Tratamento da Covid-19: Saúde emite norma técnica

De acordo com o Conselho Regional de Medicina de SC, médicos têm autonomia para a prescrição responsável de medicamentos, apesar da ausência de comprovação científica no tratamento precoce ao novo coronavírus

b9200530688f249b9c1b01f2a6048aeb.jpg Foto: MAURÍCIO VIEIRA/SECOM/DIVULGAÇÃO

Com base na emergência de saúde pública, declarada de importância internacional pela Organização Mundial de Saúde em razão da disseminação do novo coronavírus, orientando-se na Portaria 454/2020 do Ministério da Saúde (que declara o estado de transmissão comunitária em todo o território nacional), além das determinações previstas no Decreto Estadual 515/2020 e Decreto Municipal 2.562/2020, que estabeleceram situação de emergência, e conforme nota emitida recentemente pelo Conselho Regional de Medicina de SC, a Secretaria de Saúde de Palhoça esclarece que até o momento não existem estudos clínicos com o rigor científico necessário para comprovar a eficácia de qualquer terapia ambulatorial precoce contra a Covid-19.

Não cabe ao município elaborar um protocolo clínico para tratamento dos sintomas da doença, mas, levando em consideração estudos observacionais positivos, condutas executadas em serviços iniciais e a excepcionalidade dessa pandemia de alta penetração, a pasta emitiu um parecer técnico a respeito.

A Secretaria de Saúde faculta ao profissional médico do município a utilização de tratamentos precoces no enfrentamento aos sintomas do novo coronavírus. De acordo com a condição clínica do paciente suspeito ou confirmado com Covid-19, fica a critério do profissional instituir ou não medicações específicas para os sintomas da doença, utilizadas e descritas com mais frequência na literatura e prática médica. O médico, portanto, tem autonomia para a prescrição terapêutica, e deve levar em consideração dosagens, contraindicações, potenciais efeitos colaterais e associações medicamentosas.

Na fase inicial dos sintomas, o documento elucida que os fármacos Hidroxicloroquina, Cloroquina e Ivermectina são os antivirais mais utilizados. Como antibióticos, Azitromicina ou Moxifloxacina. A partir da fase inflamatória, corticóides como a Prednisona ou a Prednisolona. Se o médico desejar heparinizar o paciente, os anticoagulantes mais indicados seriam a Rivaroxabana (Xarelto), Edoxabana (Lixiana), Enoxaparina (Clexane) e Warfarina (Marevan), necessitando do controle dos níveis coagulatórios. Vitamina D e Zinco também podem complementar a terapia.

A Secretaria Municipal de Saúde indica, ainda, que os pacientes interessados no tratamento experimental assinem um Termo de Consentimento do Uso desses medicamentos, que estará disponível nas unidades de saúde (postos, UPA e pronto atendimento da Pinheira).

A secretária municipal de saúde, Sandra Abreu, enfatiza que a utilização de medicamentos não anula a importância do distanciamento social como principal medida preventiva para interromper a transmissão, além da higienização frequente das mãos e do uso constante de máscaras.

 

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