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Polícia Civil conclui inquérito sobre incêndios

Crime aconteceu em 15 de janeiro, no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

ede4eb922bea3ed324da3362205b4c7e.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

Por: Sofia Mayer*

 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Palhoça, concluiu, nesta quinta-feira (23), o inquérito policial instaurado para apurar os incêndios ocorridos em 15 de janeiro, no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. A investigação promoveu o indiciamento de quatro indivíduos, pelos crimes de dano à unidade de conservação e de incêndio. A área atingida pelo fogo totaliza 197,5 hectares.

As investigações se concentraram em dois focos de incêndio. O primeiro, segundo o inquérito, foi iniciado no interior de uma casa de reabilitação, situada no bairro Morretes. Embora a área esteja fora dos limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, faz parte da APA Costeira, na Zona de Uso Sustentável Econômico. À ocasião, o fogo se alastrou para a Zona de Proteção Especial, compreendendo uma área de 68,5 hectares. As investigações deram conta de que o autor, que era acolhido da clínica, ateou fogo no local após juntar e varrer folhas secas, enquanto realizava trabalhos rotineiros de limpeza do terreno. De acordo com o inquérito, ele assumiu o risco do resultado produzido.

O segundo foco de incêndio ocorreu em uma área próxima a duas residências, dentro do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, no Maciambu. De acordo com as provas colhidas pela Polícia Civil, o dono do terreno, além de dois indivíduos que trabalhavam no local, atearam fogo em entulhos para limpar a área. A conduta foi classificada como dano à Unidade de Conservação. Segundo o inquérito, o incêndio, que afetou 128,9 hectares de área, chegou à Área de Proteção Ambiental (APA) Costeira na Zona de Uso Sustentável Industrial. As investigações dão conta de que a dispersão das chamas foi potencializada pelo clima seco e vento forte. A Polícia Civil expõe, em nota, que “atrelado a isso, tem-se as características peculiares do evento no primeiro foco, pois o monte de folhas secas foi depositado muito próximo aos eucalyptus (altamente comburente)”.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar Ambiental, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e Instituto Geral de Perícias.

A Polícia Civil lembra que queimadas de lixo, entulhos, folhas e quaisquer o objetos é proibida em meio à vegetação, sobretudo nas imediações do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.

Clique e saiba mais sobre o problema da especulação imobiliária no Parque da Serra do Tabuleiro.

 

* Sob a supervisão de Luciano Smanioto


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