21615d4869dfdceff1176ac540e010e2.jpeg Entre a celebração e o alerta: o que o show de Armandinho revela sobre o futuro da Guarda do Embaú

f13a1899a340c39b0fa96d0527d2f76e.jpeg Rosiney Horácio participa do 10º Congresso do COSEMS/SC em Chapecó representando a saúde de Palhoça

6baba738f4639f9871dac0b2aac03930.jpeg Alesc recebe evento "Mulheres que Inspiram" para celebrar o legado feminino em Santa Catarina

44752ccf76872654e0b71e313ea11867.jpeg Impasse em comissão pode impedir construção de túneis no Morro dos Cavalos

9f301c105f09624f5840d8838878f9ed.PNG Armas feitas em impressoras 3D são apreendidas em Palhoça

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

8f902fff2cefee71fc079f4a78d94b8d.jpeg Consumo individual de água no Brasil ultrapassa limite recomendado pela ONU

0239e7174845fc1cc7e5c544a92fc6e9.jpeg Concessionárias Aegea SC lançam campanha “Juntos contra os Vilões do Esgoto”

05135f78a14f99aacbcf2c68458cdf3a.jpeg Águas de Palhoça explica as etapas do tratamento de esgoto

bee90faa2e56cbd57a0a4a38060aece5.jpeg Tarifa Social garante descontos na conta de água e esgoto para moradores de baixa renda em Palhoça

ae6248461310c7fffba4961679a139a0.jpeg Entenda quais são os quatros pilares do saneamento básico

Diário de um músico

“Matéria Solúvel”, EP de estreia de Murilo Salazar, leva o cotidiano às letras de canções com arranjos em tons de MPB

251a0e682566f785d8253f1b779cb1fa.jpg Foto: NORBERTO MACHADO

A ideia era transformar as experiências de vida em um álbum. Tanto que o nome do projeto original era “Diário”. No decorrer do processo de produção, o conjunto de cinco músicas acabou se transformando no EP “Matéria Solúvel”. A denominação pode ter mudado, mas a essência foi mantida. “Matéria Solúvel” é a cara, a voz e a vida do músico Murilo Salazar, que mora no Aririú e tem raízes profundas com Palhoça.

Tão profundas que o nome do avô materno, Arcendino Antônio Cerino, batiza uma das ruas do bairro, bem perto da casa que abriga o quarto transformado em estúdio. É ali, entre cama, cabides e um quadro que relembra a passagem do Beatle Paul McCartney pelo Brasil, que ele transforma as memórias em música. As composições costumam ser feitas no violão (que ele toca desde os 14 anos) e depois são renderizadas em um controlador. Geralmente, compõe um riff no violão e depois faz a linha vocal no controlador, que tem possibilidade de tons muito maior. “Com isso aqui, tu faz o que tu quiser”, ensina.

Desde novo, Murilo faz o que quer com a música. Tentou ter aulas com professor, mas não se adaptou. A liberdade do estudo autodidata se adapta melhor ao seu perfil criativo. Ele se interessa, busca informações e aprende. O “alvo” da vez é um ukulele, recém-comprado, e que vai influenciar, provavelmente, no novo trabalho, que já está a caminho (deve ser lançado em janeiro de 2019).

“Matéria Solúvel” foi o primeiro, a estreia no universo fonográfico, lançado ainda no primeiro semestre, depois de nove meses de gestação. O EP contou com a produção, mixagem e masterização de Felipe Melo (OPA! Music). As cinco músicas foram gravadas no estúdio ValveState, no Rio Tavares, que já recebeu estrelas da música nacional como Dazaranha e Lenine.

O projeto solo foi libertador, depois de anos tocando em banda, como a Ratclif, que chegou a gravar dois CDs e um videoclipe, com seu funk rock. “Tinha coisa que não se encaixava com o som da banda”, argumenta o músico do Aririú, que imprime uma levada mais folk e MPB em suas músicas. Até pelas referências, como o folk dos anos 1970, com a maestria de Neil Young, e a musicalidade brasileira, em fontes como Nando Reis. “Era uma coisa que eu não podia fazer antes com a Ratclif, que não se encaixava, porque eram coisas bastante pessoais. A música é legal por causa disso, é preencher com conteúdo a forma que existe na cabeça das pessoas. É pessoal, mas as pessoas vão se identificar com alguma coisa da vida delas. Meu objetivo é sempre fazer diversas formas para as pessoas depositarem seus bolos”, completa.

Murilo não vive da música - ele trabalha no setor comercial de uma empresa do ramo de tecnologia há quatro anos. Até porque a cena autoral na Grande Florianópolis, apesar de muito rica em conteúdo, não costuma ser muito agitada em termos de “palcos possíveis”. O jeito é apostar nas redes sociais, que costumam ser muito mais democráticas. As cinco músicas de “Matéria Solúvel” estão nos principais aplicativos e redes sociais, como YouTube, Spotify e Apple Music. Um meio de divulgação mais viável, ainda mais para quem está há oito anos na “canseira”. “Já fui pra São Paulo tocar pra 300 pessoas, e já fui pra tocar pra três. Então, passei a fazer a divulgação do meu trabalho na internet, até que um dia eu saia para fazer um show marcado fora e não precise fazer divulgação e vai ter pessoas lá para me escutar”, projeta.

Por enquanto, a música é um hobby levado a sério; uma válvula de escape do estresse do dia a dia, mas com a coragem e a disposição de projetar um caminho no concorrido mercado fonográfico. O ponto de partida foi o “diário”. “Sempre fiz assim: ao invés de escrever um diário, eu escrevia música sobre o que eu estava passando e algumas delas viraram um álbum”, destaca. Há, no EP, inclusive, uma música chamada “Diário”. “É igual uma pessoa que faz ioga, ou faz meditação, outras pessoas desenham. É uma válvula de escape mesmo, o mundo está cada vez mais doido, muita correria”, reflete o músico. “Até porque, minha vida é uma bagunça: eu fiz Pedagogia na Udesc, trabalho na área comercial e faço música”, diverte-se.

 

Clique e acesse o canal de Murilo Salazar no YouTube!

 



Tags:
Vídeos relacionados:
Play

"As Capoeiras", de Murilo Salazar

Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg