69edb49f958c486dc37972764077d7d6.jpeg Túneis no Morro dos Cavalos: impasse entre concessionárias trava obra e autoridades criticam

1b35d8d86657ac5a412302c6ea4415d2.jpeg Evento beneficente promete ajudar associação que atende famílias de Palhoça

c365ecd63e3658f992d33afb4ffaecda.jpg Defensoria Pública abre inscrições para casamento coletivo gratuito em Palhoça

e912729711196d00f8aef23998da8ebe.png Mutirão nacional de saúde bucal ganha ação especial em Palhoça

de4b4cdbf34de770c53e4837c83df2d3.jpg Cãominhada vai reunir tutores, cães e profissionais no Parque do Aririú

77be45ca04abc146f60dbb21f3797c55.png Caminhada do Axé CNIA leva fé, cultura e samba de roda às ruas de Palhoça

f8567c7096024dc299ab165e6f135b50.jpeg Pop Experience: uma experiência pop cheia de atrações no ViaCatarina

44e1c87d2ce0537b99dcac351346a67a.jpeg Escritor Daniel Camargo Thomaz anuncia lançamento de novo livro

ca718bd09aa0751ed5651e712b822054.png "Cê Tá Doido Festival" desembarca na Grande Florianópolis

c96f45d7c75c8cc164c223040a659a6c.jpeg Jovens de Palhoça conquistam vaga no Campeonato Brasileiro

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

d9a77b06fda7ee4be0c542ddf02059fe.jpeg Boosters: equipamentos que regulam a pressão colaboram para melhorar abastecimento em PH

80cfd6b74c9da19d947cc3a85b2577c5.jpeg Manutenção preventiva e de emergência: você sabe identificar a diferença?

8f902fff2cefee71fc079f4a78d94b8d.jpeg Consumo individual de água no Brasil ultrapassa limite recomendado pela ONU

Universitária realiza estudo sobre doença rara

Tainá da Silva, que cursa Fisioterapia na Unisul, fará intervenção aquática com pacientes com atrofia muscular espinhal

d0da7f88eab729fda3127a7ab99325b4.jpeg Foto: DIVULGAÇÃO

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da universitária Tainá da Silva, moradora do Alto Aririú que estuda Fisioterapia na Unisul, na Pedra Branca, pode se transformar no primeiro passo para o desenvolvimento de um procedimento padrão de intervenção para casos de atrofia muscular espinhal (AME, doença neuromuscular caracterizada por degeneração e perda de neurônios motores da medula espinhal e do tronco cerebral, resultando em fraqueza muscular progressiva e atrofia).

Tainá explica que não existem muitas pesquisas com relação à AME. “Eu escolhi essa patologia por ela ser pouco estudada. Eu tenho na minha revisão de literatura, nas minhas referências, todos os artigos que existem na área de fisioterapia, e tem apenas seis, no mundo todo. Tem pouquíssimo estudo em cima, ainda mais na fisioterapia aquática. E são crianças que sofrem muito (a atrofia muscular espinhal geralmente é diagnosticada muito cedo, e este é o pior cenário; quando é diagnosticada em adultos, o grau de comprometimento da musculatura é bem mais leve e apresenta menor complexidade para a recuperação). Então, a gente quer pesquisar, quer ver o que isso traz de melhor para elas, se traz qualidade de vida”, projeta a estudante, que está na oitava fase do curso.

Orientada pelo professor Rômulo Nolasco de Brito, Tainá vai desenvolver um trabalho de intervenção fisioterapêutica na água com pacientes que apresentam AME. Vai atender de forma individualizada, conforme a necessidade e as características de cada criança - a faixa etária pode variar de zero a 18 anos. Por enquanto, já tem uma paciente confirmada (com atrofia tipo 1) e pode ampliar o estudo com mais dois casos - ainda a confirmar.

As intervenções devem começar no final de agosto ou início de setembro, quando as temperaturas estão mais amenas. Os atendimentos serão realizados três vezes por semana, durante 12 semanas. “A gente faz as intervenções, como se fosse um atendimento de fisioterapia, só que dentro da água. Não é um protocolo validado, mas ele foi embasado em artigos já publicados, então tudo o que eu estou fazendo já está na literatura, só que eu uni tudo isso e coloquei no meu artigo”, explica a estudante. Futuramente, o estudo deve ir para uma revista científica, e a partir daí, pode contribuir para a criação de um procedimento padrão de intervenção para esse tipo de caso.

Antes de iniciar a intervenção, Tainá fará avaliações com os pacientes na clínica-escola do curso de Fisioterapia. Os valores ficarão armazenados e servirão de parâmetro de comparação posteriormente. As intervenções começam 15 dias depois dessa análise preliminar. Haverá nova coleta de dados no meio do projeto e no final do atendimento (previsto para novembro), para verificar a evolução dos pacientes. A bateria de avaliações será feita com equipamento e escalas motoras já validadas pela literatura, levando em conta aspectos como análise motora, de força e acelerométrica (que é a qualidade do movimento). Os dados colhidos serão incluídos em um programa estatístico para ajudar a avaliar a evolução dos pacientes. Os dados também serão cruzados com as referências da literatura na área para a conclusão do estudo. O TCC deverá ser apresentado até o final do ano.

Quem quiser saber mais informações sobre o estudo - inclusive sugerir pacientes para a realização do atendimento - pode entrar em contato pelo e-mail projetoamefisio@gmail.com.


Medicamento

A partir de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai liberar o medicamento Nusinersen (spinraza) para os três tipo de AME. O medicamento estará disponível nos centros de referência para o tratamento da doença, com a disponibilização de cuidados multidisciplinares. “Esse importante avanço é um momento ímpar para o SUS. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou (em junho deste ano) o primeiro compartilhamento de risco entre uma indústria farmacêutica e a pasta, para oferecer o tratamento aos pacientes AME tipos II e III (o tratamento para o tipo I já havia sido liberado anteriormente). Medidas inovadoras como essa nos permitem aumentar o acesso da população a esses tratamentos e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do SUS. Queremos suprir não só a necessidade pelo tratamento medicamentoso, mas todas as etapas de atenção dessa população de pacientes”, afirma o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.

A oferta pelo SUS não é simplesmente uma questão de democratizar o acesso, e sim, de viabilizar, de fato, o tratamento, porque por vias particulares, o investimento ficaria na casa dos milhões de reais.



Tags:
Veja também:









Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg