Comitê “Fora Bolsonaro” faz manifestação

Protesto aconteceu na tarde desta sexta-feira (7), na Praça das Bandeiras, no Centro de Palhoça

b7f96070b05c4df58f8f724a05cf683e.png Foto: REPRODUÇÃO/VÍDEO

Integrantes do Comitê Fora Bolsonaro do Município de Palhoça participaram de um ato de protesto na tarde desta sexta-feira (7), na Praça das Bandeiras, no Centro da Cidade.

Com uma grande faixa preta onde se lia “Fora Bolsonaro”, pequenos cartazes de mão e camisetas, cerca de 10 manifestantes mostraram sua indignação com os rumos do país. “Foi bom, cumpriu o papel dos movimentos dos trabalhadores contra um governo que retira os direitos dos trabalhadores e governa para os empresários deste país”, reflete o líder sindical Francisco Antônio de Souza Martins, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palhoça (Sitrampa). “Como primeira vez realizado, foi positivo, mesmo porque não pode ter aglomeração, por isso limitamos os participantes”, acrescenta.

Assista a um vídeo do protesto e dê sua opinião!

 

Movimento nacional

O comitê se reuniu no dia 24 de julho para discutir os encaminhamentos do movimento. “A pandemia mostrou a face mais cruel do sistema capitalista. O desemprego, falta de moradia, violência policial, feminicídio, LGBTFobia, ataques aos povos indígenas e o genocídio do povo negro, que já era realidade dos trabalhadores, agora, toma proporções alarmantes. Estão colocando a conta dessa crise nas costas da classe trabalhadora, para atendimento do lucro dos bancos e grandes empresários, nos utilizando como corpos descartáveis”, traz reflexão extraída dessa reunião. “Avaliamos que as mobilizações nacionais e locais pelo Fora Bolsonaro são bem positivas. Desta forma, foi reafirmada a importância da unidade de ação para colocar para fora Bolsonaro, Mourão, Guedes e toda sua trupe. Assim, devemos conciliar essa bandeira, juntamente com as denúncias das medidas genocidas do governo Moisés e da Prefeitura de Palhoça, dominada por uma oligarquia política, que, seguindo a mesma linha do governo federal, não garantem o mínimo para proteção e sobrevivência da população”, segue o texto elaborado durante o encontro.

Os integrantes do comitê lamentam que, neste momento em que consideram o diagnóstico da Covid-19 como ação importante para a prevenção de mortes, a população não está tendo o acesso a testes de forma ampla. “Denunciamos que trabalhadores vem praticando suas funções, mesmo contaminados com o vírus, por medo de perder direitos. O sistema de saúde pública vem sofrendo sérios ataques, desde a falta de verbas até a corrupção generalizada, que já existia, mais que vem dando passos largos”, destaca o documento, assinado por Coletivo Rebeldia – A Juventude da Revolução Socialista, Central Sindical e Popular – Conlutas, Marcha Mundial das Mulheres, Comissão Nhemongueta dos(as) Caciques Guaranis de SC, Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e Partido dos Trabalhadores.

O protesto em Palhoça foi um reflexo de uma manifestação nacional convocada para esta sexta-feira (7). O “Dia Nacional de Luta pela Vida e dos Empregos” foi organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais e frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, cujo objetivo é denunciar o que consideram como “descaso” do governo Jair Bolsonaro com o combate à pandemia do novo coronavírus e os recordes de desempregados no país.

Segundo o movimento sindical, o “grito” ecoou em 23 estados do Brasil. As manifestações ocorrem na semana em que o país chega perto dos 100 mil mortes por Covid-19. Os sindicalistas e manifestantes explicam que os atos simbólicos são uma homenagem às vítimas.

Além de manifestações, houve paralisação de 100 minutos em fábricas do ABC Paulista, instalação de cruzes em pontos de grande circulação em capitais brasileiras, a confecção de faixas e a liberação de balões negros.

 

Reivindicações do movimento

1 – Defesa da vida; quarenta geral, já; emprego e renda digna para todos; suspensão do pagamento da dívida púbica; “fora Bolsonaro, Mourão, Guedes e toda sua trupe"

2 – Testes de Covid-19 em massa

3 – Reintegração de todos os trabalhadores demitidos

4 – Garantia de dois salários mínimos de auxílio por família, suspensão de todas as ações de despejo durante a pandemia, isenção de aluguel, água e luz

5 – Subsídio emergencial a todos os pequenos comerciantes e proprietários

6 – Convocação de todos os concursados da saúde, garantia de EPIs aos profissionais essenciais, estatização dos hospitais e toda rede privada ligada à área de saúde

7 – Assistência às mulheres vítimas de violência e punição aos agressores

8 – “Basta” ao “genocídio” nas periferias e favelas. “Fim dessa polícia assassina e punição aos agressores”

9 – Nenhum despejo: “pelo direito de moradia ao povo pobre”

10 – Defesa de uma política de desencarceramento de presas e presos

11 – Demarcação e titulação de todas as terras indígenas e quilombolas; reforma agrária em todas as terras do latifúndio e agronegócio, sob controle dos trabalhadores e trabalhadoras e sem indenização aos empresários

12 – Suspender imediatamente o pagamento da dívida pública e utilizar as reservas do Tesouro Nacional para garantir as necessidades da classe trabalhadora

13 – Não ao retorno às aulas presenciais: “escolas fechadas, em defesa da vida”

 

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