0ac3a0835b41e5b16caff3b32ff14882.jpg Com adesão recorde, Santa Catarina encerra maior simulado de desastres do Brasil

813ef60090e1b47463a99f8adb44bc00.jpeg IMA descarta poluição como causa da morte de peixes em Palhoça

8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

b0e9adcf48fe7d543a13e5874470d0f4.jpeg Planning Comunicação completa um ano de atuação em Palhoça

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

a62d71eacd620a8b2ddf86663168c46f.jpeg Águas de Palhoça reforça a importância da caixa padrão para os hidrômetros

da66a669635433d02234aeb153528297.jpeg Boia da caixa d'água: um pequeno componente com grande importância

ec46f7216e9f0d1eef5ceb5cb09c583f.jpeg Alerta: “gato” na ligação de água é prática irregular

Encontos & Desencrônicas - Edição 1.011

 

Empatia de fachada: a paz que não ensinam
 

Por: Daniel Camargo Thomaz*

 

Estou impressionado com os acontecimentos da atualidade, mas parece que grande parte das pessoas considera tais atos justificáveis e não consegue refletir sobre a importância da verdadeira empatia. Por isso, reforço o valor dos livros antigos. Veja bem, não me refiro à religião, mas à sabedoria de escritores cujos textos permanecem relevantes nos dias atuais.
Explicarei essa questão enquanto narro o que presenciei esta semana — e, sinceramente, fiquei triste e constrangido.
Observando conversas de profissionais da educação — afinal, é o ambiente que frequento — ouvi palavras e expressões que preferia não ter ouvidos para escutar. No entanto, foi inevitável...
Imagino que todos os leitores saibam do assassinato de Charlie Kirk. Mas este episódio é apenas mais um diante da intolerância que muitos justificam, acusando as vítimas de intolerantes, racistas, fascistas ou de burgueses opressores. Peço desculpas, mas este texto não terá nada de cômico, pois a reflexão precisa ser mais direta.
Bom, retornando à narrativa...
Estávamos na sala dos professores, um espaço que deveria ser de troca intelectual e respeito mútuo. As paredes, cobertas por cartazes de campanhas educativas, pareciam não impedir que o clima se tornasse carregado de sarcasmo e desprezo. O tom das vozes era casual, quase alegre, como quem comenta uma notícia banal.
— Vocês viram o que aconteceu com aquele extremista americano? — disse uma professora, com um sorriso enviesado.
— Quem? — respondeu outra, franzindo a testa com falsa inocência. — O Charlie Kirk?
— Sim, esse mesmo. Mas também, o cara dissemina ódio em suas palavras e é favorável ao porte de armas. Pediu, levou. Agora talvez reflita, lá do inferno, sobre a importância de eliminarmos o porte de armas.
Depois dessa frase — que expressa muito amor — vieram algumas risadas irônicas. Mas calma, piora. Outro professor, encostado na mesa com ar de superioridade, completou:
— Bom, aqui se faz, aqui se paga!
Fiquei atônito, sem palavras, sem reação. Sinceramente, lágrimas escorregaram pelo meu rosto. Saí da sala e fui até uma sala de aula vazia, para pensar. Lembrei que desde 2022 ocorreram tais atos: Donald Trump, atingido de raspão na orelha por um atirador; Shinzo Abe, ex-primeiro-ministro do Japão, baleado e morto; Alejo Vidal-Quadras, fundador do partido Vox, levou um tiro no rosto; Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, baleado; Miguel Uribe Turbay, senador conservador e pré-candidato à presidência na Colômbia, baleado; Andriy Parubiy, ex-presidente do Parlamento ucraniano e fundador de um partido de direita, morto a tiros.
Mas podemos lembrar também da festa que muitos “intelectuais” fizeram quando Olavo de Carvalho faleceu, ou quando militantes do amor e da empatia afirmaram nas redes sociais que a filha de Roberto Justus deveria ser “guilhotinada” por andar com uma bolsa cara. Alguns ainda dizem, sem medo de serem felizes, que o próximo é Nikolas Ferreira, um jovem político conservador.
Penso sobre esses acontecimentos e procuro maneiras de reverter essa “pandemia” de ódio e rancor que se espalha contra adversários que cometeram o crime de pensar diferente, ter dinheiro, ou ser cristãos que desejam ter uma família em paz e sem ideologias. Mas haverá aqueles que dirão:
— Tu não enxergas a verdade, professorzinho... não sabes que muitas pessoas são exploradas, oprimidas e têm muitas dificuldades na vida?
Sim, enxergo. Mas odiar quem tem mais ou pensa diferente é a solução? Pensem comigo e vamos analisar as palavras de um texto antigo:
Imagino o rancor de muitos ao lerem tais linhas, mas a reflexão é importante. Uma pessoa que dissemina ódio tem em seus seguidores o ódio, correto? Então, qual foi a reação dos seguidores de Charlie Kirk à sua morte?
Eu respondo: oração, rodas de oração, novenas e homenagens. Não houve conflito, nem discursos sobre vingança. Para quem interpreta bem um texto antigo que traz a sabedoria da humanidade, é simples: o discurso desse jovem nunca foi de ódio. Simples.
Porém, já preparo a paciência para os comentários “de amor” dos tolerantes e empáticos.
Até quando a humanidade odiará e resolverá seus conflitos internos com violência? A pobreza e as dificuldades financeiras são mais consequência de ingerência governamental e corrupção do que qualquer outra coisa. Mas quando é um político “do amor” que é corrupto, todos consideram normal, pois suas políticas públicas são para os desfavorecidos.
Lembro das críticas encontradas em As Viagens de Gulliver, de Jonathan Swift, onde a escolha de líderes por habilidades absurdas ironiza os critérios superficiais usados em cargos públicos — ou o motivo de uma guerra por discordarem sobre qual ponta do ovo deve ser quebrada.

 

* Professor e escritor, membro da Academia de Letras de Palhoça, atua nas áreas de Língua Portuguesa, Literatura e História. Autor de livros como "Fábulas para o século XXI", "La Befana – um conto de Natal", "Caco em busca da felicidade", "Não se Iluda" e "Uma escolha, um destino"



Publicado em 18/09/2025 - por Palhocense

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg