Liberação do acostamento da BR-101 divide opiniões

Cinco trechos foram liberados em São José; em Palhoça, o trânsito pelo acostamento ainda não está permitido

7fafce6ae3ea979ebc22cf4c51150a77.jpg Foto: DAVI JOÃO/DRONE/ARQUIVO JPP

Texto: Isonyane Iris

Desde segunda-feira (1), motoristas que trafegam pela BR-101 no sentido Norte estão autorizados a transitar pelo acostamento, entre as 6h e as 23h, em cinco trechos da rodovia, todos em São José. Muitos motoristas afirmam que a liberação melhorou muito o fluxo de veículos; outros discordam e garantem que o fluxo pelo acostamento apenas tumultuou mais o trânsito. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou que a mudança resultou em uma diminuição significativa no tempo de engarrafamento, comparando com registros anteriores, mas reforça que essa é apenas uma medida provisória.

“Eu faço esse trajeto todos os dias, bem no horário crítico, às 7h. Estou acostumada a demorar mais de duas horas para chegar em Florianópolis. Mas, na segunda, como eu já sabia da liberação, eu já fui buscando o acostamento e pra mim ajudou muito. Cheguei na capital meia hora antes do habitual. Se todos souberem respeitar o trajeto liberado, acredito que temos tudo para ter um trânsito mais leve”, acredita Letícia Ramos Dias.

Luciano Caio Teixeira também percebeu uma fluidez melhor no trânsito. “Eu já sabia da mudança, então logo que estava chegando em São José já fui para a pista da direita, peguei o acostamento e com isso garanti pelo menos uns 35 minutos a menos no meu trajeto. Também é importante pensar que muitos motoristas ainda não sabem, então logo a tendência é que comece a trancar tudo novamente”, lamenta o motorista.

Nem todos os motoristas gostaram da mudança. “Um absurdo o que fizeram, só ajudou a bagunçar mais o trânsito. Muitos motoristas não sabiam da mudança e com isso se assustavam com o fluxo de veículos pelo acostamento, como foi o meu caso. Eu tive um problema no carro, precisava parar e quando fui para o acostamento me deparei com vários veículos vindo na minha direção. Achei mal informado, poucas placas, uma verdadeira irresponsabilidade. Na primeira semana tinha que ter policiais direcionando”, acredita o motorista Pedro Afonso de Souza.

De acordo com o policial rodoviário federal Adriano Fiamoncini, integrante do núcleo de comunicação social da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a mudança ainda está gerando muita confusão entre motoristas. “Muitos motoristas ainda não perceberam a liberação ou mesmo estão receosos em usar o acostamento, mas acreditamos que aos poucos os motoristas se acostumem com a mudança”, explica o policial.

Fiamoncini destacou que uma equipe em serviço, no primeiro dia da liberação, já pôde observar melhorias. A equipe informou que a fila terminou mais cedo. “Normalmente, a fila de Palhoça terminava por volta das 10h30. Ontem (segunda-feira), terminou entre 8h30 e 8h45. O que nos deixou bem otimistas quanto à mudança. É importante frisar que essa liberação é apenas uma medida provisória até que a abertura de uma terceira faixa seja liberada entre Palhoça e São José. O projeto já está com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília. Quando houver liberação da verba, a concessionária deve colocar em ação”, acredita.


Confusão em Palhoça

Para os motoristas vindos de Palhoça, é importante ficar atento às placas de sinalização, pois não existem trechos de acostamento liberados no município. Uma leitora, inclusive, flagrou alguns veículos transitando pelo acostamento em Palhoça. “Em Palhoça, não temos nenhum trecho de acostamento liberado, por isso é importante que os motoristas prestem bem atenção nas placas”, alerta Fiamoncini.



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