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Moradores reclamam de falta de água

Reclamações vêm do São Sebastião e do Furadinho

4996779f89b60128419e555df3d8ff6b.jpg Foto: REPRODUÇÃO/INTERNET

Moradores do São Sebastião e do Furadinho reclamam que não estão recebendo água regularmente em suas casas.

No Furadinho, na rua Professor Francisco José Eleutério, a água só chega de madrugada, e ainda assim, sem força. “Já há alguns anos a gente tem problema, falta água todo dia, a água só chega de noite, de madrugada”, relata o morador Ricardo da Costa, que está sem água em casa desde sábado. Para piorar a situação, o morador relata que a conta de água praticamente dobrou de valor, mesmo com a irregularidade no abastecimento. “O absurdo é que a gente só recebe ar no nosso encanamento”, lamenta o morador, que pretende fazer um Boletim de Ocorrência e denunciar a situação ao Procon. “Eu tive que fazer uma caixa separada para, quando chega a água, poder lavar a roupa, senão, não tem nem água para lavar roupa”, reclama Ricardo, que esteve na Samae na tarde desta quarta-feira (13) para relatar o problema. Aproveitou para passar na casa da filha, no Rio Grande, para poder tomar banho.

No São Sebastião, tem família tomando banho de canequinha e cozinhando com água mineral. São pelo menos dois dias sem uma única gota de água, segundo relata uma moradora.

Na casa da técnica em enfermagem Ana Carolina, já são cinco dias sem água. A profissional trabalha em um hospital em São José e precisa de água para lavar roupas que usa para trabalhar (especialmente neste momento de pandemia da Covid-19), além da higiene pessoal. Ana Carolina conta que entrou em contato com a Samae e as respostas que recebeu foram as de que “a quarentena afetou a distribuição” e a “estiagem está exigindo racionamento”. “Informam que uma equipe virá avaliar o acontecido. Já faz dois dias, ninguém apareceu para resolver. Algumas casas próximas à minha seguem com abastecimento normal”, relata. “Precisamos que o problema seja resolvido, precisamos de melhoria para a distribuição de água”, reforça a técnica em enfermagem, observando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma média de 110 litros diários para cada indivíduo, que inclui hidratação, higiene pessoal, da casa e de roupas, mas só recebe esses 110 litros a cada 15 dias. “É  inaceitável”, sentencia. 

Na casa da operadora de caixa Caroline Cardoso de Souza, o problema parece ser “permanente”. “Realmente, a falta de água por aqui é extrema. Falta água todos os dias, desde que me mudei para cá. Sem contar que ficamos dias e dias sem água”, descreve a moradora do São Sebastião, que está sem água há cerca de três dias. “Antes, vinha de madrugada. Porém, agora, nada! Neste momento, tem água na torneira da rua, mas não chega a subir na caixa d'água”, detalha.

Questionada sobre os problemas de abastecimento nesses dois locais, a Samae repassou ao Palhocense um comunicado, postado às 16h22 desta terça-feira (12): “A Samae Palhoça informa que recém recebeu a informação, por parte da Casan, de nova manutenção na Estação de Tratamento de Água que abastece a Grande Florianópolis. Todas as derivações de água que abastecem o município de Palhoça serão fechadas a partir das 20h, retornando o abastecimento gradualmente a partir das 8h. Esta ação provocará o desabastecimento de água em todo o município e a normalização do abastecimento será gradual conforme a pressurização das redes. A Samae Palhoça agradece a compreensão e solicita à população que racione água devido aos fechamentos promovidos pela Casan”. 


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