No ringue global, o melhor golpe é construir soluções
O temido “tarifaço” imposto por Donald Trump, com suas sanções e sobretaxas ao Brasil, lembra-nos o quanto estamos conectados a tudo e a todos. Globalização em doses amargas e cavalares. É imposto imposto, sem dó, pelos gringos. Decisões tomadas a milhares de quilômetros, seja por motivos políticos, econômicos ou ideológicos, repercutem diretamente no dia a dia de quem produz, consome e trabalha em Palhoça. E, desta vez, a pancada promete não poupar nenhum setor e nenhum trabalhador.
O que impressiona é ver quanta energia ainda é desperdiçada em debates ideológicos estéreis, enquanto o mundo exige diplomacia e estratégia econômica. Na arena global, a justificativa política dada pelo líder americano para taxar o Brasil foi como jogar gasolina num incêndio que já queimava. Aqui na nossa cidade, a Associação Empresarial de Palhoça (Acip) decidiu seguir outro caminho: abrir um debate sério e objetivo sobre como o empresariado local está e será impactado. É disso que precisamos — menos retórica inflamável, mais arregaçar das mangas.
Porque a história nos ensina: seja qual for a crise — local, nacional ou planetária — a força do trabalho, a engenhosidade e a criatividade sempre foram o que nos tirou do aperto. E não será por meio de guerras digitais e trocas de ofensas que encontraremos soluções em 2025. Se os grandes líderes querem brigar, que briguem. Sugerimos um ringue global, com as regras do boxe (nosso campeão Léo Weiss pode dar uns toques). Aqui, queremos trabalho, ação e resultados. Não vamos esperar que a solução caia do céu — vamos construí-la, como sempre fizemos, com suor e inteligência. Esse será nosso melhor golpe!
Publicado em 14/08/2025 - por Palhocense