Histórias que Palhoça conta

Em comemoração aos 124 anos de emancipação, trago algumas histórias de palhocenses que contribuíram para que Palhoça continue sorridente por natureza!
Pedro motorista e o fanho
Essa aconteceu com o Pedro Motorista do ponto de taxi da Praça 7 de Setembro. Certa vez, Pedro pegou uma corrida pra Barra do Aririú e...
- Olha que mulher bonita! Nossa é um avião! - Disse o Pedro para o passageiro que respondeu gritando:
- Feiaaaa!
O Pedro:
- Feia nada! Ela é gostosona pra caramba!
E o passageiro:
Feiaaaa!! Feiaaaa!!!
- Que feia o quê! Tá louco?! - Contestou o Pedro.
E o passageiro aos berros:
Feiaaaa! Feiaaaa!! Feiaaaaa!!!
O Pedro, que não estava olhando pra frente, bateu em outro carro que estava vindo no sentido contrário! Ficou fulo da vida e falou ao passageiro:
- Pô cara! Tu viu que eu ia bater! Por que não me avisasse?!
E o passageiro:
- A-aralho!! Eu ava itando az ua hora: feiaaaa, feiaaaa e ocê não feiô. És urdo és?!?!

Remédio errado
O Edivaldo lá da toca do Paissandu entrou desesperado na farmácia do Posto de Saúde do Aririú e gritou com a atendente:
- Rápido, me dê algo para diarreia! Urgente!!
A atendente da farmácia que era nova no emprego, ficou nervosa e lhe deu o remédio errado. Confiante, Edivaldo com pressa, pegou o remédio e foi embora.
Um tempo depois a atendente da farmácia se deu conta que, por engano e inexperiência, tinha dado a ele remédio para os “nervos”. Horas depois, Edivaldo voltou ao posto e a atendente veio falar com ele:
Mil desculpas, seu Edivaldo. Creio que, por engano, lhe dei um medicamento para os “nervos”, ao invés do remédio para diarreia. Como o senhor está se sentindo?
E o Edvaldo respondeu:
- Todo cagado, mas tranquilo.

Cruzamento
Uma vez, o seu Tenório do Pachecos levou a sua vaquinha para cruzar com o touro da dona Laurete, uma bonita vizinha que tinha um potreiro próximo à sua casa. Depois de soltar sua vaquinha no pasto, os dois ficaram encostados na cerca, olhando o touro fazer o serviço. Tenório, muito do malandro, olhou com malícia para a Laurete e como não quer nada comentou:
- Vizinha, eu tô doidinho para fazer aquilo que o seu touro tá fazendo com a minha vaca!
E ela sem perder a compostura:
- Então vai lá, seu bobo! A vaca não é sua?! 
Rá, Ra, rá, rá... 

Vaidade feminina
As mulheres palhocenses estão ficando cada dia mais vaidosas. A mulher de um amigo meu, há um tempo atrás, foi levada às pressas para a UTI do Hospital Regional. Lá chegando, teve uma crise e ficou em situação de pré-coma. E, neste estado, encontrou-se com Deus:
- O que é isso? Eu morri?! - perguntou ela ao Criador.
- Não, respondeu Deus, pelos meus cálculos, você vai morrer daqui a 43 anos, oito meses, sete dias e 16 noras... - disse o Eterno.
Ao voltar a si, assim que deixou o hospital, e sabendo quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu se internar numa clínica de beleza, fazendo lipoaspiração, plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, no nariz, na barriga, tirando os excessos a até colocou mais bunda. Ficou linda, jovial e recebeu alta alguns dias depois.
Uma semana depois de sair da clínica, ao atravessar a BR 101, no antigo trevo do Guarani, veio um ônibus da Reunidas em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.
Ao encontrar-se novamente com Deus, perguntou:
- Poxa, Senhor, eu achei que tinha mais 43 anos de vida. Por que morri logo depois de toda aquela despesa com as cirurgias plásticas?!
E Deus, aproximando-se dela e olhando-a bem de perto, respondeu:
- Juro, minha filha, juro que não te reconheci!!

A penitência
É como eu digo: escreveu, leu, o pau comeu! Como colunista de jornal, às vezes ficamos sabendo até segredos de confessionário. Até porque, antigamente, tudo era pecado! A gente chegava no ouvido do padre Osvaldo Prim e debulhava a ladainha:
- Padre, me dê a vossa benção porque pequei. Eu chamo nome, eu prego mentira, eu desobedeci meu pai e minha mãe... jurei o Santo Nome em vão...
Hoje, tudo é diferente: os pecados se popularizaram de tal forma que a confissão é coletiva. Ainda acostumado com a moda antiga, dia desses, o Antônho do Bidunga exigiu ser ouvido em confissão individual. Chegou para o padre e desabafou:
- Padre, além de chamar nome, pregar mentira... eu toquei nos seios da minha cunhada! 
O padre:
- Tocou por cima ou por baixo da blusa dela?
- Foi por cima da blusa, padre. - respondeu o Antônho.
Daí, né, o padre disse pra ele:
- Você é muito ingênuo! Por baixo da blusa a penitência é a mesma!! 
Rá, rá, rá, rá...
Tão vendo, tão vendo como são as coisas?! Como os tempos mudaram! Antigamente o buraco negro ficava mais em baixo. Hoje em dia, o buraco negro está lá em cima, na camada de ozônio, e vai acabar cagando na cabeça da gente! Mas não confunda buraco da camada de ozônio, com buraco na cama do Ozório! Pois uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!!



Publicado em 26/04/2018 - por Beltrano

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