Aulas de caratê movimentam o Caminho Novo

Sensei Junior ensina a arte marcial no ginásio da comunidade

776f4a57bcae3eb82a4c36102582f6b2.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

O servidor público municipal Olides Ferreira Júnior tinha o sonho de iniciar um trabalho de escolinhas de artes marciais no município, e este ano, o sonho foi realizado. A Fundação Municipal de Esporte e Cultura (FMEC) incluiu o caratê entre as modalidades oferecidas no ginásio do Caminho Novo, dentro do projeto Palhoça Esportiva. Há quatro meses, Junior leva à comunidade a qualidade de vida através do esporte.

E não tem idade para começar a praticar. Que o diga dona Inara de Lima. Aos 60 anos, ela decidiu acompanhar o neto, Ruan Martins da Silva, de 12 anos, nas aulas. "Eu estava sedentária, só na cadeira de balança, nas novelinhas, nos filmezinhos", conta dona Inara. As aulas mudaram sua rotina. Ela relata que tinha dificuldade em certos movimentos, e tudo melhorou depois que começou a praticar o caratê. Pena que um problema cardíaco a afastou do tatame. "Eu não fazia isso (faz um gesto com o corpo, comemorando a mobilidade readquirida), e eu estava fazendo direto, mas o cardiologista me proibiu. Agora vou ter que dar um tempinho, esperar o resultados dos exames", lamenta. O neto segue firme nas aulas e diz que está gostando. "O mais legal é o aprendizado. Tô aprendendo defesas e golpes", detalha.

Apesar de o esporte ser indicado para toda uma amplitude de idades, alguns treinamentos são puxados. "Teve um treino em que eu passei mal, fiquei muito enjoada", conta Sandra Vasconcelos. No início, ela levava o filho para a aula e acompanhava da arquibancada. Logo foi convencida a começar a treinar. "É bem cansativo nos primeiros treinos, mas depois o corpo já está mais preparado. A coordenação é a primeira coisa que melhora, e o fôlego vai superando", diz Sandra.

O treinador diz que a turma pegou o jeito rapidamente. "Estou até me surpreendendo, porque geralmente o pessoal demora um pouco a se soltar, e eles estão bem soltos. E estão assimilando bem a questão da disciplina", avalia o sensei Júnior, que não economiza nos "castigos". Ai de quem não prestar atenção na aula! "Toda essa disciplina vai para o dia a dia, na escola, em casa, e também em um campeonato, então tem que ter regra", justifica.

As últimas semanas de aula foram pautadas pelas avaliações para o exame de troca de faixa, que marcou o encerramento da temporada. Em 2019 tem mais. Vá até o ginásio do Caminho Novo e veja como se inscrever para as aulas de caratê.



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Créditos: NORBERTO MACHADO NORBERTO MACHADO
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