5f03f2c8ec836037b1565fb646e70906.jpeg Polícia investiga morte de irmão de cantor da banda Alexandre Pires

39099d8300019af1b374efdaeba28cb4.jpeg Maior entrega da história do Programa Lar Legal ocorre neste sábado (13), em Palhoça

f32e1dfb14e78488267afbc257ccc668.jpeg Águas de Palhoça reforça a importância de limpar a caixa d’água regularmente

618754e0adc24268b31ab7cad33e627d.jpg Vereador pede abertura de CPI para investigar gestão de cemitério no Passa Vinte

cd13ede692f2a527e87265574e04fed0.jpeg Primeiro encontro nacional das Reservas de Surf ocorre em Florianópolis

5d4efa911512cf77d29f35e820d42f28.jpg Shows de Dazaranha e Luiz Zago marcam fim de semana do 12º Natal Encantado no Passeio Pedra Branca

557c7f0f6eb927a90ba1e735466baa55.jpeg Casal transforma amor em solidariedade com projeto “Querido Papai Noel”

59a5869738e27cfd5bd0caab918ad64f.jpeg Oficinas sobre ritmos afro-brasileiros acontecem neste mês na Praia da Pinheira

5eecf64bc39a8005d85e0e8c59532127.jpeg Espetáculo teatral celebra memória e identidade cultural da Guarda do Embaú

9fc72c04b43afd434ddad3b5a655642e.jpeg Alunos de Palhoça lançam livro sobre patrimônio e identidade local

d1480bb2883604410e0c21bb2fe00771.jpeg Diogo Trindade retorna do Japão com destaque mundial e muitas histórias da viagem

4a29efe383e7860d17e5bf2eb2573998.jpeg Guarani de Palhoça conhece regulamento da Série B do Catarinense de 2026

c7cc21bcb504124cf0c90361335a4be3.jpeg Guarani conquista a Taça BG Prime Kids sub-12 no CT do Barra

0b1411ed9c1c1c01ee651de5e3c88957.jpeg Representes de Palhoça sobem no pódio em campeonato brasileiro de caratê

Estudante apresenta TCC dentro do seu caminhão

Nedisandra Magalhães da Silva cursou pós-graduação em Gestão de Logística na Unisul

23f602b9fca1eb4f44e57b0d538f015c.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

A caminhoneira Nedisandra Magalhães da Silva apresentou seu trabalho de conclusão de curso (TCC) da pós-graduação em Gestão de Logística, intitulado “A política nacional de piso mínimo no transporte rodoviário de cargas”, na última terça-feira (4), de dentro do seu caminhão, pois estava trabalhando na estrada no dia em que teria que fazer a defesa da sua pesquisa. O fato pode até parecer inusitado para algumas pessoas, mas para a estudante, nem tanto. “Sou caminhoneira há 20 anos e o caminhão é a minha casa”, falou Nedisandra, rindo e feliz por estar cumprindo mais uma etapa de estudos.

Nedisandra conta que a escolha do tema foi um desafio porque ela queria falar sobre a política do piso mínimo de frete, mas que isso dependia de muita pesquisa para levantamento de dados concretos. “Eu escolhi falar sobre um assunto de uma situação que eu mesma vivi. Fiquei onze dias parada em Curitiba em função da greve do caminhoneiros. Deixei meu caminhão em um posto de gasolina em Curitiba e fui ajudar as pessoas que estavam com o caminhão parado na estrada. As pessoas precisavam de comida e de água para aguentar ficar lá. Eu tinha a informação pela vivência do fato, mas precisava de embasamento teórico para falar do assunto”, relata.

De acordo com o professor Ricardo Barcelos, orientador do TCC de Nedisandra, a partir da greve de motoristas de caminhão que ocorreu em 2018, o congresso estabeleceu a existência de uma lei que determina a formação de uma tabela de preço mínimo de frete para garantir que todos os custos individuais fossem cobertos, que eles não sofressem prejuízo. Quanto à instituição da lei no Congresso, houve algumas associações que entraram com uma ADI (ação de inconstitucionalidade) contra essa lei. Atualmente, ainda está sendo julgada no STF.

O professor Ricardo explica, que o TCC faz uma discussão sobre a implementação da tabela do frete mínimo e as ADIs. “O debate deste tema que Nedisandra faz é de extrema importância porque a questão da tabela mínima de frete impacta da cadeia produtiva no Brasil. Pois quando há um aumento dos custos do frete, ocorre um aumento dos produtos que são transportados. Se levar em consideração que essa tabela possa interferir no aumento obrigatório dos custos de frete, também ocorre um impacto econômico. Temos que levar em consideração que o excesso de oferta de frete que houve em função da crise de 2016 a 2018 fez com que o preço do frete fosse muito achatado, onerando muito o motorista individual, autônomo”, ressalta Ricardo.

Ricardo explica que foi nesta conjuntura que surgiu a greve dos motoristas em 2018. Essa proposta de lei veio do Congresso Nacional visa evitar que os motoristas individuais sejam explorados pelas empresas transportadoras garantindo um valor mínimo que cubra pelo menos as despesas fixas e variáveis do transporte. “As associações de transportadoras se sentiram lesadas obviamente, porque a implementação da lei faz com que haja uma espécie de piso mínimo e não haja uma livre concorrência em busca de um preço menor. Mas o que temos que pensar é que não havendo um monopólio de contratação de transporte, em função da sua força que tem, acaba prejudicando quem está na ponta, que é o motorista autônomo. Em função disso, estão surgindo muitas cooperativas de motoristas individuais para se contrapor a essa força das transportadoras”, afirma.

A formanda explica que por um lado tem as transportadoras e por outro os motoristas autônomos. “Essa lei vem para regular essa relação do custo do frete. Quando há um aumento do frete impacta diretamente no aumento dos produtos, causando um impacto na economia do país. A ideia do TCC foi fazer uma análise do tema mostrando os dois lados da moeda para mostrar para às pessoas a realidade dos fatos sobre a política de tabela mínima de frete para os caminhoneiros”, enfatiza.

Nedisandra é motorista de caminhão há 20 anos. Natural do Rio Grande do Sul, tem 44 anos, uma filha, uma neta, é formada em logística também pela Unisul e agora pós-graduada em Gestão de Logística. “Antes de ser caminhoneira, eu trabalhava na área de contabilidade, mas o sonho era conhecer o Brasil. A ideia de ser caminhoneira tem a ver com isso, pois é uma maneira de conhecer os lugares e de ter liberdade. Hoje estou aqui e amanhã eu posso estar lá, essa é a sensação. Mas mesmo na estrada sempre penso que devemos estudar. Pode não ser muito fácil, mas quando você realmente quer uma coisa tem que saber que terá alguma dose de sacrifício também. Enquanto muitos colegas estavam com o caminhão parado descansando eu estava estudando. O estudo amplia a visão e é uma coisa que ninguém pode nos tirar. Hoje eu tenho a teoria e a prática isso me deixa mais completa como profissional. Eu faço a minha logística”, declara.  

 

Quer participar do grupo de WhatsApp do Palhocense?
Clique no link de acesso!
 



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg