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Mato alto, dor de cabeça constante

Em diferentes pontos da cidade, moradores reclamam da falta de limpeza de terrenos baldios e má conservação de espaços públicos

1e81ad4d23487e65cb4772e4292d7284.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Leitores do Palhocense em diferentes pontos da cidade reclamam da falta de limpeza de terrenos baldios. A situação do mato alto é uma questão de saúde pública, porque propicia a proliferação de animais que podem trazer ameaça à saúde dos moradores locais.

Em um desses terrenos, o mato tomou conta até da placa que indica o nome da rua, a Bernardina Basilissa da Silva, no Nova Palhoça. Quando a reportagem esteve no local, havia dois terrenos com mato alto: um na esquina com a Sérgio Albino da Silva, e outro lodo adiante. Em um dos terrenos, colocaram uma placa solicitando à população que não jogue lixo no local, mas nem o aviso é respeitado. Móveis velhos e entulhos são visualizados ali com frequência. Entre as duas áreas tomadas pela vegetação, há um prédio residencial. 

A canaleta que existia na entrada de um dos terrenos para escoar a água da chuva até a tubulação da rede pluvial, está fechada pelo mato, e quando chove, a água empoça no local. “Minha filha de 19 anos, outro dia, vindo do colégio, chegou em casa branca, porque viu uma cobra ali. Como é que eu vou abrir minha casa?”, relata uma moradora. 

A pracinha em frente a esse prédio, onde existe uma pista de skate, também precisa de manutenção. “A gente paga IPTU, a gente paga iluminação da pista, aquela casinha ali na pista eles já arrombaram, já quebraram tudo, as aberturas de alumínio”, lamenta a moradora. “A situação do terreno está crítica. Cheio de mato, cobra, lagarto, aranha, rato, tem de tudo”, reclama outro morador. “O apartamento não dá pra abrir, porque entra um monte de inseto, rato é uma grandeza”, revolta-se.

Pelo menos um dos terrenos foi limpo, desde a visita da reportagem.


São Sebastião

No São Sebastião, moradores reclamam de mato em terrenos às margens da rua Silvio João da Silva. “Nossa rua tá só lama, água passando por cima da ponte, todo dia ficando sem água, tem abandono de cachorro na rua devido ao mato alto, vem gente todos os dias soltar bicho aqui na rua por causa do matagal”, conta um morador. “Há muitas crianças aqui e muita insegurança”, acrescenta.


Jardim Aquárius

Moradores também estão indignados com o estado da rua Silvio Lisboa Gandolfi, no Jardim Aquárius. Eles fecharam a rua e colocaram cartazes ao longo da via para reclamar não só do mato alto, mas da falta de infraestrutura da rua.

Em um dos cartazes, os moradores reclamam que a rua não tem calçamento, iluminação ou saneamento. Em outro, um morador relata que pagou R$ 928 de IPTU e não tem a contrapartida da Prefeitura. “Olha a matarada, a imundície. É só mosquito, barata e rato. Estamos cansados de ir na Prefeitura falar com prefeito, com secretário, chega, vamos dar um basta nisso, não tem condições uma rua dessas. E o ‘valorzinho’ de IPTU é valor de Pedra Branca”, diz o morador, indignado. “Precisamos de uma rua mais ajeitada, no mínimo com calçada, saneamento e iluminação, que não tem, chega à noite, aqui, é sem claridade nenhuma”, reforça outro morador.


O que diz a Prefeitura

A Secretaria de Serviços Públicos informa que realiza a manutenção e limpeza de espaços públicos frequentemente e que as ruas citadas constam na programação dos próximos trabalhos. A pasta informa, ainda, que solicitações devem ser feitas diretamente na secretaria, no andar térreo da Prefeitura, ou pelo telefone 3220-0300, ramal 1827. Em propriedades particulares, a responsabilidade de limpeza é do proprietário, sob fiscalização municipal.



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