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Moradores preocupados com a dengue

Não há casos da doença em Palhoça, mas o mosquito transmissor tem sido encontrado em alguns bairros

3ae1e5fa07abdba63880f86bf43d2412.JPG Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET

Texto: Isonyane Iris

 

Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos de dengue no país aumentou 264%. Óbitos por conta da doença também cresceram. No período de 30 de dezembro de 2018 a 16 de março deste ano, o número aumentou 67%, em comparação ao mesmo período entre 2017 e 2018. Diante desse alerta, leitores procuraram o jornal Palhocense para pedir que a Vigilância Epidemiológica e também a comunidade esteja alerta no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Nas redes sociais, na última semana, um internauta de Palhoça chegou a fotografar o mosquito Aedes aegypti na palma da sua mão. Sem saber se aquele mosquito estava infectado com o vírus, pois nem todos os mosquitos estão, o internauta usou a imagem para alertar sobre a importância de prevenir contra a dengue. “Fiquei assustada quando vi a foto, pois como a gente vai saber se aquele ali é transmissor da doença ou não? Ele era listradinho de branco e preto, o que é uma característica do mosquito Aedes aegypti, o que já me deixou bem assustada, só de pensar que a doença pode estar muito perto de nós e dos nossos filhos”, teme Bruna Luiza Mello.

A falta de fiscalização em relação aos inúmeros terrenos abandonados espalhados pelo município também é motivo de preocupação entre os leitores. “Se a Prefeitura colocasse agentes para fiscalizar e multar os proprietários desses terrenos abandonados, com certeza tudo estaria limpo, afinal, ninguém quer gastar com multa. Mas, ninguém faz nada, os terrenos ficam cobertos por matos, depois viram depósito de lixo e entulho, ninguém limpa e logo vira habitat para o mosquito Aedes aegypti”, alerta Gabriel de Souza Perez.

Outro problema citado por um leitor são as oficinas de autopeças. Boa parte dos comerciantes deixa as sucatas de veículos abertas e expostas ao tempo. “Eles pegam sucata para retirar peças, mas esquecem de manter fechada, isolada, sem que a água da chuva fique empoçada. Esses ferros-velhos são um perigo, tudo aberto, jogado, pegando chuva, logo vira berço para o mosquito”, reclama outro leitor, que preferiu não se identificar.

A Vigilância em Saúde da Prefeitura informa que trabalha diariamente em diversas ações de combate ao mosquito Aedes aegyti, transmissor de dengue, chikungunya e zika vírus. Ações como visitas domiciliares, mutirões de limpeza, palestras educativas e distribuição de materiais informativos fazem parte da rotina dos agentes de endemias. 

Atualmente, 18 agentes de endemias trabalham diariamente no município, com o auxílio de oito motocicletas e dois automóveis, para barrar a proliferação. Os profissionais fiscalizam quase 500 armadilhas por semana em comércios e residências, instaladas em cerca de 120 pontos estratégicos espalhados por todo o município, como fábricas de móveis, ferros-velhos, empresas de reciclagem, cemitérios, etc., para coletar materiais. Os bairros com maior número de focos são Centro, Ponte do Imaruim, Bela Vista, Passa Vinte e Brejaru.

Quando uma alguma larva do mosquito é encontrada, a Vigilância abre um raio de 300 metros a partir do foco para verificar locais suspeitos. “O combate é feito através da eliminação da larva do inseto, com concretização, orientação, descarte adequado de recipientes, entre outros. O objetivo é não permitir o desenvolvimento do mosquito. Para transmitir a doença pela picada, o mosquito também precisa portar o vírus”, destaca a Vigilância.

A Prefeitura alerta ainda que o Aedes aegypti tem algumas diferenças em relação ao pernilongo comum, mas é facilmente confundido. “A prevenção ainda é a melhor arma contra o mosquito e a Secretaria Municipal de Saúde pede o auxílio da população, não deixando água limpa acumulada e denunciando situações suspeitas para o setor de Vigilância Ambiental, por meio do número 3047-5566”, informa.

É importante lembrar que a responsabilidade pela limpeza de terrenos particulares é do proprietário, conforme cadastro imobiliário da Prefeitura. “Quando o responsável não atende pedidos de regularização da fiscalização municipal, ele é notificado e até multado junto ao IPTU do imóvel, se for necessário que a Prefeitura realize o trabalho de limpeza no local”, explica a Prefeitura.



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