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O universo de Harry Potter chega ao Passa Vinte

Projeto Pintura Interativa, do IFSC, pretende estimular a leitura através de recursos visuais

a6357b763d84ba60c3340cbcaefdfa37.jpg Foto: LUCIANO SMANIOTO

O universo do famoso bruxinho Harry Potter se materializou na escola EBB Vicente Silveira, no Passa Vinte, através do projeto de extensão “Pintura Interativa: Arte e Literatura em Foco na Escola”, desenvolvido pelo campus de Palhoça do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Na última quinta-feira (23), integrantes do projeto estiveram na escola para presentear a comunidade acadêmica com uma coleção completa de livros da saga criada pela escritora britânica J. K. Rowling.

Mas não foi como num passe de mágica. O desenho não se materializou, simplesmente, em uma parede no pátio da escola. Foram cerca de três meses de trabalho intenso, nas mãos habilidosas das professoras do IFSC Bianca Antonio Gomes e Luciana Finco Mendonça e das alunas bolsistas do curso de Comunicação Visual Maitê da Silveira Vieira e Rita de Cássia de Jesus da Silva. Aliás, tudo começou pelas mãos da Rita, que estudou no Vicente Silveira e queria levar para a escola um projeto que estimulasse os estudantes a ler, com a ajuda de recursos visuais interativos. Essa é a proposta básica do “Pintura Interativa”. 

O projeto foi contemplado em um edital do instituto em dezembro do ano passado, e as professoras levaram a proposta ao diretor Marcos Santin, que prontamente abriu as portas da escola para o IFSC. A partir daí, a ideia começou a ganhar corpo, literalmente. Seria uma arte fantástica, impressionante, grande, em que a criança pudesse compor a imagem com o corpo e ao mesmo tempo essa interação pudesse instigá-la a ler. Que universo seria retratado nesta obra de arte? “A gente sentou com o diretor, discutiu sobre vários temas possíveis, e a gente decidiu no final que o mais legal para cá seria o Harry Potter”, diz Bianca. “Eu participei das reuniões, foi pensado em muitos temas na época, como ‘O Pequeno Príncipe’, ‘Percy Jackson’, mas optamos pelo Harry Potter, até pela questão dos direitos autorais, porque descobrimos que no caso do Harry Potter, não teria problema algum se fosse utilizado para fins educativos”, relembra o diretor.

Definida a temática, era hora de imprimir na parede da escola o universo do bruxinho mais querido do mundo. Primeiro, veio um desenho. “Nós riscamos à noite, e na manhã seguinte, quando as crianças chegaram para a aula, ficaram enlouquecidas, e até os professores ficaram impressionados”, relembra Santin. Cerca de 12 alunos foram selecionados para participar de um workshop de pintura, e pelo menos a metade deles ajudou a pintar a base do desenho, fazendo os fundos do céu, da grama e das árvores. Depois, a equipe do IFSC trabalhou durante cerca de três meses até finalizar a obra. Durante o intervalo das aulas, as crianças passavam por ali e vivenciavam todo o processo. “As crianças estavam muito curiosas no começo. Depois, foram se habituando ao movimento, pisavam na tinta, pulavam a mesa, corriam no meio das artistas”, descreve o diretor. “Mas foi um processo fantástico, e lento, porque é uma pintura grande, que ficou sempre envolvendo os alunos. Os professores também admiravam, olhavam, perguntavam”, recorda.

Todos aplaudiram o resultado: um mural imenso, com o castelo de Hogwarts, montanhas nevadas, um riacho, a varinha mágica... Tem até a criatura mítica Hipogrifo; tudo pensado de forma a convidar os estudantes a interagir com o mural, seguindo as características da história de Harry Potter. “A ideia é que eles tenham um lugar bonito para ficar olhando e que eles possam ter um cantinho com arte na escola”, diz Bianca.

Agora, os estudantes têm um “lugar bonito para ficar olhando” e também têm a opção de ler os sete livros da coleção. “Um dos objetivos do projeto é o de que os alunos tenham mais interesse pela leitura, pela história, através da pintura”, explica Bianca. “Nossa esperança é a de que realmente desperte interesse deles em ler o Harry Potter, que pode abrir uma porta. Muitos alunos aqui gostam de ler, e esses já leram; nosso interesse é em despertar aquele aluno que não leu ainda”, reflete Santin. “A gente fica muito feliz em abrir a porta da escola para uma instituição tão renomada e importante que é o IFSC, e esperamos que eles continuem esse projeto em outras escolas e que consigam ficar plantado mais sementes pra fazer este movimento”, finaliza o diretor.

O projeto, agora, vai desembarcar na Escola Modelo, no Centro, onde a temática trabalhada será a de “O Mágico de Oz”.

 



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Créditos: LUCIANO SMANIOTO LUCIANO SMANIOTO
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