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PM reforça fiscalização de aglomerações

Ocorrências têm aumentado em Palhoça; 16º BPM faz apelo para que população respeite os decretos vigentes

89de31c43acd3ea43600763e3047ee22.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO/PM

Por: Sofia Mayer*

 

A Polícia Militar de Santa Catarina (PM/SC) divulgou, na tarde desta sexta-feira (7), detalhes de operações realizadas no último final de semana para conter casos de aglomeração em Palhoça. Destaque para duas grandes ações que aconteceram na madrugada de sábado (1): no loteamento Firenze, quando uma festa clandestina, com mais de 300 pessoas, precisou foi encerrada; e no interior da comunidade do Frei Damião, onde um bailão ilegal acontecia. Agentes comentam que chamados têm aumentado, e reforçam que as fiscalizações seguirão intensas neste final de semana.

A operação no Frei Damião, denominada de “Fim de Baile”, flagrou cerca de 600 pessoas que descumpriam os decretos proibindo aglomerações durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com os agentes, foi verificado consumo de drogas no local. “Muitas pessoas fugiram e houve uma curta troca de tiros entre alguns criminosos e a Polícia. Ninguém ficou ferido”, informa o major Marcello Wagner, subcomandante do 16º Batalhão, sediado em Palhoça. Segundo a PM/SC, os infratores lançaram fogos de artifício para anunciar a chegada das viaturas.

Para concluir a operação, os policiais militares receberam apoio de equipes do Choque e do Tático Ostensivo Rodoviário da Polícia Rodoviária (TOR), além do auxílio de uma equipe do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT).  

Na mesma noite, no loteamento Firenze, no bairro Rio Grande, mais de 300 pessoas foram registradas em um evento clandestino. De acordo com Wagner, a maioria estava sem máscara e se “amontoava” no local. “Até a porta principal da casa estava fechada, provavelmente para maquiar a presença das pessoas no local e dificultar a fiscalização”, conta o subcomandante. O que teria chamado a atenção dos policiais foram os mais de 100 veículos estacionados em frente ao estabelecimento.

O local foi interditado, e o proprietário responderá um Termo Circunstanciado (TC) por "infringir determinação do Poder Público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa", de acordo com o Artigo 268 do Código Penal. A pena varia de um mês a um ano de detenção, além de multa.

 

Padrão verificado

Desde o início da pandemia, o 16º Batalhão já realizou 1.773 vistorias, dentre elas, quatro estabelecimentos foram interditados por não cumprir o regramento para contenção do novo coronavírus. Major Marcello Wagner afirma que, nos dois últimos finais de semana, as operações escancaram um maior relaxamento da população no que diz respeito ao distanciamento social. “Nossa Agência de Inteligência detectou especialmente o público jovem em bares e boates”, comenta.

Só no último final de semana, segundo Wagner, 174 ocorrências foram registradas. Os picos aconteceram na sexta e no sábado à noite, após às 21h.

 

Equipes especializadas

Com o aumento das denúncias, o subcomandante conta que o 16º Batalhão de Polícia Militar passou a contar com equipes especializadas para atender as ocorrências de aglomeração de pessoas e de perturbação de sossego. “Há ainda as grandes operações para combater as festas maiores, que envolvem público superior a 100 pessoas e que necessariamente exigem a presença de mais policiais”, explica.

Mesmo com os esforços, ele conta que é impossível atender todos os chamados: “Houve momentos em que tivemos 50 ocorrências, ao mesmo tempo, somente de aglomeração e perturbação do sossego”. 

 

Comandante do 16º Batalhão faz apelo

O tenente-coronel Rodrigo Carlos Dutra, comandante do 16º Batalhão da Polícia Militar, faz um apelo para que a população respeite as medidas sanitárias impostas pelos decretos vigentes: “Muitos estão exaustos e desejando que nossas rotinas voltem ao normal. Esse também é o desejo do 16º BPM, entretanto, isso ainda não é possível”. Ele lamenta que, ao iniciar o final de semana, os chamados “crescem de forma assustadora”, e a demanda gerada é impossível de ser atendida. “Por empatia, pelo próximo que faz parte do grupo de risco, pelos agentes públicos que estão em serviço e pelas pessoas que precisam manter seus sustentos, se for possível, fique em casa! Por mais agradável e belo que o dia possa estar, por maior que seja a saudade dos amigos e familiares, por mais que haja vontade de buscar o ar puro e o contato com a natureza, façamos um sacrifício agora para voltarmos o mais breve possível às rotinas diárias. Colabore com a Polícia Militar”, conclui.

 

* Sob a supervisão de Luciano Smanioto

 

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