. “A parede mais ensolarada e sem sinais de infiltração é sempre a melhor escolha para dispor a mobília”, ressalta.

É importante evitar ao máximo bichos de pelúcia, estantes de livros, revistas, caixas de papelão ou qualquer outro local propício à formação de colônias de ácaros. De acordo com Dr. Webster, brinquedos de tecido lavável são uma alternativa segura e mais adequada para crianças alérgicas.

Também é preferível não utilizar vassouras, espanadores e aspiradores comuns. A limpeza deve ser feita, idealmente, com pano úmido diariamente ou com aspiradores que tenham filtros especiais, sempre afastando o paciente alérgico do ambiente durante o processo. “Esse cuidado é crucial para evitar que a poeira se espalhe e provoque crises alérgicas”, explica.

Ambientes fechados por longos períodos, como casas de praia ou campo, precisam ser arejados e limpos com antecedência de pelo menos 24 horas antes da chegada de pessoas com alergia respiratória.

Por fim, o Dr. Guilherme Webster lembra da importância da manutenção dos aparelhos de ar-condicionado: “Se possível, faça a higienização mensal e evite ambientes com temperaturas muito baixas ou oscilações térmicas bruscas, pois o ar-condicionado seco pode ser um irritante adicional para as vias respiratórias”.



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