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Tia e sobrinha lançam livro juntas

A obra foi escrita pela professora palhocense Alessandra, a partir de uma atividade feita em sala; a sobrinha Lavínia, de oito anos, foi chamada para ilustrar a história

2660e486e517a1426b3ca4e9b583c0f1.jpeg Foto: Divulgação

Por: Sofia Mayer*

A tia é professora; a sobrinha, leitora assídua e fascinada por desenhos. O encontro resultou no lançamento, em agosto, do livro “A Tartaruga Bilica e o Coelho Felpudo”, escrito por Alessandra Zimmermann Moreira, profissional da Educação Infantil da rede municipal de Palhoça, e ilustrado pela jovem Lavínia Zimmermann Batista, de oito anos, moradora do bairro Aririú.  Além do sangue, elas garantem que têm em comum o amor pelas artes manuais.

O enredo foi construído a partir de uma demanda de alunos em sala de aula, ainda em 2019, bem antes da professora pensar em transformá-lo em livro. À época, Alessandra estava desenvolvendo uma série de práticas pedagógicas relacionadas à temática do fundo do mar, mas com a Páscoa chegando, se viu obrigada a encaixar um coelho nas atividades: “Era um assunto que as crianças estavam o tempo todo trazendo pra gente. Eu criei uma história em que a tartaruga, que eu dei o nome de Bilica, vai até a praia e coloca seus ovinhos. Daí lá ela encontra o coelho”, explica.

Aspectos como generosidade e partilha foram trabalhados durante a narração do conto, bem como simbolismos que envolvem a questão da Páscoa: “A tartaruga deixa os ovinhos dela para que o coelho possa cuidar. E o coelho era um bichinho muito generoso. Ele resolveu cuidar, sim, dos ovinhos”, conta. Inicialmente, a história foi levada à garotada de forma oral, a partir de um cenário artesanal, criado pela professora com material EVA e plástico. 


Criação do livro

A ideia de revisitar a história e lançar o livro surgiu só neste ano, durante o período de isolamento social. Alessandra passou todo o conto para o papel e chamou a sobrinha, Lavínia, para ilustrar os causos da Bilica e do Felpudo, colocando nas imagens a pegada infantil que o enredo já possuía: “Aquele desenho feito a mão, pintado com lápis de cor, giz de cera, usando canetinha”, a pedagoga relata.

Segundo Alessandra, a sobrinha Lavínia, que sonha em ser professora como a “Tia Lê”, ficou tão empolgada com a missão de ilustrar um livro que está fazendo um curso de desenho para se aperfeiçoar na arte. “Ela sempre desenhou, gosta de trabalhos artesanais”, relata a tia.

* Sob a supervisão de Alexandre João Bonfim da Silva

 

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