6cb0a67b4b4fef36973a7ff8825fbde3.jpeg Operação do Bope apreende armamentos e grande quantidade de drogas no Morro do Gato

0ac3a0835b41e5b16caff3b32ff14882.jpg Com adesão recorde, Santa Catarina encerra maior simulado de desastres do Brasil

813ef60090e1b47463a99f8adb44bc00.jpeg IMA descarta poluição como causa da morte de peixes em Palhoça

8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

02939a73093d48a6c0a43611d17cd488.jpeg Clientes ajudam a melhorar serviços da Águas de Palhoça respondendo à Pesquisa de Satisfação

a62d71eacd620a8b2ddf86663168c46f.jpeg Águas de Palhoça reforça a importância da caixa padrão para os hidrômetros

da66a669635433d02234aeb153528297.jpeg Boia da caixa d'água: um pequeno componente com grande importância

Professora da FMP lança livro sobre literatura

"O que eu almejo é construir leitores críticos", diz Débora Ouriques, autora de “Literatura e Experiência em Sartre e Merleau-Ponty”

22ebebb6c33bb2bdaf68c84aceef6c68.JPG Foto: NORBERTO MACHADO

Exatos 10 anos depois de entregar sua dissertação de mestrado, Débora Regina Ouriques, professora da Faculdade Municipal de Palhoça (FMP), resolveu revisitar a obra. A releitura provocou inquietação. Da inquietação, brotou a vontade de adaptar o texto para uma versão impressa. A adaptação acaba de sair do forno: “Literatura e Experiência em Sartre e Merleau-Ponty”, com 140 páginas, foi impresso pela Conceito Editorial.

“Esta obra foi um desafio. Dei um tempo para publicar, e quando fez exatos 10 anos da minha dissertação, eu resolvi adaptar para fazer a edição impressa”, relata a professora. Débora é formada em Letras (Francês e Português) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde atualmente cursa o doutorado em Literatura. A mesma área que abordou no mestrado, também realizado na UFSC. Na dissertação, Débora analisa textos dos filósofos franceses Jean-Paul Sartre (“Que é a Literatura?”) e Maurice Merleau-Ponty (“A Prosa do Mundo”) que abordam o tema “literatura”. A obra é dividida em três partes: a teoria de Sartre, a teoria de Merleau-Ponty e a crítica.

O livro apresenta as noções de linguagem, de consciência, de liberdade e do engajamento da literatura, ressaltadas e discutidas à luz da filosofia sartreana. “A escolha pelos autores é por uma coisa muito louca, porque o Sartre, em particular, tem muito a ver com a minha identidade no papel de escritor engajado. Gosto de trabalhar com esta temática, então é um autor com quem eu me identifico muito”, conta a professora, que estuda as duas obras para fazer uma comparação de conceitos do que é “escrever”, do que é “ler”, do que é “engajamento”.

Ponty dizia que nem todo escritor precisa se engajar, que o livro tem vida própria, e quando a obra é finalizada, não pertence mais ao autor; é de livre domínio do mundo, entregue ao prazer do leitor. Sartre dizia que o escritor e o leitor têm que ter um compromisso com a obra; o leitor é livre para fazer o que quiser, mas quando opta por ler o texto, precisa se comprometer com esta escolha; para ele, escrever é um exercício de liberdade e o leitor vai dar a interpretação e desenvolver a crítica; o escritor convida o leitor a se engajar. “Se tu me perguntar o que eu penso, posso dizer que, pelo momento atual que a gente está vivendo, é muito difícil tu não te envolver, tu não te posicionar. Defendo que a gente não pode ter a crítica pela crítica: se tu estás disposto a entrar numa leitura, tu tens que te comprometer a isso, dependendo do papel social. Mas quem garante que a interpretação vai ser a mesma que a minha? O que eu quero com isso é que as pessoas leiam e reflitam”, argumenta a professora.

Débora avisa que está se posicionando como uma escritora engajada e justifica a decisão de publicar a dissertação neste momento em função dos rumos que tomou na carreira, com intenso envolvimento com a questão dos imigrantes no Brasil. “Não sou de levantar bandeira, rasgar sutiã, não, nada disso. O que eu almejo é construir leitores críticos”, destaca.

As últimas sentenças do livro destacam bem esse posicionamento: “Não há primado entre leitor e escritor. O texto é um universo, independente, único. Cabe ao escritor e o leitor optar ou não ser envolvido por ele, e a partir dele defrontarem com suas emoções, com suas experiências e interrogações, continuamente, em cada nova leitura”.



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg