Salão de beleza organiza ação social

Magda Barros mobilizou clientes e amigos para arrecadar mantimentos para um lar de idosos no Alto Aririú

5769a3070c1a043cccf6ee04e96e6f34.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Mais uma vez, neste Natal, Magda Barros convocou amigas e clientes do salão de beleza que mantém no Caminho Novo para ajudar o próximo. Depois de um mês de campanha de arrecadação, as voluntárias reuniram mantimentos que foram entregues no último domingo (15) no Nosso Lar de Idosos da Hortência, localizado no Alto Aririú. “Nossa, você não imagina o quanto foi bem-vindo e na hora certa. Foi maravilhoso”, comemora dona Hortência Nogueira Inácio, de 64 anos.

Dona Hortência criou o lar há cinco anos. Hoje, possui 12 funcionários que ajudam a atender os 38 idosos da casa. Por dia, são servidas cerca de 300 refeições. Por isso, os alimentos doados são sempre muito bem-vindos. Até porque, o lar se mantém com doações e com o dinheiro de contribuições dos idosos. “Nunca fui à porta de ninguém pedir. Não recorro a ninguém, peço para Deus mandar, e sempre aparece alguém. Às vezes, é onze e meia da noite e aparece alguém para doar uma cesta básica”, narra a administradora da casa. 

A tarefa de cuidar dos idosos é uma convocação divina. Dona Hortência é evangélica há 25 anos. A fé foi renovada quando enfrentou três cânceres e foi curada. “Só faltava o médico assinar meu óbito, já tinham até comprado caixão, preparado funeral, sepultura e tudo - está lá até hoje. Cheguei a ficar com 28 quilos, só um esqueletinho. Mas Deus me deu a vida de volta. Em 16 dias, fiquei curada”, relata. A partir da cura, dona Hortência ouviu o chamado. “Deus me deu esta missão de fazer esta obra. Eu orei sete meses e Deus tocou meu coração, me deu a resposta e me mostrou tudo como é que era. Aqui é feito tudo conforme ele dá o mapa”, assegura.

A casa é bem limpa e organizada, e os moradores são bem cuidados. Dona Elzira Tillmann, de 67 anos, chegou há cerca de um mês (“Mas parece que faz um ano”, pondera) e não quer mais sair da casa. “Eu que tomei a atitude de vir. Tenho problemas de saúde que não me deixam mais cuidar da casa, e eu disse para os meus filhos: vou para um lar. Graças a Deus achei este lar abençoado, aqui é muito bom”, diz a moradora, que sofre com um câncer. “Mas nada que não me deixe ter meu alto astral”, garante.

“Aqui tu não sente que eles não estão simplesmente esperando para morrer, eles têm vida”, analisa Magda Barros. Ela ficou sabendo da existência do lar de idosos do Alto Aririú através de uma cliente do salão de beleza. “A gente já tinha feito a visita em outro asilo, e a gente viu que lá era bem próspero, tinha bastante mantimento, e a gente estava procurando um lugar que realmente necessitasse. A gente veio aqui, fez uma visita, gostamos da dona Hortência e do pessoal, vimos que o trabalho era sério e a gente sentiu paz em colocar o nosso nome para ajudá-los”, diz.

A intenção é continuar ajudando no ano que vem. A ideia da turma da Magda é fazer uma campanha de arrecadação por mês e levar as doações até o lar de idosos.



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Créditos: NORBERTO MACHADO NORBERTO MACHADO NORBERTO MACHADO
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