e2d78599723e5bab5d649e284a21cca2.jpg João Carolino brilha na premiação nacional do Brasil que Dá Certo

734bec7b70c1a1518fe0ad4c2b201b0c.jpeg Tempo Med Planos de Saúde figura entre as operadoras mais bem avaliadas no Reclame Aqui

6e167f72fd04c4d6ccc51d55fe398eaa.jpeg Palhoça atua na recuperação de áreas atingidas por alagamentos recentes

36dd8b4d334d05cf2feb37ea204670d8.jpg Campanha solidária Um Sonho de Natal celebra entrega de presentes para crianças do Frei Damião

d87bcbb403c0382cea12f24ac1f71a9c.jpeg Relatório feito em Palhoça revela avanços no desenvolvimento psicomotor de crianças

06a9eed7dbb32c30f94732c6574daf2c.jpeg Arena Opus 2026: calendário diverso e novidades para manter SC na rota dos grandes shows

47b3db7dd68b4da5afeaeb70d6f60f3d.jpeg INFNTY: Florianópolis recebe festival inédito com Vini Vici, Wrecked Machines, Ratier e Eli Iwasa

d3f12cb8e9fb4c9b690e1931adc98df4.jpeg Campanha de Natal da Pastoral Povo da Rua mobiliza Palhoça

34fe1b6e25826284cf7eba28f53487df.jpg Passeio Pedra Branca recebe Papai Noel, teatro musical, oficinas criativas e feira de artesanato

2cfdfe9d21bb5bb74644dc02a222af32.jpeg Escritora de Palhoça anuncia lançamento de livro durante evento na Pinheira

67c8c6f6631a58fe9f066a374895cfe3.jpeg Atleta mirim de Palhoça, Valentina Ferreira termina 2025 como líder do ranking mundial de Jiu-Jitsu

0c30b7bd442e1e0ab64f26f248b5b75c.jpeg “Com mais de 300 eventos, a Fesporte realmente fomenta muito o esporte catarinense”

6c7d26b35f50b8675bb8ac9032046355.jpeg Liga Palhocense faz homenagem ao saudoso jogador Aldo Silveira

d1480bb2883604410e0c21bb2fe00771.jpeg Diogo Trindade retorna do Japão com destaque mundial e muitas histórias da viagem

4a29efe383e7860d17e5bf2eb2573998.jpeg Guarani de Palhoça conhece regulamento da Série B do Catarinense de 2026

Tolstói e o Véio da Havan: lições de não-violência

 

Noite de chuva. Estou em meu escritório, lendo uma obra-prima da Literatura Universal. Os ventos sussurram segredos pelas frestas da janela, e o som da água batendo no vidro parece embalar o silêncio. O café, quente e aromático, repousa ao lado dos papéis espalhados. A luz amarela do abajur cria um casulo de aconchego.

De repente, o transe se rompe: meu celular vibra. Mensagens inflamadas. O som das notificações ecoa como um tambor de guerra dentro do ambiente íntimo. Leio algumas. Reflito. Certas analogias são inevitáveis: acusações que escorrem em paixões humanas.

E me pergunto, estimados leitores: é aceitável essa propaganda de ódio e rancor contra nós, catarinenses? E os ataques incessantes ao “véio da Havan” — seriam crítica política legítima ou pura caça às bruxas?

Enquanto observo a luz refletida na tela, vejo professores — defensores do pluralismo e da democracia — dispararem frases como “aqui se faz, aqui se paga”. Comparam o empresário a figuras conservadoras, como Charles Kirk, assassinado. Ironia sem tamanho: clamam por diálogo, respeito e diversidade, mas combatem com bordoadas verbais seus antagonistas ideológicos.

Reviro cada mensagem com meu hiperfoco literário — esse traço do meu autismo que me conduz a epifanias — e lembro de Tolstói, o barbudão magnífico que abriu o peito ao Sermão da Montanha em O Reino de Deus Está em Vós. Não é título de estante, mas tapa moral nos poderosos. Ele escreveu: “O cristianismo não é uma doutrina, mas uma vida.”

Tolstói foi exilado e excomungado por afirmar que a verdadeira igreja habita no coração, não em templos suntuosos. Os religiosos de sua época, assim como certos democratas de hoje, pregavam diversidade enquanto destilavam rancor contra seus oponentes.

E aqui, em nosso rincão, assisto ao assassinato de reputações. Parece aceitável insultar, agredir, eliminar o adversário. Nada cristão, diria Tolstói. Nada democrático, diriam sociólogos e filósofos.

Se aqueles que empunham a ofensa fossem obrigados a reler o Sermão da Montanha, talvez aprendessem a oferecer a outra face em vez de disparar lâminas verbais, incêndios, facadas e tiros.

Confesso: as discussões virtuais me tiraram o sono. Mas ler Tolstói devolveu-me serenidade. Porque enxergar o outro como irmão exige mais coragem que qualquer batalha retórica.

Por isso, humildemente, peço a quem me lê: reflita antes de seguir líderes que incitam combate e aniquilação. Pois se carregamos o “reino da pluralidade de ideias e da democracia” — ou, para os devotos, o “reino de Deus” — dentro de nós, ele só florescerá onde houver respeito e amor.

Nunca onde houver rancor.



Publicado em 02/10/2025 - por Palhocense

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg