6c0c000ebbe49d0a24a4de723843101f.jpeg Páscoa deve impactar quase 34 mil pequenos negócios em SC, aponta Observatório de Negócios do Sebrae

2e1a275f8eae863cb23d14fa65894b56.jpeg Prefeitura de Palhoça informa sobre funcionamento dos serviços no feriadão de Páscoa

2e4b482be9c55e2b64d06a3f01f31aa4.jpeg Lei Felca acende alerta sobre saúde mental de crianças e impõe novo limite ao ambiente digital

57424e08d89ed0218ef959ddb319c373.jpeg As memórias afetivas da New Time serão ativadas neste sábado (4)

7902f36e1e18f04b86a8d475363dfaf1.jpeg Léa B. Coltro lança livro que transforma vivências em literatura e celebra recomeços

c338cde15bb619216493a38ce019f7cd.jpg Palhoça celebra 132 anos com programação gratuita em abril

3ade1eafbe9a44b5c9d109dd96eb020f.jpeg Associação dos Artesãos de Palhoça participa de eventos em Brasília

3cd9575ab8132248d4020bff68c5ed02.jpeg Amaro Junior, presidente da FMEC: “O esporte palhocense tem pressa”

36c739bef1f0c87ea08f2c48181c0346.jpeg Tainá Hinckel é campeã sul-americana e embarca em nova competição pela WSL

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3ab2a48b41276f36aac6c9c86f50d031.jpeg Entenda a importância dos reservatórios de água no sistema de abastecimento

a696ea6f3bb7c9ca79cca425f4195ab2.jpeg Você sabe o que é perda de água? Entender ajuda a preservar

95f59da0932c211e30ed299e1e04a66c.jpeg A história do vaso sanitário e a evolução do saneamento nas civilizações

b8256c422f1a02e646048c254d1148a4.jpeg Você sabe quais os benefícios do cloro no processo de tratamento da água?

936cd089f6493f565ae14f03b7fceec1.jpeg Saiba por que é importante investir em tratamento de água

Carnaval 2021: o ano em que não houve folia

Com a pandemia e o cancelamento oficial do Carnaval, muitas pessoas envolvidas com a festa tiveram de se readequar

a4e440f923b31893445df59fc8060512.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schutz*

 

Demorou para a ficha cair: 2021 é um ano sem Carnaval e “em meio à pandemia da Covid-19, muitas pessoas foram abaladas em seus empregos, nos contatos sociais, na afetividade e na alegria”, conforme descreve Lui Vandré, que há dois anos preside o Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Nação Guarani. 

Com feriado e pontos facultativos revogados, a festividade mais brasileira do mundo tornou-se impossível neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus. Com isso, houve um prejuízo cultural, social e econômico difícil de se estimar. 

Pela primeira vez desde 1932, não houve desfiles das escolas de samba brasileiras. Dessa forma, a escola de samba Nação Guarani, representante palhocense nas passarelas, não conseguiu levar a cultura para a Nego Quirido. 

 

Legado cultural 

Lui Vandré, que difunde a tradição carnavalesca de Palhoça, comentou as mudanças e impactos que ocorreram por conta da não realização da “folia” em 2021. “A escola de samba, o Carnaval, vai além da glória do desfile. Ela é a passagem de cultura de geração para geração, de solidariedade e de fraternidade. No GRES Nação Guarani não é diferente”, defende. 

O argumento do presidente da escola de samba se entrelaça com a história: Lui é filho de Cacae, uma figura relevante na tradição carnavalesca da região. Cacae fundou a Escola de Samba Nação Quilombo, conhecida como “Quilombo do Cacae”. Além de passar pela escola Protegidos da Princesa, o pai do atual presidente da Nação Guarani também compôs enredos sobre a herança afro na sociedade florianopolitana e enredos de consciência ambiental, com o uso de resíduos sólidos nas composições de suas fantasias. 

“A cultura do Carnaval está em minhas veias. Meu pai foi um grande carnavalesco da Grande Florianópolis e eu hoje sigo seus passos artísticos e sociais”, conta Lui Vandré. “Para muitos, o Carnaval é só folia, mas para nós, é o caminho para a fraternidade e para auxiliar a nossa tribo. Esse sempre foi o objetivo da Nação”, completa.

 

Mudanças no planejamento

Os impactos da não realização do Carnaval extrapolam a propagação da cultura. Anualmente, a festividade gera empregos e movimenta grupos sociais. Nessa esfera, os envolvidos com desfiles, blocos e atividades comerciais relacionadas com a festa tiveram de se adaptar. Com o grupo presidido por Lui não foi diferente.   

Para 2021, o GRES Nação Guarani preparou o lançamento do enredo “Massiambu, o Paraíso Místico Guarani”. No entanto, por conta das restrições da pandemia, o evento de divulgação sofreu dois adiamentos consecutivos. O samba só pôde ser ouvido a partir do fim de julho de 2021. 

O lançamento de “Massiambu, o Paraíso Místico Guarani” foi através de uma live, que contou com apresentação de Kika Rosa, esposa do presidente e integrante do grupo carnavalesco. Kika explicou que a canção surgiu para “difundir a história de Massiambu: a resistência daquela terra e de seu povo”.

Além disso, no cenário em que a difusão cultural nas passarelas não é possível, a Nação Guarani organizou ações para beneficiar as pessoas em vulnerabilidade social. “Neste ano atípico, ao invés de estarmos organizando os ensaios e fantasias, organizamos campanhas de auxílio alimentar, com doações de cestas básicas; ao invés de nos reunirmos para planejar os encantos do desfile, planejamos como seria a distribuição e coleta das doações”, afirma Lui.  

Dessa forma, do ano passado para cá, foram realizadas diversas campanhas (confira abaixo). Assim, mesmo com as mudanças no planejamento, o Grêmio Recreativo Cultural e Escola de Samba Nação Guarani se readequou e segue com atividades em prol da sociedade e da cultura. 

E com os acontecimentos recentes, a expectativa (leia-se “vontade”), é a de que a situação seja diferente em 2022: “Esperamos que a vacina esteja à disposição para toda a população o mais breve possível, porque passar mais um ano sem reverberar a cultura do Carnaval em nosso município é sim uma tragédia: cultural”, conclui Lui Vandré.

 

Campanhas realizadas pela Nação Guarani

* Projeto 100 sorrisos, 100 brincadeiras, 100 imaginação não há infância: houve distribuição de 100 livros infantis, 250 pacotes de doces e 350 brinquedos

* Mutirão: mobilização para a distribuição de roupas em bom estado, para famílias necessitadas

* Campanha Nação do Bem: foram distribuídos cerca de 5 toneladas de alimentos não-perecíveis e kits de higiene às famílias prejudicadas economicamente pela pandemia

* Em parceria com o Projeto Crianças de Ouro – Jiu-Jitsu, houve distribuição de 129 cestas básicas, kits de higiene e um frango. Com a ação, famílias do bairro Caminho Novo foram beneficiadas 


* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim

Quer participar do grupo de WhatsApp do Palhocense?
Clique no link de acesso!



Galeria de fotos: 4 fotos
Créditos: DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO
Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg