6f3630dbb8c2feffecfc076baf95c090.jpg Quadro de vagas do Emprega Palhoça conta com 147 oportunidades de trabalho

db26ae8d34e26d01a439b670d8eea617.jpeg Ponta do Papagaio: Águas de Palhoça faz ação para orientar moradores sobre início do abastecimento

0393d00187dee055705a671616925ddb.jpeg Polícia Civil prende mulher por tráfico de drogas na Guarda do Embaú

46e8108977ec73bca7d4cc311d776cbb.jpeg Água Mineral Imperatriz reúne imprensa local em visita à produção

b4ee061ccebfbeebf719ea47f16e39ff.jpeg Advogado de SC lança livro que coloca o leitor no centro das decisões do STF

1de8a5fb0616fb654b18de8e40cc1184.jpeg ViaCatarina recebe feira do mel, artesanato e produtos coloniais

6c237aba2410f0a6dd60fafc42be7b7d.png Instituto Vó Francisca promove ações gratuitas de educação e cultura

656bd48614357452f50442dd072e2662.jpeg Clássicos e canções autorais são os destaques da segunda audição ao vivo do Festival Canta Palhoça

57424e08d89ed0218ef959ddb319c373.jpeg As memórias afetivas da New Time serão ativadas neste sábado (4)

3cd9575ab8132248d4020bff68c5ed02.jpeg Amaro Junior, presidente da FMEC: “O esporte palhocense tem pressa”

36c739bef1f0c87ea08f2c48181c0346.jpeg Tainá Hinckel é campeã sul-americana e embarca em nova competição pela WSL

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

dd0ecf323a9bda92a9e7cdde9d6baf4e.jpeg Entenda a importância da substituição de hidrômetros e como ela beneficia o consumidor

a9f62cf7e322ab8db86af5638414715a.jpeg Ligação correta do esgoto evita entupimentos e garante eficiência do sistema em Palhoça

aae378ef70042bca42de9427dbffafb6.jpeg Uso correto da rede de esgoto ajuda a evitar extravasamentos em Palhoça

54c609be901fd1df2a06a9fb5d482f83.jpeg Esgoto no mar: impactos da falta de saneamento para os oceanos

1803601cd1574c8340cac0577522a314.jpeg Conheça mais sobre a importância do tratamento de esgoto

O que esperar do novo governo de SC

Artigo do consultor em Gestão Pública e Privada Adriano Niehues

899c8687056bcede7fb69b2e0faac80d.jpg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Adriano Niehues*

 

Com aprovação de 71,09% do eleitorado catarinense, o governador Carlos Moisés, estreante em política, assumiu o cargo com a difícil tarefa de reduzir a estrutura administrativa do estado, reduzir os gastos públicos e melhorar a qualidade dos serviços públicos que o estado presta aos catarinenses.

Em resumo, o governador terá que buscar um novo modelo de administração pública que represente a mudança desejada pela população, conforme o recado dado nas urnas em 2018. Mas o que efetivamente podemos esperar do seu governo?
Inicialmente, posso afirmar que a mudança desejada não é tão fácil quanto se prega na teoria e nos discursos políticos. A estrutura administrativa do estado é muito complexa e foi ao longo dos anos crescendo em cima de leis e normas setorizadas, que tinham como objetivo principal atender interesses de segmentos corporativistas e com grande poder de influência sobre as decisões dos governantes do estado, que se alternaram no poder e se autodefiniram como direita e esquerda.

Para tanto, se faz necessário que o novo governo tenha muita competência e uma equipe com muita experiência profissional para fazer as mudanças necessárias que a população espera.

A primeira ação que o governador Moisés determinou em busca da mudança, foi repetir o que todo governante faz quando assume o poder: fazer uma reforma administrativa. Todas as reformas administrativas, com raras exceções, são elaboradas muito mais para dar uma resposta ao eleitor do que para reduzir substancialmente os gastos públicos. Uma reforma administrativa vai muito além da simples fusão ou extinção de cargos e órgãos públicos.

Normalmente, essas reformas só transferem as despesas para outros órgãos e os gastos continuam os mesmos. A exceção é a extinção dos cargos de confiança. O correto seria assumir o governo e mandar fazer uma análise aprofundada de todos os órgãos e cargos, objetos da reforma, sob o ponto de vista dos gastos, da legalidade e dos resultados que se pretende obter com a mudança em benefício da população.

O principal gasto do governo de Santa Catarina está na despesa de pessoal e encargos sociais. Essa despesa consome 56% do orçamento do estado e os outros 44% estão praticamente comprometidos. O orçamento do estado para 2019 prevê uma receita de R$ 28,2 bilhões e uma despesa de R$ 15,972 bilhões com pessoal, encargos, aposentados e pensionistas.

Outra questão que o governador vai ter que resolver é a renegociação da dívida pública do estado, que se aproxima dos R$ 20 bilhões. Anualmente, o estado vem pagando em torno de R$ 2 bilhões de juros e amortização da dívida. Além dessas questões, ainda tem a melhoria da qualidade dos serviços públicos nas áreas de educação, saúde, transportes e segurança pública, as quais tem uma previsão de investimentos em 2019 de apenas R$ 1,1 bilhão.

A tão falada governabilidade também depende do apoio da maioria dos deputados na Assembleia, e isso, queira ou não queira, o governador vai ter que negociar com os membros do Poder Legislativo, sob pena de não conseguir fazer as mudanças propostas. Neste caso, ainda prevalece a velha política da troca de favores.

Outra questão que interfere muito nas decisões do Executivo é a judicialização das políticas públicas. Nos últimos anos no Brasil, a interferência do Poder Judiciário e do Ministério Público vem crescendo muito junto ao Poder Executivo. Muitas dessas interferências são inaceitáveis e outras nem tanto.

É preciso respeitar o que diz o artigo 2º da Constituição Federal: os poderes são independentes e harmônicos entre si – o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. É preciso governar ouvindo o povo e transformar os seus anseios em realidade, como: geração de empregos, melhor justiça social, menos impostos, melhoria dos serviços públicos – educação, saúde, segurança pública e transportes, corrupção zero, redução da criminalidade, diminuição do déficit habitacional, enfim, fazer tudo o que for possível para melhorar a vida dos catarinenses. O problema é como tornar isso tudo realidade, principalmente quando falta dinheiro, experiência política e conhecimento em gestão pública.

A tarefa mais difícil do governador é melhorar o que está funcionando e mudar o que não atende às expectativas. Portanto, fazer mais e melhor com menos dinheiro. A população não quer mais um governo de aparências. A população terá que ter muita paciência com o novo governo, porque as mudanças desejadas não acontecerão rapidamente e muitas poderão até não acontecer, por impedimentos legais ou por deficiência de recursos financeiros.

 

* Consultor em Gestão Pública e Privada



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg