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Beltrano - Edição 970

 

Histórias que Palhoça Conta – Parte I

 

O cavalo que cagava dinheiro e o tesouro da Pedra Branca

No bairro da Cova Funda 
Antigamente existia 
Um senhor dono de terras 
Que com nada se satisfazia 
Com inveja, desejava possuir 
Tudo o que seu olho via.

Esse fazendeiro era compadre 
De um pobre muito atrasado 
Que morava em suas terras 
Num rancho “mali” acabado 
E sustentava a família 
Com a vida de alugado. 

Vendo-se o pobre Maneca 
Naquela vida privada 
Foi trabalhar num engenho 
Lá na praia da Guarda 
Na volta, trouxe um cavalo
Que não servia pra nada. 

Disse o Maneca à mulher: 
“Como havemos de passar? 
O cavalo é magro e velho 
Não pode mais trabalhar 
Vou inventar um ‘pregueço’ 
Pra que alguém possa comprar”. 

Foi na venda do seu Dico 
E pediu dinheiro emprestado 
Sem dizer nada a ninguém 
Para não ser censurado 
No rabisteco do cavalo 
Deixou seu tesouro guardado 

Do fiofó do cavalo 
Ele fez um mealheiro 
Saiu dizendo: “Sou rico, 
Ainda mais que o fazendeiro, 
Porque possuo o cavalo 
Que pra mim caga dinheiro”. 

Quando o fazendeiro Eleodoro soube 
Que Maneca tinha o dito cavalo 
Disse pra mulher, com esperteza: 
“Amanhã vou visitá-lo 
Se o animal for assim mesmo 
Dou um jeito de comprá-lo”.

Chegou saudando o compadre 
Fingindo-se desinteressado: 
“Compadre, como é que vai? 
Por onde tu tens andado? 
Há dias que não te vejo 
Parece que de vida tens melhorado...”

“É muito certo, compadre 
Ainda não melhorei 
Porque andava por fora 
Faz três dias que cheguei 
Mas breve farei fortuna 
Com o cavalo que comprei”. 

“Se for assim, meu compadre 
Você está muito bem! 
É bom guardar o segredo, 
Não conte pra mais ninguém. 
Conte apenas para mim 
O que este cavalo tem?”

Disse o Maneca: “Ele tá magro 
Só no osso e no couro, 
Porém, tratando-se dele 
Meu cavalo é um tesouro 
Basta dizer que defeca 
Níquel, prata, cobre e ouro”. 

Aí chamou o Eleodoro 
E saíram esgatiados, 
Para o lugar onde tinha 
O cavalo defecado 
Chegando lá, encontraram 
Três moedas de cruzado. 

Então, exclamou Eleodoro: 
“Só vejo apenas três”.
Disse o Maneca: “Ontem à tarde 
Ele botou dezesseis! 
Ele já tem defecado, 
Dez mil réis de uma vez”. 

“Enquanto ele estiver magro 
Me serve de companheiro. 
Eu tenho tratado dele 
Com bagaço do terreiro, 
Porém, depois dele gordo 
Vou ganhar muito dinheiro”.

Disse o velho: “Meu compadre 
Você não pode tratá-lo, 
Se for trabalhar com ele 
Vai com certeza matá-lo 
O melhor que você faz 
É vender esse cavalo”. 

“Meu compadre, este cavalo 
Eu posso inté negociar, 
Só se for por uma soma 
Que dê para eu passar 
Com toda minha família, 
E não precisar trabalhar”. 

Eleodoro disse ao Maneca: 
“Não é assim que se faz 
Nossa amizade é antiga 
Desde os tempos de nossos pais 
Dou-te seis contos de réis 
Achas pouco ou queres mais?”

O velho, pela ambição, 
Que era descomunal, 
Deu-lhe seis contos de réis 
Todo em moeda legal 
Depois, pegou no cabresto 
E foi puxando o animal. 

Quando chegou em casa 
Foi gritando no terreiro: 
“Eu sou o homem mais rico 
Que habita o mundo inteiro! 
Porque possuo um cavalo 
Que só defeca dinheiro”.

Pegou o dito cavalo
Botou na estrebaria,
Milho, farelo e alfafa
Era o que ele comia
O velho fazendeiro ia lá,
Dez, doze vezes por dia... 

Aí Eleodoro zangou-se
Começou logo a brandar:
“Como é que o compadre Maneca
Se atreveu a me enganar?
Eu quero ver amanhã
O que ele vai explicar”.

Porém, o compadre Maneca,
Bicho do quengo lixado
Fez depressa outro plano
Ainda mais bem arranjado
Pra esperar o Eleodoro
Quando viesse zangado...

Foi na venda do seu Dico
Comprou uma bexiguinha
Depois mandou enchê-la
Com sangue de uma galinha
E sempre olhando a estrada
Pra ver se o fazendeiro vinha.


Continua na próxima edição



Publicado em 14/11/2024 - por Beltrano

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