
Quem somos nós, os palhocenses?
Não são raras as vezes em que nós, palhocenses, especialmente durante o verão, recebemos amigos e visitantes que chegam encantados com nossas praias, ainda mais em um Carnaval de orlas lotadas, ruas movimentadas e comércio aquecido. Entre uma conversa e outra, quase sempre surge a pergunta, feita com curiosidade e certo sotaque emprestado: “Mas você é manezinho?” A resposta nunca é tão simples. A proximidade com a Capital nos aproxima em muitos aspectos, mas a identidade palhocense tem raízes próprias e profundas, história e um jeito muito particular de existir entre o mar, os morros e as comunidades, que cresceram com esforço e coragem.
Essa identidade ganha contornos ainda mais nítidos quando revisitamos nossa trajetória. Nesta semana, destacamos em reportagem especial os 98 anos do Guarani de Palhoça, quase um século de memórias, rivalidades, vitórias e encontros que atravessaram gerações. O clube é mais do que uma agremiação esportiva: é símbolo de pertencimento, de tradição e da capacidade que nossa gente tem de manter vivas as suas referências.
Mas se a tradição nos define, é na adversidade que revelamos nossa essência mais profunda. Durante o Carnaval, enquanto a festa tomava conta da Guarda do Embaú, uma casa foi atingida por um incêndio. O que nossa equipe presenciou foi a ação imediata de heróis anônimos - na maioria, vizinhos - que enfrentaram o calor intenso das chamas para ajudar uma família. As imagens eram assustadoras, é verdade, mas também profundamente inspiradoras. Ali estava o retrato mais fiel do povo de Palhoça: força, coragem e união. Talvez seja essa a melhor resposta para quem pergunta quem somos. Somos uma comunidade que celebra junto, mas que, sobretudo, não abandona os seus. Seguimos unidos na campanha de reconstrução. Acompanhe como ajudar na edição de hoje!
Publicado em 19/02/2026 - por Palhocense