8303186e49e5e2826970710239a3acb2.jpeg Escritórios de contabilidade são surpreendidos com autuações que ultrapassam R$ 300 mil em Palhoça

b0e9adcf48fe7d543a13e5874470d0f4.jpeg Planning Comunicação completa um ano de atuação em Palhoça

258c0d6f9b1a3c347f62d8b35a5113df.jpeg Alagamentos mobilizam equipes da Prefeitura e dos Bombeiros

6c71bc211e287a2f5ab766b5feab88fb.jpg Jean Negão defende subsídio ao transporte, mas exige renovação da frota como contrapartida

608a09476df945d09c3d51a379a0f46a.jpeg Cuidado e arte: pintura gestacional é oferecida a gestantes de Palhoça

452d7b2221ac94714721c3a11b48eac6.jpeg Filme palhocense ‘Presente’ terá sessões gratuitas em diferentes pontos da cidade

8e7014fb432b9e4e96130d5d5b12af18.jpeg Palhoça tem programação para todos os públicos, em diversos pontos

77577611f48e142ca7b3afc143f1716f.jpeg Amaro Junior celebra os 98 anos de fundação do Guarani de Palhoça com festa e inauguração de quadra

3460b75d46c7d95d023ba991e14b128e.jpeg Jiu-jitsu ao alcance de todos: projeto social oferece aulas em dois núcleos em Palhoça

815e2c79201e1010aef78b887dc69bce.jpeg Marcos Túlio: atleta com história em Palhoça e carreira internacional é destaque na Gulf Magazine

Falando Sério - Edição 639

Participar da história 

 

Faz muitos anos, Palhoça não tinha agência bancária. Como eu sempre gostei de colaborar com a cidade, desde jovem, falei com o prefeito para conseguirmos trazer uma agência bancária para o atendimento do povo de Palhoça. O prefeito topou a ideia, lutamos e realizamos nosso intento.

Após a vinda de alguns bancos, que faliram, veio o Besc, onde 90% dos palhocenses depositava suas economias. Éramos conhecidos dos funcionários, que nos tratavam com respeito e consideração. 

O tempo continuou correndo e o Besc passou a ser Banco do Brasil, com funcionários e gerência de pessoas que não conheciam o passado daqueles que sempre confiaram suas economias na nova administração. Por algum tempo, tivemos duas pessoas que passaram a conhecer, de perto, os donos de contas no BB central de Palhoça, que eram a Tatiana e o Ricardo. Acontece que os dois saíram e vieram outros funcionários que não conhecem os depositantes do antigo Besc.
Semana passada, eu e duas senhoras, professoras aposentadas, fomos resolver um problema administrativo. Eu, com atendimento prioritário (acima de 80 anos) e as professoras com fichas acima de 60 anos. Éramos os primeiros da fila. Chegamos às 15h30 e só fomos atendidos às 17h30. O funcionário que me atendeu foi muito educado. 

Dois dias após, fui pegar uma cópia do documento que minha esposa precisava entregar na secretaria. Cheguei antes do banco começar a funcionar, fui o primeiro da fila e, quando começaram a atender, chamaram uma moça para fazer abertura de uma conta nova. Mais uma vez, minha ficha de mais de 80 anos não valeu. Reclamei do atendimento e quase encerrei minha conta bancária. 

A falta de respeito ao direito das pessoas e a desconsideração da história de vida, do trabalho comunitário, de mais de 70 anos de trabalho social à cidade onde sempre se viveu, é comum em todos os setores: na sociedade, no esporte, na cultura, no empreendedorismo, na Justiça e muito mais. Os mais velhos não esperam favores fora da lei; querem, apenas, respeito aos seus direitos (idosos e acima de 80 anos), que ela seja cumprida.

É necessário que analisemos as novas “autoridades” que surgem nas cidades: prefeitos, vereadores, diretores em geral, segurança, Justiça, educação, lazer, esporte, etc., que se esquecem dos antepassados que construíram as cidades com seu entusiasmo, trabalho incansável e idealismo.

Temos que entender que não é o presente que faz o passado. Na maioria das vezes, foi o passado que construiu o hoje, assim como foram os avós e pais que encaminharam o futuro. Os idosos merecem respeito.

 



Publicado em 17/05/2018 - por Juarez Nahas

btn_google.png btn_twitter.png btn_facebook.png








Autor deste artigo


Mais vistos

Publicidade

  • ae88195db362a5f2fa3c3494f8eb7923.jpg