Beltrano - Edição 698

Só sei que nada sei, mas estou pesquisando - parte I

 

Extra! Extra!! Beltrano fez uma pesquisa sobre os tempos de escola dos nossos possíveis candidatos a prefeito e vereadores em 2020! Vamos logo ao assunto, pois dos políticos que pesquisei só quem fez direito foi o prefeito Camilo e o vereador Jean Negão! Os demais, ou são arquitetos, funcionários públicos, jornalistas, policiais ou contador - de história, é claro!  Rá, rá, rá, rá...
Começo a pesquisa pela provável candidata a prefeita pelo MDB, a dona Dirce, que me disse, sem muito disse-me-disse, que não tem medo de disputar a eleição com macho nenhum. É que ela aprendeu a lidar com o medo a partir do momento que a família dela foi chamada na escola lá em Alfredo Wagner! Ela me confidenciou, em entrevista exclusiva, que desde que era pequena, lá no Barracão, sempre quis causar choque, por isso costumava colocar a mão em cerca elétrica, só pra ver se funcionava! Sendo assim, tem dito: "Que venha Ivon, Fabinho, Jean Negão, Jiraya, Luciano, Cardoso, Sérgio Guimarães, Gentil e o diabo a quatro..." A Dirce sabe que quem nunca rabiscou a carteira da escola não sabe o que é marcar o território. E ela já rabiscou a Prefa toda junto com o Ronério! Rá, rá, rá, rá...
A pesquisa apontou que a educação foi muito importante na vida do Anderson Jiraya. De certa feita, quando estudava no Colégio Carrossel, chegou pra professora e perguntou:
- Fessola, alguém pode ser culpado por alguma coisa que não fez?
- Mas é claro que não, menino, seria uma injustiça!
- Ufa! É que eu não fiz o devê di casa!
Se fosse hoje, a professora diria:
- Se não fizeres agora, podes rodar em 2020! Rá, rá, rá, rá...
Já o prefeito Camilo, embora não possa ser mais candidato, segundo a pesquisa nunca foi o primeiro da classe, também nunca rodou, porque sempre ficou em segundo. Humilde, nunca se importou com isso, e costumava dizer que em segundo também se chega, como aconteceu em 2012. Quando menino, era muito espirituoso. Uma vez, a professora Vânia, perguntou pra ele:
- Camilinho, diga-me uma palavra que comece com a letra C.
Respondeu:
- Vassoura, plofessora!
- E onde tem a letra C em vassoura? - perguntou a Vânia.
Respondeu, na tampa:
- No cabo, dona Vânia, no cabo!
Mas veja só como são as coisas: quando o vereador Luciano Pereira era pequeno e estudava no Venceslau Bueno, uma de suas professoras disse pra turma:
- Quem quer ir para o céu levante o dedo!!
Todo mundo levantou, menos o Luciano!
A professora perguntou:
- Lucianinho, por que você não quer ir para o céu?
Ele respondeu:
- É porque minha mãe falô qui quando terminasse a aula era pla eu ir dileto pla casa!
Coisa linda ser obediente e bem educado, né!
O Ivon é um dos poucos ex-alunos de Palhoça realmente preparados para o que der e vier, ou melhor, para quem vier e lhe der, tanto que já está preparado para outra eleição. É que seus professores lhe ensinaram a pensar no futuro. 
Ele me confidenciou: 
- Sempre fiz as provas já pensando na recuperação! Rá, rá, rá, rá...
Mas uma coisa ninguém pode negar: o Ivon sempre foi muito solidário, um exemplo de bom menino! Quando ainda estudava na escola do Passa Vinte, certo dia, o professor, notando que a turma não estava acompanhado seus ensinamentos, lançou um desafio: 
- Aquele que se julgar burro, faça o favor de ficar de pé. 
Todo mundo continuou sentado. Alguns segundos depois, o Ivon se levantou. 
E o professor:
- Quer dizer que você se julga burro é, Ivonzinho?! 
- Bem, pra dizer a verdade, não! Mas fiquei com pena de vê o senhô aí, em pé, sozinho - disse Ivon, com seu coraçãozinho de manteiga.
É por essa e por outras que hoje em dia um monte de professora aposentada vota nele!
Mas uma coisa é certa: muita coisa em nossa vida certamente começou com a nossa infância. Ser bobo, por exemplo, é uma coisa que o Toninho Pagani foi desde pequeno. Quando o Toninho era apenas um menino, uma vez, o senador Espiridião Amin visitava as casas pedindo votos lá em Urupema e foi visitar a casa do pai do Toninho. Conversa vai, conversa vem, e o Toninho, admirado, passou a imitar o Amin em gestos e palavras. O careca não gostou e pediu pra mãe do menino:
- Minha senhora, quer me fazer o favor de pedir pra este pentelho parar de me imitar? 
A mãe dele, ralhando:
- Toninho, que mania feia essa de ficar imitando o bobo! Rá, rá, rá, rá...
Não adiantou o esporro, ele continuou imitando, até que um dia o Amin lhe deu uma rasteira! Rá, rá, rá, rá...
Quem também foi bom estudante foi o pré-candidato a prefeito Josué Mattos! Certo dia, faz tempo, a professora Cléia, esposa do seu Amadeu, mandou o Josué fazer uma redação de pelo menos 30 palavras. O Josué foi o primeiro da turma a entregar a redação, que ficou assim: "Dona Maria tinha um galinha. Quando ela queria chamá-la, fazia assim: pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi, pi".
Dona Cléia foi obrigada a dar 10 com estrelinha, ele fez a redação ao pé da letra!
Mas deixa eu contar esta pra vocês, vocês não vão acreditar! Mostrei pro Josué o que escrevi sobre ele nessa crônica e ele me contestou, bravo, dizendo:
- Eu nunca estudei com a dona Cléia do seu Amadeu!
Respondi:
- Não estudaste porque não quiseste! Rá, rá, rá, rá...
Já no caso do Sérgio Guimarães foi diferente. Uma vez, na sala de aula, o professor estava analisando aquele famoso poema de Carlos Drummond de Andrade: "No meio do caminho tinha uma pedra / Tinha uma pedra no meio do caminho / Tinha uma pedra / No meio do caminho tinha uma pedra".
Depois de ter explicado exaustivamente que, ao analisarmos um poema, podemos detectar características da personalidade do autor implícitas no texto, o professor perguntou para o Serginho:
- Qual a característica da personalidade de Carlos Drummond de Andrade que você pode perceber nesse poema?
Ele não se fez de rogado e, usando seu fino faro de futuro jornalista, disparou:
- Plofessor, de duja uma: ou ele é tlaficante ou é usuálio!! 
Será que é por isso que o Sérgio pode acabar sendo a pedra no meio do caminho do Ivon?! Rá, rá, rá, rá..
A pesquisa também deu o seu devido reconhecimento ao vereador Jean Negão e o apontou como um dos alunos mais inteligentes que já passou pela escola primária de Santos. Uma vez, na escola, a professora perguntou:
- Numa árvore havia três passarinhos, deram um tiro na árvore e acertaram um passarinho, quantos ficaram? 
- Ficou um passarinho - disse o Jean Negão.
- Por que um só? -perguntou a professora.
- Ficou só o que morreu, ora... Os outros fugiram!
Daí o Jean veio para Palhoça e descobriu a diferença entre um estudante burro e um estudante inteligente! É que o burro copia tudo o que a professora escreve no quadro, e quando ela apaga, ele apaga tudo no caderno; enquanto o estudante inteligente, como ele, não copia nada, porque sabe que a professora vai apagar! Rá, rá, rá, rá... Fui, mas na semana que vem eu volto ao tema, pois a pesquisa continua. E nunca esqueça: enquanto você fica lendo esta coluna, tem um japonês se matando de tanto estudar e de trabalhar!!



Publicado em 18/07/2019 - por Beltrano

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