Foto: ARQUIVO PESSOAL
Por: Willian Schütz
Uma rotina de exercícios, muito trabalho e cuidado com a saúde. Assim sempre foi a vida de Andréia Sousa, de 46 anos. Natural do Rio Grande do Sul, ela mora em Palhoça, onde se estabeleceu como personal trainer. Esse cotidiano de esforço e superação mudou de repente no dia 16 de janeiro, quando um procedimento de rotina levou Andréia a descobrir um tumor no pâncreas. Agora, ela precisa de ajuda para custear despesas de tratamento.
Para ajudar Andréia, uma campanha de financiamento coletivo foi criada. É possível ajudar através do site: vakinha.bio/5911773. A arrecadação começou na última quinta-feira (22). Essa vaquinha tem como objetivo auxiliar no custeio de exames, deslocamentos e alimentação durante esse período do tratamento. Outra possibilidade é realizar uma doação via Pix. Nessa modalidade, basta transferir qualquer valor para a chave: 55999024203.
“Vou usar parte do dinheiro para pagar uma consulta particular com um oncologista, para ver se consigo agilizar e fechar o diagnóstico. É muito provável que eu precise realizar uma biópsia particular também”, explica Andréia.
Desde a descoberta do tumor, a vida regrada deu lugar às internações e muitas outras mudanças. Casada e mãe de dois filhos, Andréia vive em Palhoça há cerca de dois anos e meio. Por aqui, ela se estabeleceu como personal trainer, atuando de forma autônoma, e sempre teve a saúde como prioridade. “Sempre fui muito regrada, faço exames de rotina e incentivo minhas alunas a cuidarem da saúde através do exercício físico”, relata.
Foi em um desses exames de rotina que algo inesperado aconteceu. Era uma sexta-feira, dia 16 de janeiro, quando Andréia acordou às 5h e foi atender seu primeiro aluno daquele dia. Em seguida, ela foi até um laboratório para uma coleta de sangue solicitada pela ginecologista. Lá, um detalhe chamou a atenção da equipe de enfermagem. “A enfermeira me olhou e disse: ‘Nossa, você viu que está com os olhos amarelos? Acho que deveria ir ao hospital’. Quando saí, ela reforçou: ‘Vá ao hospital’”, relembra Andréia.
Preocupada, a personal trainer buscou uma segunda opinião na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Passa Vinte, onde ouviu a mesma orientação. Sem ter com quem deixar os filhos naquele momento, pediu ajuda a uma vizinha e seguiu para a emergência do Hospital Regional de São José. O atendimento, no entanto, só ocorreu após cerca de 10 horas de espera. “Fui atendida por volta das 20h30. Expliquei sobre os olhos amarelos e um desconforto nas costas. O médico solicitou uma tomografia e exames de sangue”, conta.
O resultado saiu já de madrugada. “Por volta da meia-noite, o médico disse que havia uma lesão no pâncreas e que provavelmente era isso que causava o amarelão. Em seguida, me encaminhou para a emergência cirúrgica”, relata. Às 2h, Andréia foi atendida por um residente que deu continuidade ao caso. “Ele foi muito claro comigo: disse que havia uma lesão no pâncreas, um tumor, que ainda não sabiam se era benigno ou maligno, e que eu precisaria ficar internada para novos exames”, relata.
No dia seguinte, Andréia realizou uma nova tomografia, desta vez com contraste, além de diversos exames complementares. Ela permaneceu internada por 10 dias no Hospital Regional. “Foram dias muito difíceis. Fiquei horas em uma maca nos corredores até conseguirem um quarto”, lembra. Durante a internação, no dia 19 de janeiro, passou por uma endoscopia para a colocação de uma válvula de nove milímetros no pâncreas, procedimento necessário para desobstruir o canal da bile. “Deu certo, e era isso que causava o amarelão”, explica.
Desde então, Andréia segue em investigação médica. Ela já realizou tomografias e diversos exames diários. O estado de saúde é estável, mas a alimentação segue bastante limitada em função da lesão no pâncreas. Existe ainda a possibilidade de uma cirurgia para remoção do tumor, a depender do diagnóstico definitivo.
Enquanto enfrenta a incerteza do tratamento, Andréia também lida com dificuldades financeiras. Por ser autônoma, precisou interromper o trabalho. O esposo, aposentado, complementava a renda como motorista de aplicativo, mas está impossibilitado de trabalhar por estar acompanhando a esposa durante o tratamento.
A família ainda enfrenta outros desafios. O carro do casal foi perdido em um golpe aplicado por uma revenda que funcionava dentro de um shopping da região e fechou sem transferir o veículo. O caso está na Justiça. Atualmente, eles utilizam um carro alugado e vivem de aluguel. “Grande parte das contas era mantida com a minha renda”, relata Andréia.
No momento, Andréia está em casa aguardando o chamado do Centro de Pesquisas Oncológicas, para onde foi encaminhada após a realização da ressonância. “Agora, estou aguardando ser chamada no Cepon para um primeiro atendimento com oncologista, pois somente este especialista poderá interpretar a ressonância e me dizer o próximo passo”, explica.
Enquanto espera pelos próximos passos do tratamento, ela segue recebendo apoio de familiares e amigos. A campanha solidária segue aberta para quem puder contribuir e ajudar Andréia a enfrentar esse momento delicado.
29/01/2026
22/01/2026
22/01/2026