591265e913f8eca2a2bc1c6af7e3e57f.jpeg Polícia Civil desmantela esquema de venda de documentos médicos falsos em Palhoça

3b73a4185c7274d157a73210385ec60c.jpeg Bombeiros localizam corpo de homem desaparecido em trilha no sul de Palhoça

f7efa92d98e23e79780e18c011fb806b.jpeg Reconhecimento e tradição: fundador da Guarani Sport recebe Medalha de Mérito em Palhoça

014e13578d4df6702c3a1f6bda0f38c3.jpeg A 12ª Feira Home&Decor chega a São José com preços de fábrica e tendências de personalização

05ceaeecece8d27ae011d9eab7b8dcd2.jpeg NICH BURGERS, de Palhoça, se destaca no maior tour gastronômico da América Latina

f917ac5f79df9cfd25c6530f887eb6e1.jpeg Presença maciça do público consolida o sucesso do 2º Rodeio Palhoça

db8fdcabc0c4232bfa716facec451e4a.jpg Instituto Vó Francisca promove manhã gratuita de lazer e cultura no Alto Aririú, no sábado (2)

53347acadcef1e37a8974d7a905ac59c.jpeg Guarani de Palhoça perde segundo jogo consecutivo e segue sem marcar na Série B

48d0ac89acf1839b344cac7cd10d33b1.jpeg Atleta de 13 anos conquista título europeu de jiu-jitsu e coleciona troféus

39fcf951f2cd020738d8e535ab8f34b5.jpeg Referência mundial no aikido ministra seminário em Palhoça

ea848fa9d2a8cc8cb09e6303002d7a0e.jpeg Guarani leva gol no último minuto e perde na estreia na Série B do Catarinense

48831d4afc69e3ffd0f78777074f9ff1.jpeg Aegea SC transforma o saneamento básico nos municípios que opera no estado com investimentos e inova

ec3cb698bfde1e9273e01c51ec3c21a8.jpeg Marco Legal do Saneamento determina a universalização de água tratada e de esgoto coletado

8fb6a663cde4b02a7c9d15bedbabf297.jpeg Saneamento é importante para a redução das desigualdades sociais

df5d5ff3b11b88d0ffef72fe1292e8c6.jpeg O saneamento é a chave para proteger a água que não vemos

864bb080524f53cb6f63c54ec9d4b6f9.jpeg Como a iniciativa privada pode transformar o saneamento básico no país

Moradores de ocupação urbana temem despejo

Comunidade Mestre Moa, localizada nos limites entre o Caminho Novo e o Bela Vista, tem 37 famílias

001b6ec052ed4b6eecc5047ee5ca15d6.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Willian Schütz*

Moradores da comunidade de ocupação urbana Mestre Moa realizaram, no final da tarde da última sexta-feira (16), uma manifestação em frente à Prefeitura. Com cartazes e vozes pedindo incentivo à moradia popular, o ato clamava para que as pessoas que vivem naquela comunidade continuem ocupando aquelas terras. 

Parte da motivação para a manifestação é uma recente decisão judicial, no Fórum de Palhoça, que prevê a reintegração de posse ao proprietário do terreno onde a comunidade está instalada, entre o Caminho Novo e o Bela Vista.

A pequena comunidade formou-se em um grande terreno, que começou a ser ocupado em 2016 por pessoas que, conforme relatos dos presentes na manifestação, já habitavam as proximidades e conheciam a área, mas que saíram das casas dos familiares e não tinham plenas condições de arcar com custos de aluguel e outras despesas. Ou seja, estavam em situação de vulnerabilidade. 

Atualmente, são cerca de 37 famílias que vivem na localidade. “Essas famílias estão bastante aflitas e preocupadas, sem comer e sem dormir direito, indo trabalhar com a cabeça com a consciência pesada”, relata um dos manifestantes, simpático à causa.

O ato realizado na última sexta-feira durou cerca de duas horas e cerca de 50 pessoas estiveram presentes. Contudo, as autoridades políticas do município não foram diretamente comunicadas. Isso porque a grande área ocupada é uma propriedade privada, que pertence legalmente a uma pessoa física, e a decisão cabe à Justiça.  


Reintegração de posse 

Sobre as questões jurídicas, a equipe de reportagem do jornal Palavra Palhocense conseguiu informações sobre o proprietário do terreno em questão. Trata-se de um senhor que é dono de diversas áreas na Grande Florianópolis. Ciente da ocupação em seu terreno em Palhoça, ele entrou com um pedido de reintegração de posse, que foi acatado por um juiz do Fórum local.

De acordo com uma das advogadas que estão acompanhando o caso, os trâmites para o processo de reintegração iniciaram no fim de 2019. Mas, com a chegada da pandemia, no início de 2020, a movimentação judicial permaneceu estagnada por mais de um ano.   

Em consequência disso, os representantes da ocupação Mestre Moa foram procurados por um oficial de Justiça, que comunicou a situação. Com isso, os membros da comunidade, agora réus, buscaram apoio de advogadas e da Defensoria Pública. E conseguiram.

O processo ainda está tramitando em primeira instância, e após recurso dos réus, uma nova apuração está sendo feita. 

De qualquer forma, mesmo que o processo tenha prosseguimento, dificilmente os moradores terão que deixar suas casas neste ano. Isso porque o ministro Luiz Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), assinou, no dia 3 de junho, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 828, em que determinou liminarmente a suspensão, por seis meses, de ordens ou medidas de desocupação de áreas que já estavam habitadas antes de 20 de março do ano passado, quando começou a vigência do estado de calamidade pública no país, em virtude da pandemia de Covid-19. 

Outro fator importante no processo: neste mês de julho, foi solicitado que um trabalho de perícia seja feito no local. Isso porque, antes de qualquer decisão, é preciso que sejam levantadas informações sólidas e definitivas sobre o local onde estão instaladas as cerca de 37 casas da comunidade de ocupação urbana Mestre Moa. 

* Sob a supervisão de Alexandre Bonfim

 

Quer participar do grupo de WhatsApp do Palhocense?

Clique no link de acesso!



Galeria de fotos: 2 fotos
Créditos: DIVULGAÇÃO DIVULGAÇÃO
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg