f7efa92d98e23e79780e18c011fb806b.jpeg Reconhecimento e tradição: fundador da Guarani Sport recebe Medalha de Mérito em Palhoça

d2befb5a6ee8a7984f82c73fc376a3ba.jpeg Safra da tainha começa nesta sexta-feira (1) em Palhoça

f18aa1b76a50a233aff6cd946a2a612e.jpeg Campanha de conscientização sobre representatividade política traz dados sobre eleitorado de PH

a90ccf2213cb6dc2a1dc860ca5947f31.jpeg Encontro com lideranças do Frei Damião leva informações sobre projeto de abastecimento de água

014e13578d4df6702c3a1f6bda0f38c3.jpeg A 12ª Feira Home&Decor chega a São José com preços de fábrica e tendências de personalização

05ceaeecece8d27ae011d9eab7b8dcd2.jpeg NICH BURGERS, de Palhoça, se destaca no maior tour gastronômico da América Latina

f917ac5f79df9cfd25c6530f887eb6e1.jpeg Presença maciça do público consolida o sucesso do 2º Rodeio Palhoça

db8fdcabc0c4232bfa716facec451e4a.jpg Instituto Vó Francisca promove manhã gratuita de lazer e cultura no Alto Aririú, no sábado (2)

48d0ac89acf1839b344cac7cd10d33b1.jpeg Atleta de 13 anos conquista título europeu de jiu-jitsu e coleciona troféus

39fcf951f2cd020738d8e535ab8f34b5.jpeg Referência mundial no aikido ministra seminário em Palhoça

ea848fa9d2a8cc8cb09e6303002d7a0e.jpeg Guarani leva gol no último minuto e perde na estreia na Série B do Catarinense

d45dd9f9879349445ccdb98ca157411b.jpg Palhoça recebe competições de jiu-jitsu e taekwondo

8fb6a663cde4b02a7c9d15bedbabf297.jpeg Saneamento é importante para a redução das desigualdades sociais

df5d5ff3b11b88d0ffef72fe1292e8c6.jpeg O saneamento é a chave para proteger a água que não vemos

864bb080524f53cb6f63c54ec9d4b6f9.jpeg Como a iniciativa privada pode transformar o saneamento básico no país

bf95350ffa78af67a89b6776da8f2ae6.jpeg Comprou ou alugou? Atenção à titularidade do cadastro da ligação de água

616911134d1c0068b4f9bcee89653ead.jpeg Vazamentos internos: é possível evitar o desperdício de água e aumento no consumo em PH

Nós contra nós

Artigo do ministro do Turismo, Vinicius Lummertz

e93bb9c8187ee01814e14dfa0db6ba65.jpg Foto: ROBERTO CASTRO/DIVULGAÇÃO/MTUR

Por: Vinicius Lummertz* 


É muito vista na internet uma entrevista do ex-presidente da Embraer, Osires Silva, ao programa Roda Viva, em que ele revela o motivo de o Brasil não ter um Prêmio Nobel. Silva lembra aos seus entrevistadores que países como Argentina, Venezuela, Colômbia e Chile já foram agraciados com o Prêmio Nobel e os Estados Unidos têm mais de 300. Então, ele conta a história de um jantar em Estocolmo, na Suécia, sede da academia que concede o Nobel, quando sentaram à sua frente três membros do comitê que decide sobre as indicações. “Perguntei a eles por que o Brasil até hoje não foi premiado e, apesar de constrangidos, eles responderam que ‘vocês, brasileiros, são destruidores de heróis’”. Contaram ainda que os indicados brasileiros foram criticados pelos compatriotas e que constataram que eles não tinham sequer o apoio da população. 
Utilizo essa - triste - cena para ilustrar o que quero dizer neste artigo: estamos lutando contra nós mesmos e, assim, destruindo o país. Infelizmente, os membros do comitê do Nobel têm razão quando afirmam que somos destruidores de heróis. Tomo outro exemplo no exterior para fundamentar essa afirmativa: Thomas Jefferson, terceiro presidente norte-americano, é o principal autor da Declaração da Independência e um dos pais da democracia. Apesar de publicamente contrário à escravatura, mantinha 600 escravos em uma de suas plantações e, quando ficou viúvo, passou a ter como amante a escrava Sally Hemings, com quem teve pelo menos um filho. Hoje, os norte-americanos homenageiam Sally, inclusive com um memorial, mas em nenhum momento eles perderam a percepção de que Jefferson é um herói nacional.
Ao contrário, nós no Brasil de hoje estamos destruindo tudo o que vemos pela frente. Há uma disputa insana pelo poder em todos os setores. Grandes bancos, empresas “campeãs nacionais” ajudadas por uma relação favorecida com o governo (e depois abalroadas pela Lava Jato), lideranças políticas e próprios poderes da República. Porém, esquecemos que somos um país ineficaz e ineficiente, que não celebra o talento, o mérito. Aceleramos o nosso senso crítico, mas acabamos fazendo disso uma arma contra nós mesmos, contra os nossos valores. 
Precisamos de uma mudança cultural, para destacar valores que não são apenas o da honestidade, da probidade e da eficiência com o gasto público, mas que afaste a inveja que temos do empreendedor ou daquele que faz sucesso. Temos que ter orgulho do patrimônios que erguemos com muito talento, esforço e inteligência, como a Embraer de Ozires Silva. Este é um “herói nacional”, que deveríamos cultuar como exemplo. Seria um bom começo para deixarmos de sermos “destruidores de heróis”, como acusaram os membros do comitê do Nobel, para passarmos a ser construtores de heróis.

* Ministro do Turismo



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg