8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

b0e9adcf48fe7d543a13e5874470d0f4.jpeg Planning Comunicação completa um ano de atuação em Palhoça

258c0d6f9b1a3c347f62d8b35a5113df.jpeg Alagamentos mobilizam equipes da Prefeitura e dos Bombeiros

6c71bc211e287a2f5ab766b5feab88fb.jpg Jean Negão defende subsídio ao transporte, mas exige renovação da frota como contrapartida

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

Hoje é o futuro de ontem

 

Escrevi, em artigo anterior, que “a falta de sentido à vida está matando nossos jovens”. Após ser publicado pelo Palavra Palhocense, encontrei mães que, juntamente com profissionais da Educação, estão preocupadas com acontecimentos muito próximos às suas casas, na vizinhança, nas escolas e isso as está assustando, pois não sabem o que fazer.

Não há uma ação isolada para prevenir, e sim, um conjunto delas e a partir da Educação levada a sério. A Educação começa em casa, no berço. A escola ENSINA e coordena a socialização destas diversas formas de educar, que a família oferece a seus filhos.

A Escola e a Família devem sempre estar juntas na construção de indivíduos conscientes, conhecedores de seus direitos e DEVERES e atentos às necessidades da sociedade onde vive. Nós fazemos parte dela, lembra?

A música “Era uma vez”, da cantora e compositora Kell Smith, nos surpreende com a frase “porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido”. Em seu refrão, lembra que nosso sonho de infância era crescer “e, quando cresce, quer voltar do início.”

Quantas histórias você lembra de sua infância? Quantas aventuras, em comer frutas tiradas das próprias árvores? Tomar banhos em rios? Jogar bola? Brincadeiras de roda ao ar livre até anoitecer, ou até a mãe chamar: “já prá dentro”?

Eu me lembro de tantas aventuras, provavelmente você também tem várias a relatar. Mas, faço um desafio: olhe para o lado, observe seus filhos, os amigos de seus filhos, eles terão histórias assim para contar aos seus filhos e netos?

Ultimamente se observa, com tristeza, crianças e adolescentes, fechados em seus quartos, fechados em seus próprios pensamentos, fechados em seus próprios mundos – hipotéticos e utópicos – com atenção, tão-somente, a uma tela de computador ou do celular...

O que esse imediatismo, essa falta de estudos, de construção do futuro, de sentido da vida, fará com nossos filhos?

As pessoas dão sinais. Ninguém faz nada por acaso. Ações falam mais do que palavras, sempre!

Aqueles que têm convivência mais próxima de familiares e amigos, de acordo com os especialistas, têm menos propensão ao suicídio. E isso não é de agora: em 1897, Emile Durkheim importante sociólogo francês, escreveu o livro intitulado “O Suicídio” onde apontava essa tendência. Através de dados estatísticos da época, Durkheim defendia que os “vínculos sociais fortes”, principalmente com a família, representa um fator de proteção importante. Aquelas pessoas que têm ideias suicidas, em especial os adolescentes, recuam para não magoar, familiares queridos próximos.

Com os núcleos familiares tomando diferentes formas e falta de outros círculos sociais com vínculos fortes, os adolescentes conseguem dar fim na solidão apenas na escola. Exatamente por isso, a instituição escolar tem seu poder fortalecido, pois é nesse ambiente que as crianças/adolescentes têm vínculo com outras pessoas, considerando que se perdeu a convivência de irmãos e primos, ao perderem as ruas e os vizinhos para a violência urbana.

Questiona-se o que a escola pode fazer, já que tem se tornado o local mais importante para muitos jovens. Exige-se dos professores mais atenção, pois esses profissionais, muitas vezes são a referência desses adolescentes, pois é com os professores que há diálogo, tira-se dúvidas, aprende a viver e conviver, aprende valores, muitas vezes esquecidos.

A prevenção continua sendo a melhor opção para inibir situações de desespero das pessoas e, agora, atingindo diretamente nossos jovens.

Sugira, para que a Escola onde seus filhos estudam, façam palestras, discutam o tema e a valorização da vida. Participe mais ativamente do dia a dia escolar. Faça parte dos conselhos escolares.

Aja!

Lembre-se que hoje é o futuro de ontem! O que você fez – ou faz – para prevenir esses tristes cenários que rondam nossas famílias? Pense nisso!



Publicado em 30/05/2019 - por Luiz Antonio Grocoski

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg