BondEconomia - 07/08

 

SC tem que investir no turismo de proximidade, diz Vinicius Lummertz

 

Ex-ministro do Turismo, o catarinense Vinicius Lummertz segue sendo a referência nacional e internacional no que se refere aos caminhos da retomada do setor pós-pandemia. Recentemente, participou do Fórum Bandnews “A Retomada do Turismo” (foto), assim como de uma live da Univille com o mesmo tema.

Entre os aspectos que o atual secretário de Turismo de São Paulo abordou, estão o de que o Brasil tem, agora, a oportunidade ímpar de fazer reformas que ficaram represadas durante décadas. Isso se dá também no plano regional. Para que os eventos sejam retomados em Joinville, por exemplo, é preciso alinhar o que está sendo feito em todas as cidades da região, porque as operações serão feitas com base no turismo de proximidade – com outras cidades catarinenses e também com Paraná, Rio Grande do Sul e especialmente São Paulo, que é o maior emissor e receptor do país.

Assim, para Lummertz, na região de Joinville é preciso unir todo o conjunto de forças para fazer reformas que há muito estão represadas. Existe todo um cenário de (des)organização do território litorâneo e também do completo divórcio do estado com a Economia do Mar – além de cinco grandes portos, somos o maior produtor de barcos de lazer do país, mas não temos marinas, só para dar um exemplo.

O ex-ministro vai mais longe e pergunta: “Qual é o plano para a Baía da Babitonga? Ali se encontra o Parque Natural do Acaraí, uma exuberância da natureza, mas que não é utilizado para o turismo. O produto ‘parque natural’ agora tem que vir para o centro da pauta, porque fará obrigatoriamente parte do Novo Turismo”. 

 

VALORIZANDO SC

“O turismo de proximidade favorece muito a SC, porque tem a facilidade do turismo terrestre – assim como os vizinhos Paraná e Rio Grande do Sul e São Paulo”, lembra Vinicius Lummertz, acrescentando que “Santa Catarina ‘é uma Europa’, em que o visitante num momento está no litoral português e no outro está comendo chucrute na Alemanha. Porém, nós precisamos investir mais em cultura e meio ambiente, para podermos valorizar e explorar esse potencial”.

O secretário afirma que “em SP estamos investindo em projetos como o das Rotas Cênicas, contemplando regiões turísticas com paradores, artesanato, gastronomia e atrações artísticas locais. E quem é o autor do projeto? Um catarinense, o Ike Gevaerd. É preciso lembrar também que SC é um estado que tem uma base de consumo muito pequena, mas que produz muito – por isso, nosso ‘jogo’ é exportação”.

Lummertz diz que essa é uma forma de “exportar o turismo” catarinense, levando para o mundo toda a nossa cultura, gastronomia e produção – desde a botarga até os museus de cera, que há tempos estão em Xangai, Cancun, Boston, Gramado e Foz do Iguaçu e que só agora ganham uma unidade em Pomerode. “Por incrível que pareça, a sede da empresa que instala e opera esses museus, o Dreams Entreteinment Group, fica em Blumenau. Pouca gente sabe disso em SC, ou seja, não valorizamos sequer o que é nosso e que faz sucesso no mundo”.



Publicado em 07/08/2020 - por Luiz Fernando Bond

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