f7efa92d98e23e79780e18c011fb806b.jpeg Reconhecimento e tradição: fundador da Guarani Sport recebe Medalha de Mérito em Palhoça

d2befb5a6ee8a7984f82c73fc376a3ba.jpeg Safra da tainha começa nesta sexta-feira (1) em Palhoça

f18aa1b76a50a233aff6cd946a2a612e.jpeg Campanha de conscientização sobre representatividade política traz dados sobre eleitorado de PH

a90ccf2213cb6dc2a1dc860ca5947f31.jpeg Encontro com lideranças do Frei Damião leva informações sobre projeto de abastecimento de água

014e13578d4df6702c3a1f6bda0f38c3.jpeg A 12ª Feira Home&Decor chega a São José com preços de fábrica e tendências de personalização

05ceaeecece8d27ae011d9eab7b8dcd2.jpeg NICH BURGERS, de Palhoça, se destaca no maior tour gastronômico da América Latina

f917ac5f79df9cfd25c6530f887eb6e1.jpeg Presença maciça do público consolida o sucesso do 2º Rodeio Palhoça

db8fdcabc0c4232bfa716facec451e4a.jpg Instituto Vó Francisca promove manhã gratuita de lazer e cultura no Alto Aririú, no sábado (2)

48d0ac89acf1839b344cac7cd10d33b1.jpeg Atleta de 13 anos conquista título europeu de jiu-jitsu e coleciona troféus

39fcf951f2cd020738d8e535ab8f34b5.jpeg Referência mundial no aikido ministra seminário em Palhoça

ea848fa9d2a8cc8cb09e6303002d7a0e.jpeg Guarani leva gol no último minuto e perde na estreia na Série B do Catarinense

d45dd9f9879349445ccdb98ca157411b.jpg Palhoça recebe competições de jiu-jitsu e taekwondo

8fb6a663cde4b02a7c9d15bedbabf297.jpeg Saneamento é importante para a redução das desigualdades sociais

df5d5ff3b11b88d0ffef72fe1292e8c6.jpeg O saneamento é a chave para proteger a água que não vemos

864bb080524f53cb6f63c54ec9d4b6f9.jpeg Como a iniciativa privada pode transformar o saneamento básico no país

bf95350ffa78af67a89b6776da8f2ae6.jpeg Comprou ou alugou? Atenção à titularidade do cadastro da ligação de água

616911134d1c0068b4f9bcee89653ead.jpeg Vazamentos internos: é possível evitar o desperdício de água e aumento no consumo em PH

Pescadores pedem dragagem no canal da Barra

Assoreamento dificulta saída dos barcos

e2bb324776fadeace12b1474fdfd8112.jpg Foto: PLAYONE.REC

Por: Sofia Mayer*

 

Há cerca de oito anos, o assoreamento do canal da Barra do Aririú vem trazendo desafios diários aos pescadores da região, que precisam atravessar o rio para chegar ao mar. Segundo a comunidade, o fenômeno tem se intensificado, desde o ano passado. Os trabalhadores precisam esperar a maré encher, no início da manhã, para conseguir sair com o barco; quando a pesca acaba, muitas vezes só conseguem retornar aos ranchos na madrugada, quando a maré volta a encher.

A gravidade do cenário chamou a atenção do vereador Luciano Pereira (Avante), que assinou uma indicação solicitando ao secretário de Maricultura, Pesca e Agricultura, Flávio Martins, a dragagem e limpeza de toda a extensão do rio Aririú. Em sessão da Câmara do dia 7 de julho, o vereador reforçou as manifestações e pediu que, ao menos, soluções paliativas sejam feitas “para que esses pescadores possam entrar e sair de seus ranchos para pescar, para tirar seu sustento”. 

Como agosto é considerado um mês de maré baixa, uma solução cogitada para minimizar os prejuízos seria a compra de uma balsa para apoiar uma retroescavadeira, que faria um canal em frente ao rancho, facilitando a entrada e saída dos barcos. “A máquina, a Prefeitura tem”, assegura o vereador.

O presidente da Associação Beneficente dos Pescadores da Baía Sul (Abepebas), Gilliard Isac Martins, conta que os serviços de dragagem já são solicitados há cerca de oito anos. Ele afirma ainda que, desde meados de 2019, os pescadores se reuniram três vezes com o prefeito Camilo Martins. “Ele explicou que tinha processo de licitação em andamento, porque também foi um pedido da Defesa Civil”, relembra. Segundo ele, além de prejudicar os pescadores, o assoreamento aumenta as chances de enchentes durante os períodos de chuva.

De acordo com o vereador Luciano Pereira, a dragagem deve ajudar também na contenção das cheias no município. “Eu não sei que dificuldade é essa de contratar esses serviços”, manifestou, durante a sessão da Câmara. O assoreamento estaria prejudicando outros rios do município, como nas regiões do Aririú da Formiga, Pachecos e na Passagem do Maciambu.

Segundo informações da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Saneamento, o trabalho de dragagem ainda não aconteceu pois, mesmo após a realização de duas licitações, não houve empresa interessada nos serviços.


Cenário caótico

Martins relata que, às vezes, os pescadores que terminam o trabalho às 20h só conseguem embarcar de volta às duas horas da manhã. “Tem que ficar lá fora, no canal, aguardando também a maré encher para poder entrar”, explica.

A situação desanima a comunidade, que, nos preparativos para a época de pescaria do camarão branco, que começa em agosto, teme não conseguir atravessar o rio e garantir uma boa safra. “A maré é ainda pior, porque fica mais seca nessa época de agosto a novembro. A dificuldade é enorme”, lamenta. 

Cerca de 150 pescadores e mais de 200 embarcações compõem as atividades na Barra do Aririú, segundo o pescador Jorge da Silva, que esteve presente em uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores, em dezembro de 2019. Na época, a comunidade já vinha solicitando medidas emergenciais que garantissem o deslocamento adequado dos trabalhadores. “Muitas vezes, com a seca da maré, eles têm que carregar seu peixe nas costas por 100, 200 metros até a peixaria. Isso já está sendo um pouco humilhante”, manifestou o munícipe. 

Em meio à fala, o popular lembrou da importância econômica dos serviços pesqueiros para o município de Palhoça, bem como dos trabalhadores que dependem, direta ou indiretamente, das safras. “Se não formos nós, muitos ficarão desempregados. E os pescadores já estão desistindo. Tem pescador que não consegue mais dar sustento aos filhos”, relatou. 


* Sob a supervisão de Luciano Smanioto

 

Quer participar do grupo do Palhocense no WhatsApp?
Clique no link de acesso!
 



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg